sábado, 31 de outubro de 2020

[0258] 31 de Outubro: Dia Mundial das Cidades

Hoje é o Dia Mundial das Cidades.

A fotografia que as Nações Unidas associaram a esta comemoração (ver: https://unric.org/pt/dia-mundial-das-cidades/) talvez nem seja a que melhor traduz a realidade das actuais cidades, nem talvez a que muitos desejam que elas venham a ser:

Quais são os argumentos apresentados naquele sítio para que tenhamos em atenção a actualidade e o futuro das nossas cidades?

 

Hoje, mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas. Em 2050, serão dois terços. Muito daquilo que será necessário para acolher e servir esse mundo cada vez mais urbano ainda terá de ser construído, até mesmo cidades inteiras terão de ser erigidas.

 

Esta é uma grande oportunidade para desenvolver e implementar soluções que possam combater as alterações climáticas e abrir caminho para um futuro sustentável.

 

As cidades consomem mais de dois terços da energia mundial e são responsáveis por mais de 70% das emissões mundiais de dióxido de carbono. As decisões que tomarmos em relação às infraestruturas urbanas nas próximas décadas – planeamento urbano, eficiência energética, produção de energia e transporte – terão uma influência decisiva na curva de emissões.

 

De facto, as cidades são o sítio onde a batalha climática será largamente ganha ou perdida.

 

Para além da sua grande pegada climática, as cidades registam mais de 80% do produto interno bruto mundial e, como centros de educação e de empreendedorismo, são polos de inovação e criatividade, onde muitas vezes são os jovens quem assume a liderança.

Do transporte público elétrico à energia renovável, passando pela melhor gestão de resíduos, muitos dos recursos necessários para a transição para um futuro sustentável e de baixas emissões já estão disponíveis. Cidades de todo o planeta já os estão a tornar realidade. É gratificante ver isso a acontecer, mas precisamos que essa visão se torne a nova regra. Agora é tempo de uma ação ambiciosa.

O Dia Mundial das Cidades chega no fim do «outubro urbano», um mês dedicado à consciencialização sobre os desafios, sucessos e sustentabilidade dos meios urbanos.

 

Ao concluirmos este período, comprometemo-nos a abraçar a inovação para garantir uma vida melhor para as gerações futuras e a traçar um caminho para um desenvolvimento urbano sustentável e inclusivo que nos beneficie a todos


As cidades, talvez para a maioria, em todo o mundo, são o local onde se procura e se encontra, ou não, a solidariedade. Que é uma condição para a nossa vida e também para entendermos o papel que temos em relação ao planeta que habitamos.

 

Ver as mensagens «0014» e «0240» sobre as Cidades Educadoras; a mensagem «0255» sobre as Cidades da Aprendizagem, a mensagem «0093» sobre a comemoração do Dia Mundial das Cidades em 2017 e a mensagem «0202» sobre a Cidade e o Futuro, no Cinema.

domingo, 25 de outubro de 2020

[0257] Beleza e sombra (II): as Coníferas

Serão as árvores que nos fazem companhia, ou seremos nós que, por uns tempos, vamos fazendo companhia às árvores?


Tal como as Cicas e os Ginkgos (a que a mensagem «0250» se referiu), o aparecimento do grupo das Coníferas precedeu o das plantas caracterizadas por flores e frutos. As primeiras Coníferas surgiram há aproximadamente 300 milhões de anos, sendo identificáveis pelo suporte que desenvolveram para guardar as suas sementes, antes de estas se dispersarem, tendo frequentemente a forma de um cone (daí o nome deste grupo), como é o caso das pinhas, podendo no entanto ser arredondado, como as gálbulas dos Ciprestes.

Este grupo chegou a ser o dominante, estatuto que foi perdendo à medida que as plantas com flores e frutos se diversificaram. Actualmente, as principais famílias das Coníferas são a dos Pinheiros, a das Araucárias e a das Cupressáceas, com um total de pouco mais de meio milhar de espécies. As folhas das árvores (e dos arbustos) deste grupo ou são muito estreitas (em forma de agulha), ou parecidas com escamas.


A família dos Pinheiros é composta por árvores resinosas, com alguns raros arbustos, no total de 210 espécies. É a maior família das Coníferas e está restringida ao hemisfério Norte, onde domina grande parte das florestas boreais e de montanha. Tem grande importância ornamental (Cedro), alimentar (Pinheiro-manso), farmacêutico e químico (Pinheiro-bravo) e madeireiro (Cedro-do-atlas). A maioria das espécies tem folhas persistentes, sendo o Larício (Larix decídua) uma excepção. Em Portugal continental há duas espécies indígenas do género Pinus, o Pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e o Pinheiro-manso (Pinus pinea).


A família das Cupressáceas é constituída por árvores e arbustos resinosos, num total de 133 espécies. As suas sementes são guardadas em gálbulas. As folhas de umas espécies são persistentes e as de outras são caducas, tendo umas a forma de pequenas escamas, sendo outras estreitas, alongadas e verticiladas. Muitas das espécies desta família têm interesse ornamental (caso dos Zimbros e das Sabinas, do género Juniperus, e dos Ciprestes, do género Cupressus) e algumas têm-no para a produção de lenho (como os Ciprestes e a Criptoméria). As Sequoias, também membros desta família, proporcionam-nos as árvores de maior alta e diâmetro.


A família das Araucárias é constituída por 33 espécies, agrupadas em apenas 3 géneros. São árvores de grande dimensão e encontram-se nativamente restringidas ao Hemisfério Sul. Os seus ramos dispõem-se em andares e as suas folhas são persistentes, ou tendo a forma de agulha ou sendo espalmadas. Produzem grandes pinhas e possuem interesse maioritariamente ornamental.


O melhor local para apreciar e observar espécimes de todas estas famílias é, na Nossa Banda, o Parque da Paz (Cova da Piedade). A Casa da Cerca (Almada) também possui alguns bons exemplares.

Para a identificação de espécies está disponível uma ferramenta digital descrita na mensagem «0239».


Fonte: livro de Bingre e outros (2007; pp. 30-41)

domingo, 18 de outubro de 2020

[0256] Educação Patrimonial (IV)

Os processos de patrimonialização têm dado origem a importantes iniciativas de educação / formação, sendo a inspirada pelo Campo Arqueológico de Mértola uma das mais antigas. Recentemente, no âmbito das candidaturas da Olaria Negra de Bisalhães (Vila Real) e do Figurado em Barro de Estremoz a Património Cultural Imaterial da Humanidade (respectivamente reconhecidas pela UNESCO em 2016 e em 2017), surgiram outras iniciativas semelhantes, visando dar continuidade aos ofícios locais que estavam em risco de se perder.


Respigadas entre outras iniciativas deste género, mas não dependentes do reconhecimento por uma entidade supervisora, estão as seguintes:

As Artes e Ofícios do Espectáculo, desde 1991 associadas à Escola de Circo do Chapitô (Lisboa):


A Arte do Junco, no Mosteiro de Santa Maria de Cós (Alcobaça);

A Tecelagem, a Cestaria e a Gaita de Fole, na Escola de Artes e Ofícios resultante da parceira entre os municípios de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca e a Escola Profissional do Alto Lima;

A Cordoaria, a Tanoaria, a Olaria e a Azulejaria, desde 2013 na Escola de Artes e Ofícios de Ovar.


Na Nossa Banda, onde ainda se sentem os antigos cruzamentos do mundo rural com os ofícios do rio e do mar, temperados pelas tradições mais recentes das indústrias e das artes como as da música e as do teatro, não se justificaria a criação de uma Escola de Artes e Ofícios, capaz de contribuir para o estabelecimento de pontes entre as muitas e meritórias iniciativas e de ajudar a inventar um futuro para essas actividades?

 

Imagem: sítio do Chapitô 

sábado, 10 de outubro de 2020

[0255] A Rede Global de Cidades da Aprendizagem

Além da Rede das Cidades Educadoras (ver mensagens «0014» e «0240»), uma outra e mais recente rede de cidades que se ligaram em nome da educação é a Rede Global de Cidades da Aprendizagem. Ela foi criada em 2013, sob a égide da UNESCO, e reuniu os seus princípios na Declaração de Pequim, através dos quais as suas cidades se comprometem a:

·      Promover uma aprendizagem inclusiva, desde a educação básica ao ensino superior;

·      Revitalizar a aprendizagem nas famílias e no local de trabalho;

·      Melhorar a qualidade e a excelência na aprendizagem;

·      Fomentar uma cultura de aprendizagem ao longo da vida.



Diferentemente da Rede das Cidades Educadoras, em que a coordenação nacional é feita entre pares, a Rede das Cidades de Aprendizagem é coordenada pelo Instituto da UNESCO para a Aprendizagem ao Longo da Vida, que também supervisiona os compromissos assumidos pelas cidade que coordena: uma vez admitidas, “as cidades devem participar das atividades da rede e redigir um relatório bienal descrevendo suas realizações como cidades de aprendizagem.”

 

Actualmente, são as seguintes as cidades portuguesas que integram esta rede:

·      Desde 2017: Anadia (informações aqui), Câmara de Lobos (informações aqui), Cascais, Gondomar (informações aqui), Lagoa, Açores (informações aqui), Mação (informações aqui), Pampilhosa da Serra (informações aqui) e Praia da Vitória (informações aqui)

·      Desde 2019: Alcobaça, Cantanhede e Setúbal;

·      Desde 2020: Batalha, Loures e Ourém.


Visualizar folhetos sobre as Cidades de Aprendizagem da UNESCO AQUI e sobre a sua Rede AQUI.


Fontes: sítio da Comissão Nacional da UNESCO

sábado, 3 de outubro de 2020

[0254] A Universidade Sénior do Seixal

 O Dia Mundial do Professor é celebrado em 5 de Outubro.


O movimento das universidades seniores foi iniciado em 1972, com a abertura da Universidade de Toulouse. Em Portugal a primeira universidade sénior surgiu em 1976, estando hoje activas mais de duas centenas.


A Universidade Sénior do Seixal, ou Unisseixal, abriu no dia 15 de Janeiro de 2007. Aceitando inscritos a partir dos dezoito anos de idade dá, no entanto, pela sua natureza, prioridade aos que tenham mais de cinquenta anos. No seu primeiro ano lectivo teve 239 alunos matriculados, número que tem vindo a aumentar, regularmente, estando prestes a ultrapassar o milhar.

Os alunos são organizados em turmas unidisciplinares (já ultrapassaram, em muito, a centena), correspondentes a um pouco mais de cem disciplinas diferentes, leccionadas por quase cem professores, uns ainda na vida ativa, a grande maioria já na reforma, todos voluntários. Entre as disciplinas destacam-se as musicais, as línguas, as artes, a saúde e a informática.

As aulas decorrem em dois polos principais, o do Seixal (para as aulas teóricas) e o do Centro Cultural e Desportivo das Paivas (para as aulas de movimento e de som). As restantes decorrem no auditório da Junta de Freguesia de Amora, no auditório da Junta de Freguesia de Corroios e na Escola Básica 2+3 de Vale de Milhaços.


A Unisseixal faz parte da Casa do Educador do Concelho do Seixal, uma instituição de solidariedade social constituída por pessoas ligadas à educação que, deste e de outros modos, tem dado provas de preocupação com o bem-estar dos seus associados e da população do concelho em geral, promovendo, para além das aulas, atividades de cunho recreativo e cultural.

Presidindo a esta Universidade encontra-se um Conselho Diretivo, apoiado por um Conselho Pedagógico e por um Senado.


A Unisseixal é o sócio número setenta e dois da RUTIS, a Rede de Universidades Sénior. Os seus polos principais estão situados em edifícios pertencentes à Câmara Municipal do Seixal, que os pôs à disposição da Casa do Educador.


As futuras instalações da Unisseixal ficarão situadas no antigo Grémio da Lavoura, no Fogueteiro, sendo as obras custeadas pelo município:



Fonte: sítio da Unisseixal

Imagem: Seixal Boletim Municipal, nº 753 (Junho de 2020)

domingo, 27 de setembro de 2020

[0253] O Dia Internacional da Música e as Filarmónicas da Nossa Banda

Por iniciativa da International Music Council, uma organização não-governamental fundada em 1949, o Dia Internacional da Música é comemorado, desde 1975, no dia 1 de Outubro.

 

A Educação Musical nas nossas escolas continua a ser muito limitada, apesar do interesse que os jovens têm por ela e da persistência com que os meios populares a têm tratado, como o atestam as Bandas Filarmónicas criadas e activas por todo o país desde o século XIX, até hoje.

 

Segundo o «Portal da Música Portuguesa», estarão activas na Península de Setúbal trinta e três Filarmónicas (listadas mais abaixo). Observando uma amostra dos logotipos das Associações onde estas Filarmónicas estão integradas (um logotipo por concelho) nota-se como na origem destas Associações a música ocupou um lugar central, o que é frequentemente simbolizado por uma harpa (o deus grego Apolo, que entre outras virtudes incluía a da Música, é muitas vezes representado com uma harpa nas mãos):



Concelho de Alcochete:

Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898

Ver: F

Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense (Samouco)

Ver: B | F

 

Concelho de Almada:

Clube Recreativo do Feijó 

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense

Ver: F | S

Academia Instrução e Recreio Familiar Almadense

Ver: F | S

Banda dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas

Ver: F | V

Sociedade Filarmónica União Artística Piedense (Cova da Piedade)

Ver: F

Sociedade Recreativa Musical Trafariense (Trafaria)

Ver: Y | B | F

 

Concelho do Barreiro:

Banda Municipal do Barreiro

Ver: B | F

União Recreativa de Cultura e Desporto de Coina

Ver: F

Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense (Lavradio)

Ver: F

 

Concelho da Moita:

Sociedade Filarmónica Recreio Alhos Vedrenses (Alhos Vedros)

Ver: F | S

Sociedade Filarmónica Estrela Moitense

Ver: F

Sociedade Recreativa da Baixa da Serra (Baixa da Banheira)

Ver: F

Sociedade Filarmónica Capricho Moitense

Ver: F

 

Concelho do Montijo:

Banda Democrática 2 de Janeiro

Ver: F

Academia Musical União e Trabalho (Sarilhos Grandes)

Ver: F

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro

Ver: F | B

 

Concelho de Palmela:

Sociedade de Instrução Musical (Quinta do Anjo)

Ver: F

Sociedade Filarmónica Palmelense “Os Loureiros”

Ver: F | S

Sociedade Filarmónica União Agrícola 1º de Dezembro (Pinhal Novo)

Ver: F

Sociedade Recreativa Cultural Povo Bairro Alentejano

Ver: B | F

Sociedade Filarmónica Humanitária de Palmela

Ver: S | F

 

Concelho do Seixal:

Sociedade Filarmónica Operária Amorense (Amora)

Ver: S

Sociedade Musical 5 de Outubro (Aldeia De Paio Pires)

Ver: F

Sociedade Filarmónica União Seixalense “Os Prussianos”

Ver: B | F

Sociedade Filarmónica União Arrentelense (Arrentela)

Ver: B | F

Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense

Ver: F

Escola de Música do Clube Recreativo da Cruz de Pau

Ver: P

 

Concelho de Sesimbra:

Sociedade Musical Sesimbrense

Ver: F

 

Concelho de Setúbal:

Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense (Vila Nogueira de Azeitão)

Ver: B | F

Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense

Sociedade Musical Capricho Setubalense

Ver: F



Fontes: sítios do Calendarr e do Portal da Música Portuguesa

sábado, 19 de setembro de 2020

[0252] Educação Patrimonial (III)


No Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é a instituição federal que tem como papel a proteção e promoção dos bens culturais do País, assegurando às gerações presentes e futuras o seu usufruto:


Em 1936, o então Ministro da Educação e Saúde do Brasil, Gustavo Capanema, preocupado com a preservação do património cultural brasileiro, pediu a Mário de Andrade a elaboração de um anteprojeto de Lei para salvaguarda desses bens. Em 13 de Janeiro de 1937, através da Lei nº 378, assinada pelo então presidente Getúlio Vargas, o Iphan foi criado.

 

O artigo 216 da Constituição Brasileira de 1988 define como património cultural as formas de expressão e os modos de criar, de fazer e de viver. O que inclui as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; e, ainda, os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.

Para o Iphan, a educação patrimonial é constituída pelos processos educativos (formais e não formais) com foco no Património Cultural que têm como objetivo mobilizar as pessoas para a construção colectiva e horizontal de conhecimento neste campo, tendo em conta as múltiplas narrativas dos grupos formadores da sociedade brasileira. Para a apoiar esta forma participada de concretizar a Educação Patrimonial, o Iphan realiza acções como «rodas de conversa» e «inventários participativos»; e «formação de professores» nas escolas, de modo a que os alunos sejam actores na preservação do Património Cultural Brasileiro.

Na seguinte publicação do Iphan …


… encontram-se sugestões sobre o modo de concretizar esta perspectiva de Educação Patrimonial (acesso e download em: http://www.fundacaosmbrasil.org/biblioteca/educacao-patrimonial-inventarios-participativos/).


Fontes: sítio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

sábado, 12 de setembro de 2020

[0251] O relatório «Education at a Glance» de 2020

Foi apresentado no início desta semana o novo relatório conhecido por Education at a Glance, da responsabilidade da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico):

É possível aceder a esse relatório, para leitura ou download, aqui.


Uma das focagens deste estudo internacional (que apenas abrange os países membros da OCDE, embora por vezes convide mais alguns a participar) é a da escolaridade dos jovens adultos (grupo dos 25 a 34 anos). O seguinte gráfico (aqui apresentado de uma forma mais fácil de ler) é uma síntese desta focagem. Para cada país, as barras indicam os adultos que concluíram uma determinada escolaridade, correspondendo a cinzenta à Básica, a branca ao Secundário Vocacional / Profissional, a azul ao Secundário Geral e a laranja ao Superior:


Em geral, conclui-se neste estudo, os jovens adultos possuem mais anos de escolaridade que os de uma década antes

 

Fontes: sítio da OCDE

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

[0250] Beleza e sombra (I): as Cicas e os Ginkgos

Na mensagem «0177» foram identificadas algumas ruas da Nossa Banda, situadas em Corroios, no Laranjeiro e no Feijó, cujos nomes evocam a memória ou o desejo da companhia que as árvores nos fazem.

Mas: serão as árvores que nos fazem companhia, ou seremos nós que, por uns tempos, vamos fazendo companhia às árvores?

A história das Cicas e do Ginkgo mostra-nos como esta interrogação é pertinente. E é particularmente interessante.


As Cicas e o Ginkgo partilham diversas características: têm uma origem muito remota; são dioicas (uns exemplares são machos, outros fêmeas); e, apesar de classificadas como produzindo sementes (Gimnospérmicas), a viabilidade destas depende de a germinação ser imediata (caso contrário as sementes perecem).


O grupo das Cicas teve origem no Paleozoico (há fosseis com 290 milhões de anos), expandiu-se durante o Mesozoico (havia dinossauros que o tinham por alimento) e o seu retrocesso foi-se acentuando ao longo do Cenozoico (dada a concorrência das plantas com flor, pelo que, hoje, está em perigo de extinção).

As espécies deste grupo que sobreviveram não ultrapassam as centenas, e surgem espontaneamente apenas nalgumas partes do mundo. Um bom número delas só existe porque é plantado em parques e jardins, ou usado ornamentalmente em quintais e, até, em varandas.

A espécie mais conhecida é a Cycas revoluta. Tal como as outras espécies deste grupo, tem folhas perenes, parecendo-se fortemente com uma Palmeira.

Perto da Nossa Banda, os melhores locais para observar algumas destas espécies, e para obter informações sobre elas, são os jardins botânicos de Lisboa (ver informações sobre eles na página «Recurso» deste blogue):

  • Jardim Botânico da Universidade de Lisboa;
  • Jardim Botânico Tropical de Lisboa;
  • Jardim Botânico da Ajuda.

Exemplar de Cycas revoluta (Jardim dos Jerónimos, Lisboa)


O Ginkgo (Ginkgo biloba) é a única espécie sobrevivente de um grupo que teve uma origem quase tão antiga como a das Cicas (há fósseis com 270 milhões de anos).

Trata-se de uma espécie que já esteve distribuída por todo o mundo, sendo conhecidas algumas histórias que nos sugerem possuir uma enorme resistência: seis exemplares sobreviveram ao bombardeamento atómico de Hiroshima.

Contrariamente às Cicas, o Ginkgo é uma árvore plantada com alguma frequência perto das nossas casas, tanto em jardins e parques como nas ruas (é cultivado ornamentalmente um pouco por todo o mundo). As suas folhas têm uma forma muito característica (dois lobos, daí o seu nome em latim) e, chegado o Outono, antes de cair (é caducifólia), a sua cor torna-se notavelmente dourada:


Folhas e óvulos de Ginkgo biloba (Almada Velha)


Exemplar de Ginkgo biloba, com as folhas amarelecidas no Outono (Miratejo, Laranjeiro)


Caras leitoras e caros leitores: não se esqueçam de que, para identificar plantas, podem usar a ferramenta digital sugerida na mensagem «0239».

 

Fontes: jardins botânicos de Lisboa

Fotografias: Pedro Esteves


sábado, 29 de agosto de 2020

[0249] Educação Patrimonial (II)


A Escola Profissional de Arqueologia, uma escola pública criada em 1990, com sede em Marco de Canavezes, tem como actual oferta educativa os seguintes cursos:

Curso Profissional (Ensino Secundário):

Assistente de Arqueólogo
Técnico em Animação de Turismo
Técnico de Fotografia
Técnico de Museografia e Gestão do Património

Curso de Educação e Formação, tipo 3 (3º ciclo):
 
Operador de Fotografia

Como forma de enriquecer os seus currículos, esta escola está a produzir um conjunto de vídeos cuja motivação central se traduz através do lema Ensinar com Património.
Neste âmbito, a professora Dulcineia Pinto teleconversou, via Zoom, no passado dia 16 de Julho, com a animadora patrimonial Elisabete Glória Gonçalves, visando conhecer o seu trabalho para o Plano Municipal de Promoção do Sucesso Educativo no concelho de Almada, aí designado por Projecto Mais Leitura, mais Sucesso.

Vídeo: O Nosso Tesouro / Recolha do Património Cultural dos Alunos de Almada

Duração: 1 hora 1´ 33´´


Ligando o Património à Literacia, à Arte e ao Território, e não se encerrando em Almada, o projecto de Elisabete Glória Gonçalves pretendeu envolver as famílias nas actividades dos jovens alunos, contribuir para a sua integração comunitária e promover um conceito de Património Cultural que parte das pessoas, das famílias e das comunidades, em vez de se impor a partir de cima.
A lista dos tesouros patrimoniais que foram recolhidos através deste projecto mistura referências culturais vindas tanto dos vários continentes como de Almada, das suas das proximidades e do resto do país, sendo umas festivas, outras materiais e outras tão só do dia a dia:


O resultado desta recolha será apresentado em breve numa exposição itinerante, podendo passar por vários equipamentos culturais de Almada e, se as condições o permitirem, também por escolas.

Fonte: sítio da Escola Profissional de Arqueologia
Revisão da mensagem: Elisabete Glória Gonçalves

domingo, 23 de agosto de 2020

[0248] A Caparica e a Trafaria: dois vídeos


A União das Freguesias de Caparica e Trafaria encomendou ao Centro de Arqueologia de Almada dois vídeos (de uma série intitulada «Dez Minutos de História») em que o historiador Francisco Silva nos leva a visitar o património e a história local.


As Vinhas e o Vinho na Caparica

Duração: 14 min 49
Apresentação: “Conhecer as origens prováveis da vinha e do vinho no território do concelho de Almada, bem como a sua história e o impacto na economia local. Por terras da Caparica, vamos conhecer as memórias do vinho, os seus registos na Literatura, nas paisagens e além-mar.”





As Origens da Trafaria

Duração: 14 min 08
Apresentação: “Conhecer um pouco melhor o património e a história da Trafaria, das pescas às praias, do antigo presídio às indústrias, numa viagem pelo saber local.”


sábado, 15 de agosto de 2020

[0247] Cinco blogues sobre o concelho de Almada

Estão activos alguns blogues que visam proporcionar informação sobre a actualidade e documentação sobre a história do concelho de Almada.

Três desses blogues foram iniciados em Janeiro de 2007:


Autor: O Farol - Associação de Cidadania de Cacilhas

Blogue: O Farol


Autor: Scala – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada

Blogue: Scala – A sua história e as suas gentes

Sítio: http://scala-almada.blogspot.com/

 

Autor: Luís Milheiro

Blogue: Casario do Ginjal


E em Março de 2014 e em Maio de 2016 foram iniciados dois outros, ambos por Rui Granadeiro:


Blogue: Almada Virtual Museum

Sítio: https://almada-virtual-museum.blogspot.com/


Blogue: Mar de Caparica



domingo, 9 de agosto de 2020

[0246] Cinco «Visita(s) Guiada(s)» a Património Cultural da Nossa Banda

O programa Visita Guiada, que a RTP2 exibe regularmente desde 2014, escolheu cinco objectos da Nossa Banda nas suas séries correspondentes aos anos de 2016, 2017 e 2018.

Convento de Santa Maria da Arrábida (11 de Abril de 2016; 35 minutos)
Sinopse da visita:
Numa das paisagens mais idílicas do mundo, a Serra da Arrábida banhada pelo Atlântico, fixou-se o mais radical grupo dos franciscanos portugueses: os Capuchos Arrábidos, ermitas cuja regra de vida era a máxima austeridade. Com fundações no início do séc. XVI, o Convento de Santa Maria da Arrábida permanece um deslumbramento e um enigma
O medievalista João Luís Fontes, Investigador do Centro de Estudos de História da Religião da Universidade Católica, conduz-nos nesta visita guiada. 

Ponte 25 de Abril (11 de Julho de 2016; 28 minutos)
Sinopse da visita:
A Ponte 25 de Abril faz 50 anos em agosto de 2016 e para comemorar o aniversário deste ícone da capital portuguesa levamo-lo num passeio sem precedentes: Paula Moura Pinheiro e o Engenheiro António Reis, que nos anos 90 ampliou o tabuleiro rodoviário e introduziu na ponte o tabuleiro ferroviário, vão percorrer, do topo às bases, os cantos todos à ponte. E recordar como no dia 6 de agosto de 1966 esta, a Ponte Salazar, era a maior ponte suspensa da Europa. Será que sobreviveria a um terramoto como o de 1755? Eis uma pergunta que quererá ver respondida ...
  
Farol do Bugio (26 de Setembro de 2016; 27 minutos)
Sinopse da visita:
Farol do Bugio, na foz do rio Tejo.
Olhando a mansa barra do Tejo ninguém diria que é, afinal, uma perigosa armadilha de correntes ferozes e marés violentas. Mas foi aqui, neste estuário enganador, que se erigiu um forte isolado que constitui, até hoje, uma referência internacional da história da engenharia militar marítima. Uma difícil aventura que levou cerca de cem anos a concluir-se. No início do processo, em finais do séc. XVI, chamou-se Torre de São Lourenço da Cabeça Seca, depois foi o Forte de São Lourenço e só em meados do séc. XX, quando foi desarmado, é que passou a ser conhecido como Farol do Bugio. Joaquim Boiça, filho, neto e bisneto de faroleiros, é o historiador que, com a historiadora Maria Barros, mais tem trabalhado sobre o Forte de São Lourenço do Bugio. São eles os nossos guias nesta visita.

Museu da Música Mecânica (11 de Dezembro de 2017; 37 minutos)
Sinopse da visita:
Caixas de música, fonogramas e gramofones, de finais do séc. XVIII à primeira metade do séc. XX. Quase todas aptas a funcionar, são centenas de peças que representam as mais variadas tipologias de mecanismos capazes de produzir som e compõem um acervo de excelência em qualquer parte do mundo. Inteiramente privado, este museu abriu as portas em 2016 e conta duas histórias: a do fascínio que as caixas de música sempre provocaram em adultos e crianças e a do espanto que gerou a invenção da gravação - pela primeira vez, era possível ouvir a voz de alguém que não estava fisicamente presente.
Uma visita surpreendente e divertida guiada por Leonor Losa, etnomusicóloga, e por Luís Cangueiro, o colecionador e proprietário do museu.

Fragata D. Fernando II e Glória (21 de Maio de 2018; 42 minutos)
Sinopse da visita:
Foi o último veleiro português a fazer a Carreira da Índia e é o quarto navio de guerra mais antigo do mundo.
Premiada pela prestigiada World Ship Trust pela qualidade do seu restauro e pela exemplar reconstituição dos ambientes a bordo, a Fragata D. Fernando II e Glória é um testemunho de um modo de navegar e de viver que hoje, mais de 170 anos depois, dificilmente conseguimos imaginar.
O Comandante Rocha e Abreu é o guia desta visita aos quatro pavimentos desta fragata, que é hoje um navio-museu.