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sábado, 10 de novembro de 2018

[0165] Em breve, uma nova exposição em Almada


Esperada desde há muito tempo, aí está a exposição sobre a Lisnave:


A inauguração da Lisnave na Margueira ocorreu em 1967, depois das obras de preparação do estaleiro desde 1961.
Na década de 1960 a Lisnave reparou 30 % da frota global, sendo líder mundial neste ramo.
Em 1971 foi inaugurada a doca 13, a maior doca seca do mundo, na altura, com capacidade de docagem para 1 milhão de toneladas.
No seu auge, chegaram a trabalhar na Lisnave mais de dez mil operários.
A partir da década de 1970 a actividade da Lisnave começou a diminuir, a empresa endividou-se e em 2000 o estaleiro encerrou definitivamente.

O Museu Naval de Almada situa-se no Olho de Boi, no extremo da cais do Ginjal, sendo acessível a pé por esta via, ou descendo, a pé ou de carro, a partir de Almada Velha.

Fonte: sítio da Câmara Municipal de Almada; folheto informativo do Centro de Arqueologia de Almada (2012); notícia de Ferreira (2015)

quinta-feira, 8 de junho de 2017

[0062] A exposição «Na rota do progresso: a indústria naval em Almada»

Breve memória visual de uma visita à exposição permanente do Museu Naval de Almada:

Vista geral

     Traçado de peças em verdadeira grandeza
     (Sala do Risco, no Arsenal do Alfeite)

Traçado de peças em verdadeira grandeza

Traçado de peças em verdadeira grandeza     
(Sala do Risco, no Arsenal do Alfeite)     

O período tecnológico a que a Sala do Risco corresponde situa-se entre aquele em que o conhecimento estava na cabeça dos artesãos da construção em madeira e o actual, em que o conhecimento foi concentrado nos meios computacionais.

Este museu é acessível: ou a partir de Cacilhas, seguindo a pé pelo Ginjal até pouco depois do elevador panorâmico; ou a partir de Almada Velha, passando pela Boca de Vento e descendo até à beira Tejo pelo elevador panorâmico.

Fotografias: Eva Maria Blum (em Setembro de 2012); as duas últimas são fotografias de fotografias (e a penúltima foi entretanto retirada da exposição)

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

[0032] Pormenores marítimos da exposição «Almada. Uma história milenar. Entre a terra e o mar»

A exposição está ainda patente no Museu Naval de Almada (situado no Olho de Boi).
Há nela um pequeno destaque para a influência Fenícia, agora que se equaciona o futuro arqueológico da importante estação da Quinta do Almaraz.

Não se sabe como os Fenícios chamariam a esta sua povoação, situada acima de Cacilhas, e que aqui disporia de salgas de peixe e de um porto.

Mas foi aí que se encontraram, datados do século VII antes de Cristo, os seguintes objectos (em bronze e sobre cerâmica) que nos mostram um pouco do que seria o modo de vida marítimo destes Fenícios e dos povos locais que com eles conviviam:


Agulha de fazer redes, em bronze     
Grafito com representação de Corvina


Grafito com representação de uma embarcação indígena     
com proa curva, vela «latina» e espadela     
(Todas as fotografias: Eva Blum)