Mostrar mensagens com a etiqueta Património (no mundo). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Património (no mundo). Mostrar todas as mensagens

sábado, 10 de abril de 2021

[0280] Recursos (I): a Biblioteca Digital Mundial

Esta biblioteca já aqui foi apresentada há dois anos e meio, na mensagem «0168». Desta vez, para abrir uma série de mensagens dedicadas aos «recursos» (que vão sendo organizados em pasta própria neste blogue), mas também porque estão a ser completados os seus 12 primeiros anos de existência, são-lhe acrescentas algumas informações dizendo respeito à história, à organização e ao acervo.


Marcos cronológicos da criação da Biblioteca Digital Mundial:

Junho de 2005: o bibliotecário do Congresso Norte Americano, James H. Billington, propõe à UNESCO a criação de uma Biblioteca Digital Mundial.
Dezembro de 2006: a UNESCO e a Biblioteca do Congresso Norte Americano co-patrocinam uma Reunião de Peritos com as principais partes interessadas de todas as regiões do mundo; dela resulta a decisão de formar grupos de trabalho para desenvolver normas e diretrizes para seleção de conteúdos.
Outubro de 2007: a Biblioteca do Congresso e cinco instituições parceiras apresentam um protótipo da futura Biblioteca Digital Mundial na Conferência Geral da UNESCO.
Abril de 2009: a Biblioteca Digital Mundial é lançada para o público internacional, com conteúdo sobre cada estado-membro da UNESCO.

Os seus documentos estão organizados de diversas formas: região mundial, país, língua, assunto, etc. E também de acordo com seu o suporte e tipo, que são: Imagens e Fotografias; Jornais; Livros; Manuscritos; Diários; Mapas; Registos fonográficos; e Filmes.

Entre os documentos sobre Portugal encontram-se um
mapa de Lisboa , produzido em 1785 (trinta anos após o grande terramoto e o Roteiro da primeira viagem de Vasco da Gama à Índia, 1497-1499 (ver em: https://www.wdl.org/pt/item/10068/view/1/63/): A descrição que é feita deste é a seguinte:

Este manuscrito é a única cópia conhecida de um relato que acredita-se ter sido escrito a bordo durante a primeira viagem marítima de Vasco da Gama à Índia. O texto original, que foi perdido, é muitas vezes atribuído a Álvaro Velho, que acompanhou Vasco da Gama à Índia em 1497-1499, mas que não voltou para Portugal com a expedição, permanecendo por oito anos em Gâmbia e Guiné. O manuscrito é anónimo e sem data, porém a análise paleográfica atribui sua datação à primeira metade do século XVI. O documento descreve a viagem para a Índia e o contato com diferentes povos nas costas da África e da Índia. Ele fala sobre doenças, plantas e animais, reféns, títulos e profissões, armas de guerra, comida, pedras preciosas, desafios de navegação e vários outros tópicos. Anexado ao corpo principal do texto encontram-se uma descrição de alguns dos reinos do Oriente, uma lista de especiarias e outras mercadorias e seus preços, e um vocabulário da linguagem de Calecute. Com uma letra de mão diferente, novos títulos foram adicionados, como Descobrimento da Índia por Vasco da Gama, na folha 1, e Relação do descobrimento da Índia por Vasco da Gama, na folha de guarda inicial. O manuscrito permaneceu durante séculos nas coleções do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Em 1834 ele foi transferido para a Biblioteca Pública Municipal do Porto. A viagem de Vasco da Gama em torno do Cabo da Boa Esperança rumo à Índia foi um evento de enorme importância histórica. Além de ser um dos grandes atos da navegação europeia, o feito lançou as bases para o Império Português, que duraria por séculos, e estabeleceu novos contatos entre a Europa e as civilizações da Ásia, fixando um marco no início do processo que mais tarde veio a ser chamado de «globalização». O Roteiro da primeira viagem de Vasco da Gama à Índia entrou para o Registro da Memória do Mundo da UNESCO em 2013.


Fonte: sítio da World Digital Library

sábado, 6 de março de 2021

[0275] Os temas da ONU para esta década

O modo como a Organização das Nações Unidas (ONU) apela à nossa intervenção nos temas que considera de importância mundial é feito a quatro níveis temporais: os «dias de», os «anos de», as «décadas de» e, com um prazo ainda mais amplo, os «objectivos do desenvolvimento sustentável», cuja implementação está actualmente em curso (2015-2030).

Os temas propostos para como alvo de acção ao longo de dez anos não correspondem a uma década do calendário, sendo, em cada ano, iniciada uma década específica para um ou mais temas. Dois dos temas que tiveram o seu início em 2021 e que estarão em foco até 2030 dizem respeito à relação da Humanidade com a Natureza: a Década Internacional das Ciências Oceânicas para o Desenvolvimento Durável e a Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas.

A nossa relação com a Natureza tem sido longamente determinada pelas práticas de «posse». Mas a Humanidade já começou a perceber que apenas pode alterar equilíbrios na Natureza, que não a destruirão, mas que podem vir a destruir quem os provoca.
Então, no futuro, que relação deveremos nós estabelecer com a Natureza?

Para favorecer os nossos pensamentos sobre esta questão de fundo, eis um documentário de 2020 que aborda o Mar da Minha Terra / Almada Atlântica (fotografia de Luís Quinta; narração de Eduardo Rêgo; duração de 45 minutos e 59 segundos).
Nesta curta introdução à biologia costeira, são incluídas referências ao fitoplancton e ao zooplâncton, às algas, aos corais, aos vermes, às medusas, às estrelas-do-mar, aos moluscos (com e sem concha), aos crustáceos, aos tubarões, aos peixes ósseos, às aves costeiras (residentes / migradoras) e aos cetáceos (várias espécies de golfinhos e de baleias). Veja-a aqui:



Fonte: sítio da ONU

sábado, 2 de janeiro de 2021

[0267] Educação Patrimonial (VI)

Por decisão de Fernando Pessoa, o seu heterónimo Álvaro de Campos, depois de “uma educação vulgar de liceu”, foi “estudar engenharia, primeiro mecânica e depois naval”.
É de Álvaro de Campos este poema

 

O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo. O que há é pouca gente para dar por isso. 



Na imagem, à esquerda, estão os primeiros desenvolvimentos do binómio de Newton, desde n = 0 a n = 6. E, à direita está uma imagem da Vénus de Milo, provável obra de Alexandre de Antioquia, esculpida nos finais do século II a.C..


Três pensamentos que esta provocação poética nos pode proporcionar:

As ferramentas da racionalidade também podem ser belas;
Tanto contactamos com o património nas escolas como nos museus;
Não é de agora a falta de motivação para aprender.

 

Talvez seja interessante, para fazer face a este problema da «motivação», a seguinte opinião do arquitecto Manuel Vicente: “Acho que só assim é que se aprende: primeiro com o encantamento e depois com o conhecimento.” Talvez o engenheiro Álvaro de Campos já o tivesse intuído!

 

Fontes e imagem: Wikipédia (para a Vénus de Milo); Vicente, em entrevista (2011)

domingo, 27 de setembro de 2020

[0253] O Dia Internacional da Música e as Filarmónicas da Nossa Banda

Por iniciativa da International Music Council, uma organização não-governamental fundada em 1949, o Dia Internacional da Música é comemorado, desde 1975, no dia 1 de Outubro.

 

A Educação Musical nas nossas escolas continua a ser muito limitada, apesar do interesse que os jovens têm por ela e da persistência com que os meios populares a têm tratado, como o atestam as Bandas Filarmónicas criadas e activas por todo o país desde o século XIX, até hoje.

 

Segundo o «Portal da Música Portuguesa», estarão activas na Península de Setúbal trinta e três Filarmónicas (listadas mais abaixo). Observando uma amostra dos logotipos das Associações onde estas Filarmónicas estão integradas (um logotipo por concelho) nota-se como na origem destas Associações a música ocupou um lugar central, o que é frequentemente simbolizado por uma harpa (o deus grego Apolo, que entre outras virtudes incluía a da Música, é muitas vezes representado com uma harpa nas mãos):



Concelho de Alcochete:

Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898

Ver: F

Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense (Samouco)

Ver: B | F

 

Concelho de Almada:

Clube Recreativo do Feijó 

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense

Ver: F | S

Academia Instrução e Recreio Familiar Almadense

Ver: F | S

Banda dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas

Ver: F | V

Sociedade Filarmónica União Artística Piedense (Cova da Piedade)

Ver: F

Sociedade Recreativa Musical Trafariense (Trafaria)

Ver: Y | B | F

 

Concelho do Barreiro:

Banda Municipal do Barreiro

Ver: B | F

União Recreativa de Cultura e Desporto de Coina

Ver: F

Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense (Lavradio)

Ver: F

 

Concelho da Moita:

Sociedade Filarmónica Recreio Alhos Vedrenses (Alhos Vedros)

Ver: F | S

Sociedade Filarmónica Estrela Moitense

Ver: F

Sociedade Recreativa da Baixa da Serra (Baixa da Banheira)

Ver: F

Sociedade Filarmónica Capricho Moitense

Ver: F

 

Concelho do Montijo:

Banda Democrática 2 de Janeiro

Ver: F

Academia Musical União e Trabalho (Sarilhos Grandes)

Ver: F

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro

Ver: F | B

 

Concelho de Palmela:

Sociedade de Instrução Musical (Quinta do Anjo)

Ver: F

Sociedade Filarmónica Palmelense “Os Loureiros”

Ver: F | S

Sociedade Filarmónica União Agrícola 1º de Dezembro (Pinhal Novo)

Ver: F

Sociedade Recreativa Cultural Povo Bairro Alentejano

Ver: B | F

Sociedade Filarmónica Humanitária de Palmela

Ver: S | F

 

Concelho do Seixal:

Sociedade Filarmónica Operária Amorense (Amora)

Ver: S

Sociedade Musical 5 de Outubro (Aldeia De Paio Pires)

Ver: F

Sociedade Filarmónica União Seixalense “Os Prussianos”

Ver: B | F

Sociedade Filarmónica União Arrentelense (Arrentela)

Ver: B | F

Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense

Ver: F

Escola de Música do Clube Recreativo da Cruz de Pau

Ver: P

 

Concelho de Sesimbra:

Sociedade Musical Sesimbrense

Ver: F

 

Concelho de Setúbal:

Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense (Vila Nogueira de Azeitão)

Ver: B | F

Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense

Sociedade Musical Capricho Setubalense

Ver: F



Fontes: sítios do Calendarr e do Portal da Música Portuguesa

sábado, 19 de setembro de 2020

[0252] Educação Patrimonial (III)


No Brasil, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é a instituição federal que tem como papel a proteção e promoção dos bens culturais do País, assegurando às gerações presentes e futuras o seu usufruto:


Em 1936, o então Ministro da Educação e Saúde do Brasil, Gustavo Capanema, preocupado com a preservação do património cultural brasileiro, pediu a Mário de Andrade a elaboração de um anteprojeto de Lei para salvaguarda desses bens. Em 13 de Janeiro de 1937, através da Lei nº 378, assinada pelo então presidente Getúlio Vargas, o Iphan foi criado.

 

O artigo 216 da Constituição Brasileira de 1988 define como património cultural as formas de expressão e os modos de criar, de fazer e de viver. O que inclui as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; e, ainda, os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.

Para o Iphan, a educação patrimonial é constituída pelos processos educativos (formais e não formais) com foco no Património Cultural que têm como objetivo mobilizar as pessoas para a construção colectiva e horizontal de conhecimento neste campo, tendo em conta as múltiplas narrativas dos grupos formadores da sociedade brasileira. Para a apoiar esta forma participada de concretizar a Educação Patrimonial, o Iphan realiza acções como «rodas de conversa» e «inventários participativos»; e «formação de professores» nas escolas, de modo a que os alunos sejam actores na preservação do Património Cultural Brasileiro.

Na seguinte publicação do Iphan …


… encontram-se sugestões sobre o modo de concretizar esta perspectiva de Educação Patrimonial (acesso e download em: http://www.fundacaosmbrasil.org/biblioteca/educacao-patrimonial-inventarios-participativos/).


Fontes: sítio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

quinta-feira, 5 de março de 2020

[0227] «Educação Patrimonial em Ação: Tecendo relações entre museus, escolas e territórios»


Esta Conferência Internacional decorrerá de 13 a 14 de Julho de 2020, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, no âmbito Projecto EPITEC (“Educación Patrimonial para la inteligencia territorial y emocional de la ciudadanía. Análisis de buenas prácticas, diseño e intervención en la enseñanza obligatoria”):


Este Projecto e esta Conferência visam a “produção de espaços de educação profundamente relacionais e de encontro entre museus / coleções, educadores e visitantes”, sendo neles ultrapassadas as “fronteiras disciplinares”, renegociados os “significados” e desafiadas as “práticas representacionais ou formas de ver”, “abrindo caminho a outras narrativas e novos modos (ou modos modificados) de ver, interpretar e sentir.

Algumas questões orientadoras propostas na Conferência:
“Como podemos trabalhar com os públicos escolares de maneira mais relevante?
Com que modelos de prática podemos aprender?
Como são concebidos, planeados, desenvolvidos e avaliados estes programas de educação patrimonial e museal? E para que fins?
Como programar/avaliar de maneira a transformar as nossas relações com as ecologias contemporâneas de maneira propositiva e justa?
Que práticas de programação/avaliação alternativas e experimentais têm surgido em resposta às crises sociais e ambientais do nosso presente?
Que linguagens comuns e práticas compartilhadas com os públicos escolares desenvolvemos? E neste contexto: o que e como descolonizar?
Quem beneficia dos nossos esforços e que tipo de impacto temos?
Como programamos/avaliamos para tal?
Que ferramentas, nomeadamente tecnológicas, utilizamos ou melhor nos servem?
Que temas interpretativos, tópicos e técnicas interpretativas funcionam para diferentes públicos e porquê?
Qual o papel dos estudos de públicos neste contexto?”

As inscrições estarão abertas partir do dia 20 de Abril de 2020.

Fonte: blogue da Conferência Internacional Educação Patrimonial em Acção


quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

[0221] Os temas das Nações Unidas em 2020


O Ano Internacional da Saúde dos Vegetais visa sensibilizar todos para o modo como os cuidados fitossanitários podem contribuir para eliminar a fome, reduzir a pobreza, proteger o ambiente e estimular o desenvolvimento económico.


Todos têm um papel:
·      TODOS devemos evitar atravessar fronteiras com plantas ou produtos vegetais
·      Os TRABALHADORES nos transportes devem assegurar-se de que navios, aviões e comboios não introduzem invasoras, nem doenças das plantas, em novas zonas
·      Os GOVERNOS devem reforçar o apoio aos organismos nacionais e regionais de protecção dos vegetais que estão na primeira linha de defesa

O Ano Internacional das Parteiras e do Pessoal de Enfermagem visa destacar o papel essencial que estas profissionais desempenham na prestação dos serviços de saúde: frequentemente, numa comunidade, elas são a primeira pessoa, senão a única, com que se pode contar para prestar estes cuidados.

Até ao ano 2030, o mundo precisa de mais 9 milhões de parteiras e de pessoal de enfermagem para que sejam universais os cuidados de saúde.


Fonte: sítio das Nações Unidas

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

[0220] O problema da década


A transição entre 2019 e 2020 é uma mudança de década, ou esta só ocorrerá quando transitarmos de 2020 para 2021?
As opiniões dividem-se, tal como já se dividiram em 1999, altura em que à transição de década se juntaram as transições de século e de milénio

Há duas tradições que instigam esta divergência, tendo cada uma delas bons argumentos.

A tradição matemática, que posiciona os números num eixo e que, a começar no ZERO, faz crescer os positivos numa direcção, e os negativos na outra.
Para ela, o primeiro ano após o nascimento de Cristo seria o «Ano Zero», pelo que cada década terminaria nos anos em que se passasse da unidade 9 para a unidade 0. Então, agora, 31 de Dezembro de 2019, estaríamos na transição da 2ª para a 3ª década do século XXI.

A tradição cultural não organizou tão rigorosamente o calendário, pensou de modo mais prático: o primeiro ano após o nascimento de Cristo seria o «Ano Um», aliás como se estaria no «Século UM» e no «Milénio Um». Então, em 31 de Dezembro de 2019 ainda estaremos a terminar o 9º ano da 2ª década deste século, pelo que precisaremos de aguardar mais um ano para a transição apregoada.

A tradição cultural tem ligações à tradição de contagem na História: houve outros sistemas de contagem do tempo, como o número de anos de uma cidade, ou o número de anos de reinado de um rei. Mas também tem ligações a outros fenómenos de mais curta duração: Janeiro não é o «Mês Zero», mas sim o «Primeiro Mês». No entanto, é a intuição matemática que está presente noutras manifestações do nosso dia-a-dia: quando dizemos a nossa idade referimos quase sempre os anos completos que já temos – de um bebé diz-se, por exemplo, que «ainda só tem 10 meses».

Levar demasiado à letra a tradição matemática tem um grande contra: o 0 só terá sido introduzido na Europa por volta do século XIII depois de Cristo.
E levar demasiado à letra a tradição cultural também tem um grande contra: é que os historiadores concordam em que Cristo não terá nascido quando se diz que nasceu, mas sim uns anos antes.

Portanto, que as décadas não nos separem: se acharmos que vivemos em década diferentes, aproveitemo-nos disso para entender um pouco melhor este nosso mundo!

    

1 de Janeiro
Ano Novo
11 de Junho
Corpo de Deus
25 de Fevereiro
Entrudo
15 de Agosto
Assunção de Nossa Senhora
10 de Abril
Sexta-feira Santa
5 de Outubro
Implantação da República
12 de Abril
Páscoa
1 de Novembro
Dia de Todos-os-Santos
25 de Abril
Dia da Liberdade
1 de Dezembro
Restauração da Independência
1 de Maio
Dia do Trabalhador
8 de Dezembro
Imaculada Conceição
10 de Junho
Dia de Portugal
25 de Dezembro
Natal

sábado, 16 de novembro de 2019

[0215] De 25 a 27 de Novembro: Conferência Internacional «Usos do Passado, Memória e Património Cultural»


De 25 a 27 de Novembro de 2019, no Arquivo Nacional Torre do Tombo e na Casa da Achada - Centro Mário Dionísio (em Lisboa), realiza-se, com entrada livre, uma conferência internacional organizada pelo Instituto de História Contemporânea (IHC) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e cuja apresentação e programa são os seguintes:


“A culminar o primeiro ano de trabalho da linha temática «Usos do Passado, Memória e Património Cultural», no âmbito do IHC, organizamos uma conferência, que pretende interrogar esse campo conturbado e confluente de ciências sociais e humanas como a história, a antropologia, a arqueologia, a museologia: os usos do passado.

As abordagens acerca da memória, objectificada como património, sobretudo desde os anos 1980, correspondem a um estado do saber e das sociedades, quando o optimismo se diluiu e o futuro pareceu tornar-se passado. Essa viragem, coetânea de mudanças ao nível das sociedades, requereu uma reflexão sobre os usos do passado, como artefacto do presente, sujeitos às relações de forças dentro das sociedades, que interrogue igualmente o lugar do porvir, em tempos de futuros pretéritos.

Convocando quer investigadores reconhecidos, quer jovens com trabalhos em curso nesse domínio de orla, nesta conferência pretende-se interrogar o crescendo dos estudos sobre a memória, o património e o anti-património, a relação com as fontes orais, os arquivos e os museus, ao mesmo tempo que se debate a teoria e os métodos, numa abordagem em que se convocam saberes de fronteira de várias disciplinas.

Resulta do aprofundamento dos saberes no âmbito de um conjunto de relações estabelecidas pelos investigadores da linha de investigação «Usos do Passado, Memória e Património Cultural», congrega colegas de vários centros europeus, da Universidade Federal do Ceará e da Red(e) Ibero-Americana Resistência e/y Memória, trazendo até Lisboa investigadores de várias proveniências disciplinares, no domínio das ciências sociais e humanas.”

Programa


25 de Novembro

9h30 – Abertura
10h00 – Conferência inaugural: Rui Bebiano (CES - Universidade de Coimbra), Memória histórica, trauma e democracia
10h45 – Debate
11h30 – Painel 1: O passado e o futuro são países estrangeiros? Teoria e métodos
11h30 – Paula Godinho (IHC - NOVA FCSH), Real, imaginado e horror: a anemia da razão crítica e a força da memória colectiva
11h45 – Anouk Guiné (Université du Havre), Metodología y producción de conocimiento en contexto de posconflicto. El caso peruano
12h00 – Raúl H. Contreras Román (UNAM), Evocar el porvenir. Apuntes para el estudio etnográfico de futuros passados
12h15 – João Carlos Louçã (IHC - NOVA FCSH), A memória como artefacto para amanhã
12h30 – Debate
14h00 – Painel 2: História, memória, esquecimento e usos do passado
14h00 – Fabienne Wateau (CNRS), Herança indesejada e memória do meio. Acerca de marcas, matérias e objetos
14h15 – Jorge Freitas Branco (ISCTE - IUL), Os inertes também falam. Esquecimento e memória em torno dos georrecursos da ilha do Porto Santo
14h30 – Shawn Parkhurst (University of Louisville), (Re)Making the Commons of a Duriense village: Remembering Space and Spacing Memory
14h45 – Pedro Martins (IHC - NOVA FCSH), Os usos da Idade Média: a dicotomia História-Memória à luz do medievalismo português (c.1840-1940)
15h00 – Tânia Casimiro (IHC - NOVA FCSH), Materialidades, identidades e desigualdades sociais: uma perspectiva arqueológica (1755-1830)
15h15 – Debate
16h00 – Painel 3: Usos do Passado: materialidades, práticas e resistências
16h30 – Felipe Criado (INCIPIT, CSIC, Galiza) e Rafael Millán (INCIPIT, CSIC, Galiza), Arqueologia, Cognição, Memória
16h45 – Rui Gomes Coelho (Rutgers University, USA: Joukowsky Institute for Archaeology and the Ancient World, Brown University, EUA. UNIARQ - Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa), Intimidades imperiais na Lisboa contemporânea
17h00 – Xurxo M. Ayán Vila (IHC - NOVA FCSH) e Xosé Gago-García-Brabo (Câmara Municipal de A Pobra do Brollón, Galiza), Adegas da Memória: a construção da memoria nas comunidades camponesas da Ribeira Sacra
17h15 – Márcia Hattóri (Marie Curie no INCIPIT , Brasil), Patrimônio como desvio dos processos de reparação da violência de Estado e patrimônio como contestação territorial quilombola
17h30 – Josu Santamarina Otaola (Universidade do País Basco), Usos do Passado num contexto de post-conflito: violencia política, materialidade, memoria e patrimonio em Euskal Herria
17h45 – Debate

26 de Novembro

10h00 – Painel 4: Património e encenações
10h00 – Suene Honorato (Universidade Federal do Ceará), O cânone romântico brasileiro: exclusão das lutas indígenas e suas implicações para o presente
10h15 – Dulce Simões (INETmd - NOVA FCSH), O património cultural e a construção de imaginários futuros
10h30 – Ema Pires (IHC - Universidade de Évora), Sobre muros de xisto, javalis e árvores: modos possíveis de habitar numa aldeia do interior de Portugal
10h45 – Heriberto Cairo Carou (Universidade Complutense de Madrid), “Las Hermanitas Malvinas”: Identidad, Geopolitica y Cultura Popular en Argentina
11h00: Ana Estévez (Museo do Pobo Galego), Café da memória no Museo do Pobo Galego
11h15: Debate
11h30 – Painel 5: Emblematizações, memória e resistência
11h30 – Cristina Nogueira, Uma comunidade que lembra: as comemorações do 85 aniversário do 18 de janeiro na Marinha Grande
11h45 – Brian Juan O’Neill (ISCTE - IUL), A Relic People? Luso-typicalism in 18thCentury Marriages
12h00 – Adelaide Gonçalves (Universidade Federal do Ceará), Sementes de Memória e Resistência: Mulheres camponesas e soberania alimentar
12h15 – Mariana Rei (IHC - NOVA FCSH), Das capitais do têxtil às capitais da cultura: notas sobre uma pesquisa em curso no contexto de Guimarães – Lille
12h30 – Atílio Bergamini (Universidade Federal do Ceará), Genocídio cotidiano: elementos para a construção de um conceito
12h45 Debate
14h30 – Painel 6: Os arquivos: que passado guardado?
14h30 – Tiago Baptista (IHC - NOVA FCSH e ANIM), Os arquivos de filmes e a patrimonialização do cinema
14h45 – Silvestre Lacerda (ANTT), Os arquivos e as memórias individuais e das organizações: descrição, preservação e disponibilização on-line
15h00 – Luísa Tiago de Oliveira (CIES – ISCTE - IUL), História Oral, Fontes Orais e Arquivos Orais
15h15 – José Manuel Lopes Cordeiro (Universidade do Minho), O Arquivo da Administração da Região Hidrográfica do Norte: um património a conhecer e a valorizar
15h30 – Maria de Lurdes Rosa (IEM - NOVA FCSH), O multiverso arquivístico, para arquivistas e historiadores
15h45 – Debate
16h00 – Projecção de O Silêncio, de António Loja Neves e José Alves Pereira
18h30 – Casa da Achada: Apresentação de livros
• Alfredo González e Xurxo Ayán, “Arqueología. Una introducción a la materialidad del pasado“, Madrid, 2018, Alianza Editorial, por Felipe Criado
• Jorge Moreno, “El Duelo revelado“, UNED, 2019, por João Rodrigues e Vanessa Almeida
• Daniel Bensaïd, “Espectáculo, Fetichismo, Ideologia (um livro inacabado)“, Fortaleza, Plebeu Gabinete de Leitura, 2019 (reedição de uma obra publicada em 2013 e há muito esgotada).
19h30 – Actuação do Coro da Achada

27 de Novembro

10h00 – Painel 7: Exibição do passado (1): os museus
10h00 – Maria da Luz Sampaio (IHC - NOVA FCSH), Caminhos da salvaguarda e difusão das coleções técnico-industriais
10h15 – Gonçalo de Carvalho Amaro (IHC - NOVA FCSH), Um museu mestiço: o gradual reconhecimento da cultura indígena por parte dos museus chilenos
10h30 – Maria Miguel Cardoso (Museu do Trabalho, Setúbal), Memória, Narrativa e Poder: o papel da memória na construção de narrativas museais – o caso do Museu do Trabalho Michel Giacometti
10h45 – Ângela Luzia (Museu da Cidade, Almada), Estratigrafias: a função da memória em cenários de ruína industrial
11h00 – Francisco Régis Lopes Ramos (Universidade Federal do Ceará), O Museu Histórico Nacional e a divulgação da história do Brasil (cultura material e escrita da história)
11h15 – Covadonga López de Prado (Museo Massó, Pontevedra), O enfoque de xénero nas museografías. A necesidade de implantar un enfoque feminista
11h30 – Debate
12h00 – Painel 8: Exibição do passado (2): os museus e a democracia
12h00 – María Lois (Universidade Complutense), ‘He Maori ahau’: patrimonialización, museos y contextos postcoloniales
12h15 – Rui Pereira (IHC - NOVA FCSH), Descolonizar o Museu, Descolonizar o Saber, promover a igualdade, combater a discriminação
12h30 – Luís Farinha (IHC - NOVA FCSH, Museu do Aljube), Museu do Aljube Resistência e Liberdade: Construção de um lugar de memória democrática
12h45 – Maria Alice Samara (IHC - NOVA FCSH), Metamorfoses do espaço: de prisão a museu
13h00 – Debate
15h00 – Painel 9: Usos do Passado, memória política e ditaduras
15h00 – Manuel Loff (IHC - NOVA FCSH, Universidade do Porto), “A maior catástrofe da história portuguesa”: “retornados” e descolonização no discurso público português
15h15 – Jorge Moreno Andrés, Fotografía, duelo y memoria. El uso de las imágenes familiares en contextos de violencia política
15h30 – Miguel Cardina (CES - Universidade de Coimbra), (Des)monumentalizar a luta: heroísmo, tempo e nação
15h45 – Lourenzo Fernandez Prieto (USC), O relato dun pasado que non existe máis. Historia e musealización
16h00 – Aitzpea Leizaola (Universidade del Pais Vasco - UPV - EHU), Memorias incompletas, patrimonios incómodos. Interrogando los objetos de las exhumaciones de fosas comunes de la guerra civil española
16h15 – Fernando Rosas (IHC - NOVA FCSH), Portugal século XX: o “colonialismo popular”
16h30 – Debate
17h00 – Performance de Joana Craveiro: Quando o passado (nos) persiste, ou, disse ele, “Há sempre uma história por detrás de todas as coisas” - uma keynote em jeito de palestra performativa sobre alguns passados que não nos largam.

Fonte: sítio Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa