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domingo, 20 de dezembro de 2020

[0265] Destaque para a alimentação, um dos quatro temas que a ONU promove em 2021

As Nações Unidas promovem, frequentemente, vários temas anuais, um sinal de que o nosso mundo exige múltiplas intervenções em simultâneo. Para 2021 foram escolhidos quatro temas, que deram origem à declaração de outros tantos Anos Internacionais:

 

Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil
Ano Internacional da Paz e da Confiança
Ano Internacional da Economia Criativa para o Desenvolvimento Sustentável
Ano Internacional das Frutas e dos Vegetais

 

A coordenação deste último Ano Internacional está a cargo da FAO:


Alguns factos chave, relacionados com a produção e distribuição (citados em http://www.fao.org/fruits-vegetables-2021/en/):
Mais de 50 % das frutas e dos vegetais produzidos nos países desenvolvidos são perdidos na cadeia de distribuição, entre a colheita e o consumidor;
São necessários mais de 50 litros de água para fazer crescer uma laranja; as perdas em frutas e vegetais representam um desperdício de recursos que se têm tornado cada vez mais escassos, como o solo e a água;
Uma grande quantidade de frutas e de vegetais que estão em perfeitas condições para serem consumidos é desperdiçada ao longo do sistema de produção de comida, devido a imperfeições estéticas ou a irregularidades; físicas.

 

Fontes: sítio da Organização das Nações Unidas

domingo, 6 de dezembro de 2020

[0263] 10 de Dezembro: Dia Internacional dos Direitos Humanos

Ao escolherem Recuperar Melhor! como tema inspirador para as comemorações deste dia em 2020, as Nações Unidas, pretendem que os Direitos Humanos estejam no centro da recuperação mundial em relação à pandemia, de modo a voltarmos a construir o mundo que queremos.

 

Esta celebração honra o dia em que a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, a 10 de Dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, então assinada por 58 Estados que visavam promover a paz duradoura após os conflitos da IIª Guerra Mundial.
Por isso, é também neste dia que é entregue o Prémio Nobel da Paz.

 

Eis, expressos de um modo sinóptico, os trinta direitos universais:

Todos temos direito a …


Na página «Documentos» deste blogue pode encontrar três versões desta Declaração: em PDF, em texto (português) e uma sinopse (português).

 

Têm sido apontados momentos da História que podem ter sido antecessores desta Declaração de 1948.
No século VI a. C., o persa Ciro, o Grande redigiu num pequeno cilindro o que será a primeira versão dos direitos humanos;
Os filósofos iluministas influenciaram a Declaração de Direitos inglesa (1689), a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão francesa (1789) e a Carta de Direitos norte-americana (1791).

 

Fontes: sítios da Calendarr (sobre a comemoração) e das Nações Unidas (os originais) e Wikipédia (sobre a história)

terça-feira, 21 de julho de 2020

[0244] 20 de Julho: a nova data para o Dia Internacional do Xadrez


Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os Dias Internacionais são ocasiões para “educar”, para “mobilizar” e para “celebrar”.
A proposta de um destes dias novo é feita pelos Estados membros da ONU, cabendo depois à Assembleia Geral aprová-los, cuidando que eles reflictam as preocupações com a “paz” e a “segurança” internacionais, com o “desenvolvimento sustentável”, os “direitos humanos”, a “lei internacional” e a “acção humanitária”.
A ONU cuida ainda de acompanhar o modo como cada um destes dias é publicamente adoptado todos os anos. E concluiu que entre os mais populares se encontram o Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de Dezembro), o Dia Internacional das Mulheres (8 de Março), o Dia Mundial da Água (22 de Março) e o Dia Internacional da Paz (21 de Setembro).

O dia em que são celebrados simultaneamente mais Dias Internacionais é o 21 de Março (cinco celebrações). E o mês em que o mesmo acontece é Junho.
Além dos Dias Internacionais, e com os mesmos propósitos, existem também Semanas Internacionais, Anos Internacionais e Décadas Internacionais.

Ontem, 20 de Julho, comemorou-se pela primeira vez o Dia Internacional do Xadrez nesta data.
A Federação Internacional do Xadrez (FIDE) comemorava-o, desde 1966, no dia 19 de Novembro, dia do nascimento de um dos mais extraordinários campeões mundiais, o cubano José Raúl Capablanca, em 1888. Mas foi proposto passar a comemorá-lo no dia em que a própria FIDE foi fundada, 20 de Julho de 1924, o que a ONU aprovou em Dezembro passado.


Na fundamentação apresentada para esta aprovação a ONU recorda assim as origens deste jogo:


O Xadrez é um jogo de estratégia para dois jogadores. Nele são movidas diferentes peças, num tabuleiro quadrado e quadriculado, dispondo cada tipo de peça de um conjunto de possíveis movimentos, cada jogador visa capturar a peça Rei do opositor.
Há hoje mais de 2 mil variantes deste jogo já recenseadas. Segundo uma teoria, esta família de jogos foi iniciada no Norte do Subcontinente Indiano, no período Gupta (de cerca 319 a 543 d.C.), sendo então designado por Chaturanga, tendo sido difundido, para Oeste, através da Rota da Seda, até à Pérsia.
Quando o Chaturanga chegou à Pérsia dos Sassânidas, por volta de 600 d.C., chamava-se Chatrang, transformando-se, mais tarde, em Shatranj. Esta data corresponde ao mais antigo manuscrito conhecido que se refere a este jogo. É de origem persa e descreve a chegada de um embaixador vindo do Subcontinente Indiano para visitar o Rei Khosrow I (531 – 579 d.C.) e que o presenteia com este jogo.
A partir da Pérsia, e seguindo a Rota da Seda para Sul e ainda mais para Oeste, o Shatranj chegou à Península Arábica e a Bizâncio.
Em 900 d.C., dois mestres Abássidas, al-Suli e al-Lajlaj, escreveram sobre as técnicas e a estratégia deste jogo. E por volta de 1000 d.C. o Xadrez era popular por toda a Europa e na Rússia, onde fora introduzido através da estepe euro-asiática.
Os manuscritos do Rei Alfonso que hoje são conhecidos como «Libro de los Juegos» (Livro dos Jogos) referem-se a três tipos de jogos muito populares no século XIII, entre eles o Xadrez, cujas regras são descritas de modo muito parecido às do Shatranj persa.

E apresenta deste modo os argumentos para que o Xadrez tenha o seu Dia Internacional:

Os desportos, as artes e as actividades físicas têm o poder de mudar as percepções, os preconceitos e os comportamentos, ajudando as pessoas a quebrar as barreiras raciais e políticas, a combater a descriminação e o conflito, pelo que contribuem para promover a educação, o desenvolvimento sustentável, a paz, a cooperação, a solidariedade, a inclusão social e a saúde aos níveis local, regional e internacional.
O Xadrez é um dos jogos mais antigos, intelectuais e culturais, combinando desporto, pensamento científico e elementos artísticos.
Sendo um jogo global, promove a justiça, a inclusão e o mútuo respeito, podendo contribuir para uma atmosfera de tolerância e compreensão entre os povos e as nações.

Fonte: sítio da ONU (os textos, adaptados, foram traduzidos do inglês)

Imagem: sítio da organização Chess.com

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

[0221] Os temas das Nações Unidas em 2020


O Ano Internacional da Saúde dos Vegetais visa sensibilizar todos para o modo como os cuidados fitossanitários podem contribuir para eliminar a fome, reduzir a pobreza, proteger o ambiente e estimular o desenvolvimento económico.


Todos têm um papel:
·      TODOS devemos evitar atravessar fronteiras com plantas ou produtos vegetais
·      Os TRABALHADORES nos transportes devem assegurar-se de que navios, aviões e comboios não introduzem invasoras, nem doenças das plantas, em novas zonas
·      Os GOVERNOS devem reforçar o apoio aos organismos nacionais e regionais de protecção dos vegetais que estão na primeira linha de defesa

O Ano Internacional das Parteiras e do Pessoal de Enfermagem visa destacar o papel essencial que estas profissionais desempenham na prestação dos serviços de saúde: frequentemente, numa comunidade, elas são a primeira pessoa, senão a única, com que se pode contar para prestar estes cuidados.

Até ao ano 2030, o mundo precisa de mais 9 milhões de parteiras e de pessoal de enfermagem para que sejam universais os cuidados de saúde.


Fonte: sítio das Nações Unidas

sábado, 15 de junho de 2019

[0194] Os Anos Internacionais propostos pela Organização das Nações Unidas


A Organização das Nações Unidas (ONU) tem adoptado quatro ritmos para propor à comunidade mundial a atenção a temas que considera fundamentais: o mais conhecido, o Dia Internacional, tal como as Semanas Internacionais, são mais vocacionados para a celebração; o Ano Internacional e a Década Internacional apelam, principalmente, à intervenção.

O primeiro tema anual foi o dos Refugiados, proposto para 1959-60.
Desde aí, nem todos os anos estiveram associados a um tema, e alguns estiveram associados a mais do que um.
Para 2019 foram adoptados três temas (entre parêntesis, o acesso à respectiva resolução pela Assembleia Geral do ONU):

Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos (A/RES/72/228), já referido na mensagem «0182»

Ano Internacional da Moderação (A/RES/72/129)

Ano Internacional das Línguas Indígenas (A/RES/71/178):



A ONU argumenta assim em relação a este último tema:

As línguas são importantes para o desenvolvimento social, económico e político, a coexistência pacífica e la reconciliação nas nossas sociedades. Sem dúvida, muitas das línguas estão em perigo de desaparecer. Por esta razão, as Nações Unidas declaram o ano de 2019como Ano das Línguas Indígenas a fin de estimular a adopção de medidas urgentes para as preservar, revitalizar e promover.
É através da linguagem que comunicamos com o mundo, definimos a nossa identidade, expressamos a nossa história e cultura, aprendemos, defendemos os nossos direitos humanos e participamos em todos os aspectos da sociedade, só para nomear alguns. Através da língua, guardamos a história, os costumes e tradições das nossas comunidades, a memória, os modos únicos de pensamento, significado e expressão. Também a utilizamos para construir o futuro.
O idioma é fundamental nos âmbitos da protecção dos direitos humanos, da boa governança, da consolidação da paz, da reconciliação e do desenvolvimento sustentável.
O direito a utilizar o idioma da sua preferência é um requisito prévio para a liberdade de pensamento, opinião e expressão, de acesso à educação e à informação, ao emprego, à construção de sociedades inclusivas e outros valores consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Muitos de nós podem viver na sua língua materna sem limitações nem problemas. Mas esse não é o caso de todos.
Dos quase 7 000 idiomas existentes, a maioria foi criada e é falada por povos indígenas que representam a maior parte da diversidade cultural do mundo.

Já estão previstos temas para mais três anos (embora não para todos os próximos anos):

2020: Ano Internacional da Saúde das Plantas (A/RES/73/252)

2022: Ano Internacional das Pescas Artesanais e da Aquacultura (A/RES/72/72)

2024: Ano Internacional dos Camelídeos (A/RES/72/210)

Fonte: sítio da Organização das Nações Unidas (versão inglesa)

sábado, 19 de maio de 2018

[0139] Em defesa da biodiversidade: 25 anos de acção celebrados no próximo dia 22 de Maio


Todos os anos o Dia Internacional da Biodiversidade celebra-se à volta de um tema. Os dos últimos anos foram:

2013: Biodiversidade Insular;
2014: Água e Biodiversidade;
2015: Biodiversidade para o Desenvolvimento Sustentável;
2016: Integração da Biodiversidade para apoio às populações e aos seus meios de subsistência;
2017: Biodiversidade e Turismo Sustentável.

E o deste ano é:

2018: Celebrando 25 anos de Acção pela Biodiversidade.





Este dia evoca o da adopção da Convenção da Diversidade Biológica pelas Nações Unidas.

Fontes: sítios da Calendarr Portugal (para o texto) e das Nações Unidas (para o texto e a imagem)

quinta-feira, 22 de março de 2018

[0125] Comemorando o início da Primavera


Com a alegria provocada pela resurreição da Natureza, a chegada da Primavera, chegam também os dias em que estão marcadas mais comemorações anuais nos nossos calendários: só de 20 a 23 de Março somos institucionalmente lembrados da Felicidade, da Poesia, da Floresta (e portanto das Árvores), da Água e da Meteorologia – além de mais uns tantos outros motivos menos evidentemente correlacionados com o início desta estação.
Parece não haver uma altura do ano mais exuberante do que esta!

O tema escolhido pelas Nações Unidas para o 21 de Março de 2018: Florestas e Cidades Duráveis:


No entanto, a institucionalização das comemorações fez-nos perder o sentido mais apurado das comemorações locais: por exemplo, a Primavera não acontece simultaneamente nos hemisférios Norte e Sul, nem possui a mesma radicalidade nas diferentes partes de cada hemisfério!

Eis um desafio interessante para o mundo que todos estamos a transformar.

Fontes (para as informações institucionais): sítios da Calendarr Portugal e das Nações Unidas (incluindo a imagem)

quinta-feira, 1 de março de 2018

[0121] 3 de Março: Dia Mundial da Vida Selvagem


Este dia foi criado pelas Nações Unidas em 2013.

O tema de 2018 é: «Os grandes felinos: predadores sob ameaça».


A população destes animais tem vindo a declinar alarmantemente, como resultado da redução dos habitats e das presas, dos conflitos com os humanos e da caça e do comércio ilegais.

Como exemplo desse declínio, a população de tigres foi reduzida de 95 % nos últimos 100 anos e a dos leões africanos de 40 % desde há 20 anos.

Outros números, para evidenciar a gravidade da caça:
·       Anualmente são mortos entre 20 000 e 25 000 elefantes em África;
·       Em 2014 foram mortos 1 215 rinocerontes na África do Sul;
·       Em 2014 foram mortos 220 número de chimpanzés.

E ainda mais números, para alargar a reflexão:
·       Há cerca de 7 mil milhões Homo sapiens;
·       Há 400 milhões de cães domésticos;
·       E, entre os animais selvagens, há 80 mil girafas, 200 mil lobos cinzentos e 250 mil chimpanzés.

Fontes: sítio da Wild Life Day (incluindo a imagem), sítio da Calendarr Portugal e livro de Harari (2016; pp. 415-417)

sábado, 10 de fevereiro de 2018

[0117] Os Fóruns Urbanos Mundiais

Está a decorrer, em Kuala Lumpur (capital da Malásia), a 9ª edição do Fórum Urbano Mundial (World Urban Forum), por iniciativa da Habitat - Nações Unidas.


O primeiro destes fóruns ocorreu em Nairobi (2002), seguindo-se Barcelona (2004), Vancouver (2006), Nanjing (2008), Rio de Janeiro (2010), Nápoles (2012) e Medellín (2014).

Em Vancouver estiveram em destaque os temas da sustentabilidade da urbanização e da inclusividade das cidades, tendo sido chamado a atenção para que a previsão de os países em desenvolvimento virem a duplicar (de 2 para 4 mil milhões) a sua população urbana nos 30 anos seguintes implicaria a necessidade de construir uma cidade para 1 milhão de pessoas, por semana, durante esses 30 anos.

Em Nanjing esteve em destaque o tema da urbanização harmoniosa. E foi sublinhado que a harmonia não podia resultar da existência de contrastes entre aqueles que vivem com privações e os que vivem na opulência nem conduzir ao sacrifício da natureza.

No Rio de Janeiro esteve em destaque o direito à cidade, de modo a estabelecer pontes entre o que tem sido dividido dentro das cidades, em direcção à plena inclusividade.

Em Nápoles destacou-se o futuro urbano e em Medellín a equidade do desenvolvimento das cidades.

Em Kuala Lumpur pretende-se focar a implementação da Nova Agenda Urbana, adoptada na Habitat III, uma conferência da Habitat - Nações Unidas.

A 10ª edição do Fórum Urbano Mundial irá decorrer em Abu Dhabi (2020).

Fontes: sítio da Habitat – Nações Unidas (e, em particular, o seu tema «WUF9»)

sábado, 2 de dezembro de 2017

[0105] 10 de Dezembro: Dia dos Direitos do Homem

Em 10 de Dezembro de 1948 a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) proclamou a Declaração Universal dos Direitos do Homem (a versão em inglês e francês, conforme o original publicado pela ONU, está acessível através da página «Documentos»).
Tem sido particularmente citado o primeiro artigo destes direitos, fundamento de todos os outros:


Dois anos depois da aprovação desta declaração, a ONU propôs que os dias «10 de Dezembro» fossem uma referência para celebrar os Direitos do Homem e para lembrar os esforços ainda necessários para os implementar. Eis a versão em francês dessa proposta, retirada do jornal com as resoluções desta organização:


Fontes: sítios da Calendarr e da ONU

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

[0100] 20 de Novembro: Dia Internacional dos Direitos das Crianças

As crianças são especialmente lembradas em dias do ano escolhidos pelas tradições locais.
A Organização das Nações Unidas, como forma de lembrar a aprovação da Declaração Universal dos Direitos da Criança (em 20 de Novembro de 1959) e da Convenção dos Direitos da Criança (em 20 de Novembro de 1989), adoptou este coincidente dia do ano para comemorar o Dia Internacional dos Direitos das Crianças.


A  Declaração Universal dos Direitos das Crianças foi adaptada da Declaração Universal dos Direitos Humanos, tendo a seguinte redacção:
·       Todas as crianças têm o direito à vida e à liberdade
·       Todas as crianças devem ser protegidas da violência doméstica, do tráfico humano e do trabalho infantil
·       Todas as crianças são iguais e têm os mesmos direitos, não importando a sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade
·       Todas as crianças devem ser protegidas pela família e pela sociedade
·       Todas as crianças têm direito a um nome e a uma nacionalidade
·       Todas as crianças têm direito a alimentação, habitação, recreação e atendimento médico
·       As crianças portadoras de deficiências, físicas ou mentais, têm o direito à educação e aos cuidados especiais
·       Todas as crianças têm direito ao amor, à segurança e à compreensão dos pais e da sociedade
·       Todas as crianças têm direito à educação
·       Todas as crianças tem direito de não serem violadas verbalmente ou serem agredidas por pais, avós, parentes, ou mesmo a sociedade

A Convenção dos Direitos da Criança assenta em quatro pilares fundamentais que estão relacionados com todos os outros direitos das crianças:
• a não discriminação, que significa que todas as crianças têm o direito de desenvolver todo o seu potencial – todas as crianças, em todas as circunstâncias, em qualquer momento, em qualquer parte do mundo
• o interesse superior da criança deve ser uma consideração prioritária em todas as acções e decisões que lhe digam respeito
• a sobrevivência e desenvolvimento sublinha a importância vital da garantia de acesso a serviços básicos e à igualdade de oportunidades para que as crianças possam desenvolver-se plenamente
• a opinião da criança que significa que a voz das crianças deve ser ouvida e tida em conta em todos os assuntos que se relacionem com os seus direitos

Fonte: sítios da Calendarr e da UNICEF (também para a imagem)

sábado, 21 de outubro de 2017

[0093] 31 de Outubro: Dia Mundial das Cidades

As Nações Unidas estabeleceram este dia em 2013 e iniciaram a sua comemoração em 2014, tendo-lhe associado um tema geral: Melhor Cidade, Melhor Vida.


O subtema escolhido para 2017 é Governança Inovadora, Cidades Abertas, estando ligado a um dos 17 objectivos enunciados na Agenda para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, que tem 2030 como horizonte temporal.

Como encara o movimento das Cidades Educadoras (mensagem «0014») esta comemoração?

Fonte: sítio das Nações Unidas - Habitat

sexta-feira, 16 de junho de 2017

[0065] 20 de Junho, Dia Mundial dos Refugiados

Em 2000 as Nações Unidas alargaram o Dia do Refugiado Africano para Dia Mundial dos Refugiados, celebrando-o desde 2001.

A história tem persistentemente gerado refugiados, que a nossa cultura refere:


Mostrando como o passado pode servir para reflectir o presente, e o presente para interpretar o passado, Neil MacGregor, director do Museu Britânico, pediu a Lorde Ashdown para comentar os relevos de Lachish (que contam uma história de guerra e de refugiados na Judeia dos finais do século VIII a. C.):

Vi campos de refugiados por todos os Balcãs e, francamente, nunca consegui evitar que as lágrimas me viessem aos olhos, porque o que via era a minha irmã, a minha mãe, a minha mulher e os meus filhos. Vi sérvios expulsos por bósnios, e bósnios expulsos por croatas, croatas expulsos por sérvios e por aí adiante. Vi ainda o mais infame de tudo, os refugiados ciganos, um grande campo de refugiados, talvez 40 a 50 mil, a cargo do meu exército, a NATO. E ficámos a olhar enquanto as suas casas eram queimadas e eles eram expulsos dos seus lares. E isso fez-me sentir não só desesperadamente triste, mas também envergonhado. O que é verdade, e o relevo [de Lachish] mostra, é, em certo sentido, o carácter imutável e inalterável da guerra. Há sempre guerras, há sempre mortes, há sempre refugiados. Os refugiados são uma espécie de destroços e carga deitada ao mar. São abandonados quando a guerra termina.

Fonte bibliográfica: Lorde Ashdown, citado por MacGregor (2014; p. 145)
Fotografia: Eva Maria Blum

domingo, 4 de junho de 2017

[0061] 8 de Junho, Dia Mundial dos Oceanos

Embora as raízes deste dia sejam mais antigas, ele foi adoptado, desde 2009, pelas Nações Unidas. O tema proposto para este ano é: «Os nossos Oceanos, o nosso Futuro».

Há uns anos atrás foi muito divulgado um dos problemas que todos os oceanos têm: o lixo que neles acumula e se vai concentrando em grandes ilhas.

O jornalista José Vítor Malheiros contou como tinha tomado conhecimento da ilha de lixo do Pacífico:

A ilha foi descoberta por um conhecido oceanógrafo californiano, Charles J. Moore, em 1997, quando regressava de uma regata Los Angeles-Havai a bordo do seu catamarã e tem a particularidade de ser uma ilha onde não se pode desembarcar porque é formada de plástico flutuante. O nome oficial é Great Pacific Garbage Patch (ou Grande Extensão de Lixo do Pacífico), mas é mais conhecida pelo nome de «Ilha de Lixo do Pacífico».

E prosseguiu assim:

Dizer que a ilha é feita de lixo não é rigoroso. Na realidade, é feita de plástico - o outro lixo ou se degrada ou se afunda. E dizer que se trata de uma ilha também é incorrecto, porque não se pode dizer exactamente quais são as suas fronteiras. Na realidade, é uma imensa extensão onde existe uma imensa quantidade de pedaços de plástico em suspensão, desde pedaços de embalagens de champô, cápsulas de garrafas, pedaços de brinquedos e bocados de redes de pesca até pedaços microscópicos, invisíveis a olho nu. O plástico desfaz-se, em pedacinhos cada vez mais pequenos, mas não se degrada e vai entrando na cadeia alimentar. Nalguns casos, mata imediatamente os animais que os ingerem ou que se enredam neles. Noutros casos mata-os lentamente, obstruindo vias respiratórias, tubos digestivos, acumulando-se no seu estômago e intestinos, intoxicando-os lentamente.
A Grande Ilha de Lixo tem, diz-se, o tamanho do Texas (os americanos acham que tudo o que é grande é como o Texas). Ou talvez mesmo o tamanho dos Estados Unidos. Mas ninguém sabe ao certo.


Um outro jornalista, Nicolau Ferreira, referiu uma outra concentração de plástico nos mares, desta vez no oceano Atlântico, onde a sua dimensão é particularmente grande entre as ilhas Bermudas e a América do Norte.

Fontes bibliográficas: Ferreira (2010); Malheiros (2010)
Fontes das imagens: www.worldoceanday.org/

domingo, 7 de maio de 2017

[0055] 10 de Maio, Dia Mundial das Aves Migradoras

A vida humana está interligada com a dos muitos outros seres vivos que partilham esta casa planetária comum. Não nos têm sido fácil compreendê-lo, porque nos habituámos a agir sem pensar para além de nós, porque até entre nós criámos fronteiras que nos tornaram ainda mais míopes.

O Dia Mundial das Aves Migradoras, pela primeira vez celebrado em 2006, por iniciativa das Nações Unidas, é um dos muitos dias de que nos desafiam a saber partilhar o planeta.
Muitas espécies de aves voam anualmente centenas ou milhares de quilómetros para garantir as suas condições de vida (nomeadamente de alimentação) e de reprodução. A maioria migra entre o Norte, onde se reproduz, e o Sul, onde inverna. Mas algumas espécies reproduzem-se no Sul e invernam no Norte; e outras residem em terras baixas durante os meses de Inverno e vivem nas montanhas durante o Verão.
Não se sabe exactamente como estas aves encontram as suas rotas migratórias. Há provas de que elas são capazes de se orientar pelo Sol durante o dia, pelas estrelas durante a noite e, sempre, pelo campo geomagnético. Algumas espécies podem detectar a luz polarizada, que usam para a navegação nocturna.
Estas aves, por serem migradoras, enfrentam os perigos das viagens, como a perda dos locais de invernia, como a alteração das suas fontes de alimentação.

Um voluntário on-line da ONU colocou no YouTube o seguinte vídeo, destinado a inspirar o próximo dia 10 de Maio: https://youtu.be/gZBfYwZ-yD8

O sapal de Corroios é um dos mais importantes locais da Nossa Banda para as aves migradoras.
Segundo o professor Manuel Lima, aí residem espécies como o Pato-real, a Galinha-de-água, o Pernilongo, a Perdiz-comum, o Melro-preto, a Cotovia-de-poupa, a Fuinha-dos-juncos e a Gralha-preta; são espécies migratórias que aí passam o Outono e o Inverno, o Pato-trombeteiro, a Piadeira, o Corvo-marinho, o Mergulhão-pequeno, o Alfaiate, a Rola-do-mar, a Petinha-ribeirinha, a Alvéola-branca e o Pisco-de-peito-ruivo; são migratórias que aí passam a Primavera e o Verão, o Rouxinol-pequeno-dos-caniços, a Alvéola-amarela, a Rola-comum, o Abelharuco-comum, o Cuco-canoro, a Andorinha-das-chaminés, a Andorinha-dos-beirais e o Andorinhão-preto; e são migratórias de passagem, pois aí apenas descansam durante a sua migração, o Borrelho-grande-de-coleira, a Tarambola-cinzenta, o Pilrito-de-bico-comprido, a Andorinha-do-mar-anã, o Garajau-comum, o Guarda-rios e o Chasco-cinzento.

O Flamingo é maior ave que frequenta o sapal de Corroios, podendo atingir 135 cm de comprimento e 155 cm de envergadura das asas. Surge aí desde há vinte anos, em particular entre os finais de Setembro e os princípios de Março, mas nidifica na Camargue (França) e em Fuentes de Piedra (Espanha).

Grupo de Flamingos na maré baixa do sapal de Corroios, junto ao Moinho de Maré
(fotografia de Eva Maria Blum, Julho de 2014)

Fontes: www.worldmigratorybirdday.org/, Lima (2011; pp. 42-44 e 58)