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domingo, 21 de novembro de 2021

[0311] Três mil anos de história de Almada em exposição

Inaugurada há dias, está patente na Casa da Cidade a exposição permanente Entre dois mares e um rio. Almada, 3 mil anos de história.

A história é bem mais longa do que os «três mil anos» sugerem, pois a ocupação humana desde o Paleolítico está bem documentada. Mas a exposição privilegia os momentos em que ocorreram grandes transformações. E o primeiro aconteceu entre os séculos VIII a IV a. C., estando testemunhado na estação arqueológica de Almaraz, entendida como o Prelúdio de uma Cidade: mercadores e navegadores fenícios trouxeram o alfabeto, a roda de oleiro, o fabrico de pasta vítrea, o trabalho do ferro e os planos ortogonais na arquitectura. Esta dinâmica esmorece a partir do século V a. C., provavelmente a favor do que se passava na margem Norte do Tejo.

Cena ribeirinha conjecturada junto a Almaraz (Iº milénio a. C.)

Os séculos I a V d. C. colocaram este território Nos confins do Império Romano. O Baixo Tejo já fora militarmente ocupado nos finais do século II a. C., passando a integrar a província da Lusitânia do Império Romano desde que esta foi constituída, entre 16 e 13 a. C., sob o controlo da cidade de Olisipo (Lisboa). Nos finais do século I a. C. surgem complexos fabris associados à exploração de recursos marinhos, como a fábrica de salga de peixe de Cacilhas e, possivelmente, também em Porto Brandão. O garum aí produzido era armazenado em ânforas fabricadas nas proximidades e exportado. E a fertilidade do solo local facilitou o surgimento de diversos focos habitacionais ou agrícolas.

A ocupação islâmica conduzira a um povoamento essencialmente rural, tendo deixado topónimos que o atestam, como Trafaria, Murfacém e Alfazina. Nos séculos XII a XVIII d. C., depois da conquista do castelo de Almada pelos cristãos, em 1147, desenvolvem-se as Vilas e Lugares na região. A vila de Almada expande-se para poente, até à sua estabilização no século XV. Vastas áreas do Sul manter-se-iam quase despovoadas, com áreas não cultivadas destinadas à exploração florestal e à caça. Entre os séculos XVII e XVIII o povoamento do interior aumentou e nas margens ribeirinhas intensificou-se o comércio, os ofícios e as pequenas manufacturas, fixando-se em permanência, “na então designada «paria de pescaria da costa», algumas comunidades piscatórias. O terramoto de 1755 destruiu a maioria dos edifícios; a reconstrução altera o traçado do núcleo urbano de Almada, que perdura ao longo do século XIX.

Os terrenos baratos e a proximidade do transporte ferroviário e do porto de Lisboa favoreceram, nos séculos XIX e XX d. C., o Fazer pela Vida do concelho de Almada acompanhando a industrialização que ocorre um pouco por todo o país. Ao longo das margens do Tejo instalam-se fornos de cal, tanoarias, fiações e tinturarias, a indústria química, a conserveira e a corticeira, bem como moagens, armazéns de vinho e estaleiros de construção naval. A pesca atlântica percorre a costa desde a Cova do Vapor ao Cabo Espichel. A grande escala fabril surge com o Arsenal e Base Naval do Alfeite, em 1938, e com o estaleiro da Lisnave, em 1967. A imigração fornece a mão-de-obra, a população aumenta. Se o veraneio se tornou impossível nas zonas ribeirinhas, abre-se, como alternativa, o do atlântico. Prolifera o associativismo cultural, cívico, de lazer e desportivo, com relevo para o teatro e para o cinema.

A partir de 1970 o fenómeno da desindustrialização deslocaliza a Timex, a H. Parry & Son e a Lisnave; aumenta o papel do comércio, dos serviços e do turismo; as freguesias desequilibram-se urbanisticamente e as infraestruturas básicas saturam-se; instalam-se instituições ligadas ao ensino, à investigação e às novas tecnologias; e as dinâmicas associativas alteram-se. Está-se em Um Território, duas Cidades.

Fontes
: folheto dos Museus de Almada (2021); imagem capturada por Eva Maria Blum de um vídeo patente na exposição

sábado, 3 de julho de 2021

[0291] Cinco curtos vídeos sobre a arqueologia de Almada

No total, duram cerca de vinte e seis minutos.
Tempo que os permite visionar e debater numa só aula!



    Fábrica Romana de Salga de Peixe, em Cacilhas
    https://www.youtube.com/watch?v=f34H3EtZM_g
    Duração: 3 minutos e 33 segundos


    Sítio Arqueológico da Quinta do Almaraz
    https://www.youtube.com/watch?v=b-GNditKcaA

    Duração: 5 minutos e 52 segundos


    Almada Velha (valorização patrimonial do núcleo histórico urbano)
    https://www.youtube.com/watch?v=BXMFYRwf8M8
    Duração: 4 minutos e 54 segundos


    Casa da Coroa (Costa da Caparica)
    https://www.youtube.com/watch?v=K4ezUp4Wv88
    Duração: 5 minutos e 28 segundos


    Rua Cândido dos Reis: uma rua de histórias (videomapping)
    https://www.youtube.com/watch?v=XlJBsXTCOLY
    Duração: 6 minutos e 17 segundos


sábado, 5 de junho de 2021

[0287] O passado no presente: a Quinta da Fidalga, na Arrentela

Para quem, vindo da Amora ou da Torre de Marinha, se desloca na direcção do Seixal, a Quinta da Fidalga passa quase desapercebida. Logo após a rotunda que assinala o término da Arrentela, a Quinta situa-se à direita, por detrás do muro branco que acompanha a estrada. Querendo estacionar, para uma agradável e instrutiva visita, é mais fácil fazê-lo no sentido do regresso, que se pode tomar ou na bomba de gasolina ou na próxima rotunda (a que tem uma instalação de homenagem aos bombeiros).


A Quinta teve origens no século XV, e nela ainda se pode ver o essencial que caracterizou as centenas de quintas que, até bem dentro de século XX, ladearam Lisboa a Norte e a Sul, estando estas na margem esquerda do Tejo. Quem nela hoje entra começa por ver a casa nobre e o jardim, inclui este um invulgar Lago de Maré. Depois, afastando-se gradualmente, vê os pomares, sendo alguns exclusivamente de citrinos, situados no interior de um sistema de rega reticulado. Ladeando os pomares encontram-se vários pontos de lazer (grutas, pequenos lagos, longos bancos). Só bem mais longe, após subir para um nível mais elevado, encontra o largo poço, com um alcatruz enferrujado, sendo perceptível como, a partir dele, a água seguia até ser armazenada num vasto tanque, deste seguindo para os pomares.
Não é tão certa a identificação do local onde se situariam a seara, a vinha, o olival, a horta e as árvores destinadas a proporcionar lenha, bem como os indispensáveis lagares, mas o espaço para tudo isto era abundante, estando agora parcialmente ocupado por estufas.


O arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles (1922-2020) explicou, numa entrevista a Eva Maria Blum, em 18 de Fevereiro de 2005, como eram estas quintas e como desapareceram.

Gonçalo Ribeiro Telles:

As “pessoas importantes e que tinham dinheiro, tinham uma casa de Verão. A casa de Verão […] era muito perto da cidade. Era na periferia da cidade. […]. Eram as quintas. Havia à volta das cidades […] um anel de quintas. O que era essa quinta? Era um micro-mundo. Porquê? Porque a quinta tinha a casa, mas era simultaneamente de habitação, de produção de frescos para a casa, de vegetais para a casa.
Tinha depois uma coisa que caracteriza todas as quintas em Portugal, que é o laranjal. Porquê? Porque a laranja que tínhamos era uma laranja que vinha desde o tempo romano, azeda. Só para remédios e para coisas assim. Quando chegou a [actual] laranja, com as descobertas, era doce. Foi um êxito. E quem queria mostrar o seu prestígio tinha que ter um laranjal. Portanto, tinha outra coisa, que era o laranjal. Para ter o laranjal teve que aumentar os tanques de rega. Porque o laranjal exige muita rega, mais do que a horta. Portanto, aumentaram todo o sistema hidráulico. Se for ver, são tanques enormes nas quintas - quanto maior é a quinta maior é o tanque - com sistemas de rega, tudo aquilo. Depois, é tudo decorado.
A quinta tem o sistema hidráulico todo e tem outra coisa fundamental, que é a mata.
[O] termo «floresta» não é português. […]. Veio de fora, só no século XVIII. O nome de mata em Portugal, […] não é do povoamento para cortar madeira, é a mata propriamente, com aspectos ecológicos, com aspectos […] de gestão ajardinada […]. Portanto, tinha a mata. […].
[…]. A quinta tinha um dono e tinha os elementos de mata, porque tinha que ter lenha para se aquecer no Inverno. Tinha que ter mata para poder ter água, por causa da chuva e da mata. Tinha que ter horta porque não havia supermercados nem centros comerciais e tinha que ter o laranjal para cheirar bem e porque era o fruto por excelência.
[…]. Conforme o tamanho e a riqueza do senhor, tinha três, quatro empregados. Agora, a agricultura estava fora da quinta. Na quinta estava a agricultura de produção directamente para a casa. […]. A quinta era [murada].
[À volta de] Lisboa contámos […] seiscentas quintas.
[…]. Agora, como é que isto foi tudo destruído?
[…] Quando vieram os planos [de urbanização] de pormenor atribuíram a classificação da quinta exclusivamente à casa da quinta. Quer dizer, [a quinta está classificada] como um valor cultural e nacional. Você agora vai fazer o plano. […]. «Toda a gente olha para a casa, para o palácio. Então, porque é que não [se] há-de construir aqui, no sítio da mata, se nós deixarmos ficar o palácio? Porque é que não [se] há-de construir no sítio da horta se nós deixarmos ficar o jardim, que é uma coisa mínima» Nas nossas quintas, como sabe, o jardim está disperso, está diluído por todo esse sistema. Pelo tanque da rega, que é um sítio fresco; pela mata onde se passeia; pela horta, que tem as latadas para os percursos. O jardim é uma coisa mínima. A planta do jardim é muito ligada à casa. Por isso é que temos aquele sistema do jardim que é o alegrete. Aquele sistema daqueles murozinhos e plantados […]. Mas [também] tem mata, tem horta, tem laranjal, tem os alegretes e tem as latadas e tem os tanques. Ora, o que é que fizeram? «Ora, isto não é nada. Isto pode-se construir. Só não se pode construir no palácio e no jardim». E destruíram tudo. Aqui em Lisboa foi uma razia. Ficou a do Marquês de Fronteira [… e mais …] duas ou três.
”

Na margem Sul do Tejo ficou este quinta, no essencial intacta, e visitável, permitindo que seja usufruída e compreendida. Foi com base nesta quinta que Eugénio Silva desenhou, a pedido da Câmara Municipal do Seixal, uma «História do Concelho Seixal», onde se esquematiza como se interligariam os …



Há poucos anos, no extremo do jardim, foi construído, com projecto do arquitecto Álvaro Siza Vieira, a Oficina de Artes Manuel Cargaleiro.
Se esta Oficina é uma das razões para a visita de escolas ( e de adultos), toda a Quinta também o é.

Uma descrição da história e da actualidade desta quinta está acessível a partir da página Documentos (pasta «Documentos da Nossa Banda»).

Entrevista (não publicada) de Gonçalo Ribeiro Telles a Eva Maria Blum, em 2005
Desenho: BD de Eugénio Silva (2004)
Fotografias (tendo uma ou outra sido recortada): Eva Maria Blum, em 2021

domingo, 23 de agosto de 2020

[0248] A Caparica e a Trafaria: dois vídeos


A União das Freguesias de Caparica e Trafaria encomendou ao Centro de Arqueologia de Almada dois vídeos (de uma série intitulada «Dez Minutos de História») em que o historiador Francisco Silva nos leva a visitar o património e a história local.


As Vinhas e o Vinho na Caparica

Duração: 14 min 49
Apresentação: “Conhecer as origens prováveis da vinha e do vinho no território do concelho de Almada, bem como a sua história e o impacto na economia local. Por terras da Caparica, vamos conhecer as memórias do vinho, os seus registos na Literatura, nas paisagens e além-mar.”





As Origens da Trafaria

Duração: 14 min 08
Apresentação: “Conhecer um pouco melhor o património e a história da Trafaria, das pescas às praias, do antigo presídio às indústrias, numa viagem pelo saber local.”


domingo, 9 de agosto de 2020

[0246] Cinco «Visita(s) Guiada(s)» a Património Cultural da Nossa Banda

O programa Visita Guiada, que a RTP2 exibe regularmente desde 2014, escolheu cinco objectos da Nossa Banda nas suas séries correspondentes aos anos de 2016, 2017 e 2018.

Convento de Santa Maria da Arrábida (11 de Abril de 2016; 35 minutos)
Sinopse da visita:
Numa das paisagens mais idílicas do mundo, a Serra da Arrábida banhada pelo Atlântico, fixou-se o mais radical grupo dos franciscanos portugueses: os Capuchos Arrábidos, ermitas cuja regra de vida era a máxima austeridade. Com fundações no início do séc. XVI, o Convento de Santa Maria da Arrábida permanece um deslumbramento e um enigma
O medievalista João Luís Fontes, Investigador do Centro de Estudos de História da Religião da Universidade Católica, conduz-nos nesta visita guiada. 

Ponte 25 de Abril (11 de Julho de 2016; 28 minutos)
Sinopse da visita:
A Ponte 25 de Abril faz 50 anos em agosto de 2016 e para comemorar o aniversário deste ícone da capital portuguesa levamo-lo num passeio sem precedentes: Paula Moura Pinheiro e o Engenheiro António Reis, que nos anos 90 ampliou o tabuleiro rodoviário e introduziu na ponte o tabuleiro ferroviário, vão percorrer, do topo às bases, os cantos todos à ponte. E recordar como no dia 6 de agosto de 1966 esta, a Ponte Salazar, era a maior ponte suspensa da Europa. Será que sobreviveria a um terramoto como o de 1755? Eis uma pergunta que quererá ver respondida ...
  
Farol do Bugio (26 de Setembro de 2016; 27 minutos)
Sinopse da visita:
Farol do Bugio, na foz do rio Tejo.
Olhando a mansa barra do Tejo ninguém diria que é, afinal, uma perigosa armadilha de correntes ferozes e marés violentas. Mas foi aqui, neste estuário enganador, que se erigiu um forte isolado que constitui, até hoje, uma referência internacional da história da engenharia militar marítima. Uma difícil aventura que levou cerca de cem anos a concluir-se. No início do processo, em finais do séc. XVI, chamou-se Torre de São Lourenço da Cabeça Seca, depois foi o Forte de São Lourenço e só em meados do séc. XX, quando foi desarmado, é que passou a ser conhecido como Farol do Bugio. Joaquim Boiça, filho, neto e bisneto de faroleiros, é o historiador que, com a historiadora Maria Barros, mais tem trabalhado sobre o Forte de São Lourenço do Bugio. São eles os nossos guias nesta visita.

Museu da Música Mecânica (11 de Dezembro de 2017; 37 minutos)
Sinopse da visita:
Caixas de música, fonogramas e gramofones, de finais do séc. XVIII à primeira metade do séc. XX. Quase todas aptas a funcionar, são centenas de peças que representam as mais variadas tipologias de mecanismos capazes de produzir som e compõem um acervo de excelência em qualquer parte do mundo. Inteiramente privado, este museu abriu as portas em 2016 e conta duas histórias: a do fascínio que as caixas de música sempre provocaram em adultos e crianças e a do espanto que gerou a invenção da gravação - pela primeira vez, era possível ouvir a voz de alguém que não estava fisicamente presente.
Uma visita surpreendente e divertida guiada por Leonor Losa, etnomusicóloga, e por Luís Cangueiro, o colecionador e proprietário do museu.

Fragata D. Fernando II e Glória (21 de Maio de 2018; 42 minutos)
Sinopse da visita:
Foi o último veleiro português a fazer a Carreira da Índia e é o quarto navio de guerra mais antigo do mundo.
Premiada pela prestigiada World Ship Trust pela qualidade do seu restauro e pela exemplar reconstituição dos ambientes a bordo, a Fragata D. Fernando II e Glória é um testemunho de um modo de navegar e de viver que hoje, mais de 170 anos depois, dificilmente conseguimos imaginar.
O Comandante Rocha e Abreu é o guia desta visita aos quatro pavimentos desta fragata, que é hoje um navio-museu.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

[0236] 18 de Maio: Dia Internacional dos Museus


Espaços vocacionados para estar abertos, os Museus encontram-se agora, forçosamente, fechados!

Mas nem os museus, nem os seus públicos, se resignam!


Na Nossa Banda, o Museu do Trabalho / Michel Giacometti disponibiliza interessantíssimos (e muito bem feitos) vídeos que nos ajudam a mantermo-nos em contacto:


Veja-os, antes ou depois de visitar este Museu!

domingo, 21 de julho de 2019

[0198] Desenho arqueológico em exposição em Almada


Perguntou há dias o arqueólogo Luís Raposo [mensagem «0197»] se aquilo que pretendemos fazer com os nossos arquivos memoriais é consumi-los “em nome apenas da parasitagem hedonista hodierna ou interrogá-los constantemente, potenciando o seu poder criativo, e já agora conservá-los para aqueles que virão depois de nós?”
E, de certo modo respondendo, lembrou como o regresso da democracia em 1974 trouxe “com ela todo um novo entusiasmo pelo estudo libertador do passado, como condição da libertação do presente e da garantia da liberdade no futuro.”

Podemos encarar a educação como um encontro com as memórias colectivas, onde as questionamos à luz do que desejamos para o presente e para o futuro.

Está em exposição no Quarteirão das Artes, em Almada, a exposição Desenho Arqueológico do Centro de Arqueologia de Almada, concebida e organizada pela Associação Cidadão Exemplar:

Capa de Jorge Raposo para o nº 1 da IIª série
da revista «al madan» (Dezembro de 1992),
onde está em destaque o desenho arqueológico de uma peça medieval
recolhida em Almada, feito por Armando Sabrosa (1965 – 2006) e patente nesta exposição

Na apresentação desta exposição pode ler-se:
“O desenho arqueológico é uma ferramenta essencial para o arqueólogo durante o trabalho de campo e posteriormente quando o espólio arqueológico é estudado.
A representação gráfica das peças recuperadas nas escavações arqueológicas tem como objectivo ajudar o investigador na interpretação das mesmas e muitas vezes do contexto de proveniência. Essa representação é mais esquemática ou com maior rigor técnico, conferindo textura e perspetiva de acordo com o nível de pormenor e a complexidade do objeto que queremos ver representado. Auxilia na perceção de morfologias, tipologias, padrões decorativos e mesmo funcionalidades.”

Fonte: sítio do Centro de Arqueologia de Almada

sábado, 9 de março de 2019

[0180] Uma visão artística do património do concelho de Sesimbra


Da autoria de Albino Moura, o mural Sesimbra foi inaugurado em 25 de Julho de 2016, no Largo de Bombaldes, junto à entrada do Mercado do Peixe da vila de que recebeu o nome. Tem 6 metros de comprimento e 2 metros de altura e é composto por azulejos:


Neste mural podem ser identificados elementos do património associado ao concelho de Sesimbra: o património natural (as falésias, o mar, o peixe, as aves); o património mitológico (o Senhor Jesus das Chagas, padroeiro dos pescadores de Sesimbra); o património edificado (as igrejas da vila, o Santuário e o Farol do Cabo Espichel, a Ermida da Memória, a Fortaleza de Santiago e o Castelo de Sesimbra); e o património laboral (a pesca e a moagem, em particular a Moagem de Sampaio).

À semelhança do que faria dois anos mais tarde no mural Cidade do Seixal (ver mensagem «0176»), Albino Moura coloca no centro deste novo mural um pescador, abraçado ao seu barco de pesca (tradicionalmente a Muleta, no Seixal, e a Aiola, em Sesimbra):

Pormenores centrais
de «Cidade do Seixal» (2018) e de «Sesimbra» (2016)

Não deixa de ser curiosa a convergência entre estas duas representações e a feita no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, do Infante D. Henrique, com a sua Caravela pronta a navegar:


Imagens: Infocul.pt (Sesimbra); Eva Maria Blum (Seixal); Wikipédia (Padrão dos Descobrimentos)

sábado, 12 de janeiro de 2019

[0173] Vídeos sobre o património natural e cultural da Nossa Banda


Sugestão para as frias noites desta época do ano:

Sobre o património natural da Serra da Arrábida:

Arrábida a Património Mundial (2010; patrocinado pela Associação dos Municípios da Região de Setúbal; com cerca de 15 minutos): www.youtube.com/watch?v=nnCcfWQiRy0

Arrábida, da Serra ao Mar (2013; de Luís Quinta e Ricardo Guerreiro; com cerca de 45 minutos): www.youtube.com/watch?v=qKyYvT8TU4A

Sobre o património cultural da Serra da Arrábida:

Al-Rábita: a serra e o homem (2014; de Luís Quinta e Ricardo Guerreiro; com cerca de 45 minutos): www.youtube.com/watch?v=uKuHWjmAVGA


Sobre o património natural da costa marítima e fluvial de Almada:

Almada, banhada por um Mar de Histórias (2011; de Pedro de Carvalho; com cerca de 45 minutos): www.youtube.com/watch?v=qHSI7FJoVus

Almada, entre o Rio e o Mar (2014; de Luís Quinta; com cerca de 45 minutos): www.youtube.com/watch?v=GCQnBwxATR0

Fonte da imagem: blogue do Departamento de CSH


sábado, 18 de agosto de 2018

[0152] O novo sítio e as próximas iniciativas do Centro de Arqueologia de Almada


O «CAA», como é conhecido entre os seus sócios, é uma associação sem fins lucrativos criada em 1972, com estatuto de utilidade pública e de ONG-Ambiente, onde se trabalha na investigação e na divulgação da Arqueologia, do Património e da História.



Nos quatro Sábados de Setembro o CAA anima quatro visitas guiadas:

8 de Setembro 2018: o Centro Histórico de Cacilhas;
15 de Setembro 2018: a Cova da Piedade – Romeira:
22 de Setembro de 2018: a Trafaria – Murfacém;
29 de Setembro de 2018: o Centro Histórico da Trafaria.

Estas informações, os projectos e os contactos do CAA podem ser acedidos no seu novo sítio:
https://carqueoalm.wixsite.com/carqueoalm.

sábado, 23 de junho de 2018

[0146] Tópicos sobre o património histórico do concelho do Barreiro


Da exposição permanente do Espaço Memória do Barreiro



Povoado Neolítico, na Ponta da Passadeira: com cerca de 5 000 anos; vestígios que o associam à caça, à pesca, à recolecção de marisco, à olaria e ao eventual culto do touro.

Vinhas: está documentada a sua existência em Coina (1257) e no Lavradio (1298); na primeira metade do século XIX elas ocupavam um terço do solo do concelho.

Salinas: existiam no Lavradio (antes de 1317) e no estuário do Coina (desde 1322); perduraram, juntamente com a agricultura, até ao início do século XX.

Fornos Cerâmicos: os da Mata da Machada (séculos XV e XVI) usavam a argila e a lenha das proximidades, produzindo malgas, pratos, candeias, tigelas, copos, escudelas e talhas, pesos de rede, telhas, formas de biscoito (para o Vale do Zebro) e formas de pão de açúcar (para os engenhos açucareiros); mesmo se pode dizer do forno de Santo António da Charneca, da mesma época.

Complexo Real de Vale do Zebro: no século XV tinha 27 fornos, um armazém de cereal, um cais de embarque, um moinho de maré com 8 moendas (o maior do estuário do Tejo, nessa época); produzia o «biscoito» (o nome proveio das duas cozeduras a que era sujeito, para ficar completamente desidratado), que era conservado em barricas e não azedava durante as viagens marítimas (precisava de ser humedecido antes de poder ser consumido; a ração diária era de 428 gramas por pessoa); danificado pelo terramoto de 1755, foi reconstruído, acabando por servir para outros fins.

Moinhos de maré: foi referenciada a existência de 11; o primeiro data de 1484; há vestígios dos de Coina, Telha, Palhais, de três na Alburrica (Grande, Pequeno e do Cabo) e do d`El Rei (Vale do Zebro); no século XVIII foi construído o de Braancamp, maior que o de Vale do Zebro; antes destes moinhos houve moinhos fluviais.

Moinhos de vento: aproveitavam os ventos predominantes de Norte; haveria uma dúzia no século XVIII, que perderam valor comercial com a chegada da moagem industrial; na Alburrica, subsistem os moinhos Nascente e Poente (1852), de tipologia portuguesa, e o Gigante (1852), de três pisos e pás de madeira, de tipologia holandesa, tal como o moinho do Jim, que se situou na antiga praia do Norte, hoje Av. Bento Gonçalves (1827).

Construção naval: para embarcações de longo curso, desde o século XV até ao século XIX, situada na Ribeira da Telha (Azinheira Velha, Santo André), próximo de uma mancha florestal (Mata da Machada); trabalhou em articulação com a construção naval da Ribeira, em Lisboa; paralelamente desenvolveu-se a construção e a reparação naval, destinadas à pesca e à navegação no rio.

Muleta: esta embarcação aparenta ter raízes no Mediterrâneo oriental; possui um mastro inclinado, com verga para uma grande vela latina, dois panos na ré e seis na proa; e possui «tartaranha» (rede de arrasto e de alar) e redes de deriva; exigia uma campanha de 15 homens, um mestre e 2 moços auxiliares; em 1901 só havia uma a laborar; foi substituída pelo Bote-de-fragata em 1928.

Real Fábrica de Espelhos e Vidros Cristalinos de Coina: fundada no século XVIII, por D. João V; laborou entre 1719 e 1749, sendo transferida para a Marinha Grande devido à proibição de utilizar a madeira dos pinhais reais, apesar de ter usado, durante algum tempo, hulha importada.

Linha Ferroviária de Sul do Tejo: começou a ser explorada comercialmente em 1861; em 1884 foi-lhe acrescentado a ligação a um cais fluvial, tornando atrativo o seu uso pela indústria.

Indústria Corticeira: a primeira notícia da inauguração de uma fábrica de cortiça no Barreiro é de 1865; em 1920 havia aí 40 fábricas e mais de 1000 operários (um terço da população activa barreirense; houve quem trabalhasse a partir dos 7 anos de idade; no fim do século XIX a jornada de trabalho era de 12 horas); a CUF veio proporcionar condições mais atractivas para os trabalhadores, a que se juntou a pressão do crescimento urbano, levando ao desaparecimento desta indústria.

Companhia União Fabril (CUF): instalou-se no Barreiro, para se expandir, pois o seu desenvolvimento estava limitado em Lisboa; em 1907 já tinha armazéns e um cais acostável; depois teve um ramal de caminho-de-ferro e novos terrenos para Sul do terreno inicial, situado junto ao rio; constrói um bairro operário em 1908; no final dos anos 50 emprega mais de 8 mil operários e na década seguinte mais de 10 mil; a recessão dos anos 70 questionou o seu modelo de grande concentração industrial.

Associativismo: são centenárias a Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense «Os Penicheiros» e a Sociedade União Democrática Barreirense «Os Franceses» (1870); a Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste (1894); a Sociedade Filarmónica União Agrícola 1º de Dezembro (1896); o Futebol Clube Barreirense e a Cooperativa «Corticeiros» (1911); e a Cooperativa Popular Barreirense (1913).

Fonte (catálogo): Camarão & Carmona (2015)

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

[0084] Uma exposição de trabalhos dos alunos da Escola Básica António Augusto Louro

Será inaugurada no dia 22 (próxima 6ª feira) às 18h00, no Cinema de S. Vicente (Aldeia de Paio Pires):


Os trabalhos foram realizados no âmbito de um projecto com o mesmo nome da exposição, que também integrou o Plano Educativo Municipal:


Fonte: informação do Ecomuseu Municipal do Seixal

domingo, 30 de outubro de 2016

[0011] Almada. Uma história milenar, entre a terra e o mar


[0010] Nas velhas instalações do Presídio da Trafaria: três exposições sobre a outra / a nossa banda

As três exposições:
«As Vinhas de Almada. O vinho na história local» (da autoria do Centro de Arqueologia de Almada);
«Objecto - Projecto» (realizada no âmbito da Trienal de Arquitectura, com curadoria do arquitecto Godofredo Pereira); e

«O Presídio e a Trafaria. 450 Anos de História» (da autoria do Centro de Arqueologia de Almada).


Qualquer destas exposições, a seu modo, coloca a questão da relação entre as duas margens do Tejo:
os vinhos que Almada e o Seixal produziam e que Lisboa consumia ou exportava; as funções que, a partir do século XVI, foram atribuídas à Trafaria (a quarentena de pessoas e de mercadorias; a defesa militar e o presídio; a moagem e a pequena indústria, de conservas, de explosivos), ou que mais recentemente aí foram descobertas (os banhos terapêuticos);
a gradual dinâmica social que a margem Sul desenvolveu como consequência desta relação funcional …;
o que, nas claras palavras de Godofredo Pereira, pode ser dito assim: “Trata-se de uma exposição [ele refere-se à segunda] sobre o papel da frente ribeirinha de Almada no desenvolvimento urbano de Lisboa.” Almada cresceu “como espaço de apoio às funções mais nobres da capital”; ela, em particular, “destaca a arquitetura dos equipamentos coletivos, surgidos por necessidade e realizados em economia de meios, desde associações de socorro mútuo, a cooperativas de consumo, passando pelas sedes de clubes recreativos ou de diversos espaços culturais. São estes equipamentos que vão fazendo a cidade, dando forma não só aos seus ritmos diários mas também às suas aspirações políticas e sociais – aos seus projetos. É sobre esta cidade, inseparável de Lisboa, que vai crescendo nos interstícios da logística e do urbanismo capitalista que a exposição Objecto – Projecto se debruça.” O que, interpreta-se, parte de um pressuposto: “a cidade é um problema político, de conflito entre vários projetos.” (citações retiradas de uma entrevista feita pela «Agenda de Almada» de Outubro de 2016).

Os edifícios do Presídio (a prisão propriamente dita mais os locais de residência e administração) não se encontram em bom estado, mas essa condição também nos faz pensar na sua História …

Um grupo de gente preocupada com as ligações entre Educação e Património visitará estas três exposições no próximo dia 11 de Novembro, a partir das 14h00. Se formos mais, sempre se conversa.

Porquê a expressão «Outra Banda»? Porque não «Nossa Banda»?
Tem esta questão algo a ver com a Educação?

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

[0003] Jornadas Arqueológicas da Região de Setúbal




Em reflexão conjunta, o Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS) e o Fórum Intermuseus do Distrito de Setúbal (FIDS) consideraram pertinente levar à prática uma iniciativa cultural de âmbito regional, dirigida à Comunidade Educativa da Região de Setúbal (Professores, Pais e Alunos), com o objectivo de mobilizar o Património Arqueológico, enquanto instrumento pedagógico.

Pretende-se, igualmente, salientar as potencialidades dos Museus na promoção de uma educação/formação abrangente e inclusiva com base na experimentação, ou seja, no contacto directo com o território, o património e a identidade regional.

Nos dias 7 e 14 (sextas-feiras) de Outubro ocorrerão diversas conferências sobre temática arqueológica, respectivamente no Barreiro (Espaço Memória) e no Seixal (Auditório dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do Seixal).

Os dias 8 e 15 (sábados) de Outubro serão dedicados a visitas guiadas, em autocarro, a sítios patrimoniais relevantes da região.

Em processo de certificação no conselho cientifico-pedagógico de formação contínua pelo Centro de Formação da Ordem de Santiago.

Organização:
Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal / Associação de Municípios da Região de Setúbal e Forúm Intermuseus do Distrito de Setúbal

Colaboração:
Câmaras Municipais de Almada, Barreiro, Seixal e Palmela, Tróia Resort e Centro de Formação Ordem de Santiago.

Coordenação:
Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares

Conferencistas:
Carlos Tavares da Silva (MAEDS/AMRS; UNIARQ)
Inês Vaz Pinto (CEAACP; Tróia Resort)
Isabel Cristina Fernandes (Câmara Municipal de Palmela)
João Luís Cardoso (Universidade Aberta; Academia das Ciências de Lisboa; Academia Portuguesa da História)
João Pimenta (Centro de Estudos Arqueológicos de Vila Franca de Xira - CEAX; UNIARQ)
Joaquina Soares (MAEDS/AMRS; FLUL/UNIARQ)
Jorge Raposo (Ecomuseu do Seixal/Câmara Municipal do Seixal)
Luís Barros (Museu Municipal de Almada/ Câmara Municipal de Almada)

Comissão executiva:
Ana Férias (MAEDS/AMRS)
Antónia Coelho-Soares (MAEDS/AMRS)
Fátima Afonso (Ecomuseu do Seixal/CMS)
Joana Esteves (Museu Municipal de Almada/CMA)
João Ventura (Museu Municipal de Sesimbra/CMS)
Luís Barros (Museu Municipal de Almada/CMA)
Michelle Santos (Museu Municipal de Palmela/ CMP)
Paula Covas (MAEDS/AMRS)
António Camarão (Espaço Memória/Câmara Municipal do Barreiro)
Rosário Gil (Espaço Memória/Câmara Municipal do Barreiro)
Susana Duarte (MAEDS/AMRS)

PROGRAMA | CONFERÊNCIAS E VISITAS

7 E 8 DE OUTUBRO > PRÉ E PROTO-HISTÓRIA

CONFERÊNCIAS, DIA 7:
(Espaço Memória, Barreiro, ou Auditório Municipal Augusto Cabrita, caso a lotação do primeiro espaço não comporte o número de participantes).

09.30 horas – Recepção dos participantes e sessão de abertura;
10.30 horas – “Os Alvores da Ocupação Humana”, por João Luís Cardoso (UAL; ACL; APH);
11.15 horas – Intervalo para café;
11.30 horas – “O fim do grande ciclo da economia de caça-recolecção e as primeiras comunidades neolíticas”, por Joaquina Soares (MAEDS/AMRS; FLUL/UNIARQ);
12.15 horas – “Dos primeiros metalurgistas às sociedades hierarquizadas da Idade do Bronze na Região”, por Joaquina Soares;
13.00 horas – Debate;
13.15 horas – Almoço livre;
15.00 horas – “Da colonização fenícia ao mosaico cultural da 2ª Idade do Ferro”, por Carlos Tavares da Silva (MAEDS/AMRS; UNIARQ);
15.45 horas – Intervalo para café;
16.00 horas – “Almaraz – a primeira urbe de Almada: diacronia, arquitectura e cultura material”, por Luís Barros (MMA).
16.45 horas – Debate;
17.30 horas – Encerramento.

VISITAS GUIADAS, DIA 8:
Visitas guiadas a sítios pré e proto-históricos da Península de Setúbal:

09.30 horas – Saída do Barreiro em direção a Almaraz (período orientalizante);
12.00 horas – Hipogeus da Quinta do Anjo;
13.00 horas –Almoço livre na Quinta do Anjo;
14.30 horas – Castro de Chibanes (Palmela);
16.30 horas – Exposição de Arqueologia Regional no MAEDS;
18.00 horas – Previsão de chegada ao Barreiro.

14 E 15 DE OUTUBRO > COLONIZAÇÕES ROMANA E ISLÂMICA

CONFERÊNCIAS, DIA 14:
(Fórum do Seixal ou Auditório dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do Seixal, de acordo com o número de participantes).

09.30 horas – Sessão de abertura.
10.30 horas – “Em torno da conquista romana do Vale do Tejo. Novos e velhos dados”, por João Pimenta (CEAX; UNIARQ);
11.15 horas – Intervalo para café;
11.30 horas – “Da invasão à colonização romana na Península de Setúbal”, por Carlos Tavares da Silva (MAEDS/AMRS; UNIARQ);
12.15 horas – Debate;
13.00 horas – Almoço livre;
15.00 horas – “O estabelecimento romano de Tróia”, por Inês Vaz Pinto (CEAACP; Tróia Resort);
15.45 horas – “As olarias do Porto dos Cacos (Alcochete) e da Quinta do Rouxinol (Seixal) e outras evidências da presença romana na frente ribeirinha do Seixal”, por Jorge Raposo (CMS-EMS/CAA);
16.30 horas – Intervalo para café;
16.45 horas – “Palmela e Sesimbra, dois castelos da Arrábida medieval islâmica”, por Isabel Cristina Fernandes (CMP-MMP/GEsOS);
17.30 horas – Debate;
18.00 horas – Encerramento.

VISITAS GUIADAS, DIA 15:
Visitas guiadas a sítios romanos e muçulmanos da Região de Setúbal:

09.00 horas – Saída do Seixal com visita à olaria romana da Quinta do Rouxinol;
10.45 horas – Estabelecimento romano de preparados piscícolas do Creiro (Arrábida);
12.00 horas – Castelo de Palmela;
13.00 horas – Setúbal. Almoço livre;
15.00 horas – Ruinas Romanas de Tróia;
18.00 horas – Previsão de chegada ao Seixal.

INSCRIÇÃO

A participação nas Jornadas Arqueológicas da Região de Setúbal é gratuita, mas não dispensa inscrição prévia, a qual poderá incidir sobre a totalidade do evento ou apenas sobre um dos seus blocos. As visitas guiadas serão em autocarro fornecido gratuitamente pela AMRS. Os participantes terão direito a certificado de participação.
Os conferencistas que desejem participar em ambos os blocos deverão também preencher a ficha de inscrição respectiva.

Data limite de inscrição - 27 de Setembro através de: http://jars.amrs.pt/pages/275
Para certificação de professores - de 12 de Setembro a 27 de Setembro: www.cfosantiago.edu.pt .

CONTACTOS DA ORGANIZAÇÃO

MAEDS (Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal), AMRS (Associação de Municípios da Região de Setúbal) e FIDS (Fórum Intermuseus do Distrito de Setúbal)
Morada: Avenida Luisa Todi, nº 162. 2900-451 Setúbal, Portugal.
Telefone: +351 265 239 365
Site: http://jars.amrs.pt (com base em cujas informações foi redigida esta mensagem).


Email: maeds@amrs.pt .