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domingo, 11 de julho de 2021

[0292] Recursos (II): alguns arquivos de fotografia em Portugal

Agência Lusa

Mais de um milhão e meio de imagens que contam a nossa história desde 1920. O arquivo desta agência noticiosa é acrescentado diariamente pelo trabalho dos seus jornalistas e dos de outras agências internacionais.

Acesso: https://www.lusa.pt/products/product_arquivo/fotos_de_arquivo.

 

Arquivo Municipal de Lisboa

Possui algumas centenas de milhares de registos fotográficos, datados de 1850 em diante, que têm vindo a ser disponibilizados online gradualmente. O tema predominante nas diversas coleções é o da cidade de Lisboa.

Acesso: https://arquivomunicipal3.cm-lisboa.pt/X-arqWEB/.

 

Arquivo Nacional da Torre do Tombo

Inclui no seu acervo diversas colecções de fotografia.

Acesso: https://digitarq.arquivos.pt/.

 

Casa Comum

Esta plataforma disponibiliza documentos custodiados pela Fundação Mário Soares e Maria Barroso, assim como documentação existente em outros arquivos, organizações e instituições parceiras que integram este projecto.

Acesso: http://casacomum.org/cc/arquivos.

 

Centro Português de Fotografia

Neste arquivo podem encontrar-se diversas coleções reunidas originalmente por indivíduos ou por entidades específicas, nomeadamente a Coleção Nacional de Fotografia.

Acesso: https://digitarq.cpf.arquivos.pt/.

 

Cinemateca Portuguesa

Os registos fotográficos que a Cinemateca disponibiliza online são sobretudo fotogramas retirados de diversos filmes.

Acesso: https://www.cinemateca.pt/Colecoes/Biblioteca-e-Arquivo-Fotografico.aspx.

 

Direção Geral do Património Cultural

Integram o arquivo de documentação fotográfica da DGPC as coleções de fotografia pertencentes a Museus, Palácios e outros imóveis tutelados por esta instituição, bem como coleções depositados por outras entidades e por colecionadores particulares.

Acesso: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/recursos/imagens/.

sábado, 29 de maio de 2021

[0286] Em 1 de Junho: Dia Nacional do Sobreiro e da Cortiça

Texto transcrito da plataforma Florestas.pt:

 

“Passaram dez anos desde que foi considerado um símbolo da nossa paisagem agroflorestal, mas o sobreiro (Quercus suber L.) é, desde há muitos séculos, uma espécie emblemática e não apenas no nosso território. Para assinalar o seu valor, Portugal assinala a 1 de junho o Dia Nacional do Sobreiro e da Cortiça.
Valorizado desde a Antiguidade pelas qualidades da sua casca, o sobreiro tem descritas as qualidades e usos da cortiça desde há milhares de anos. Vários estudiosos identificam vestígios da sua utilização desde a China ao Egipto, inicialmente como vedante de recipientes, isolante para habitações e boia flutuante para a pesca. O filósofo grego Teofrasto já descrevia nos seus textos de botânica, há cerca de 2200 anos, como o Quercus suber se distinguia de outras espécies: «o descortiçamento circular acarreta a morte de qualquer árvore (…). Mas quem sabe constitui o sobreiro uma exceção. Porque este ganha mais vigor se se lhe tira a cortiça exterior …».
Esta longa utilização valeu-lhe, desde cedo, o estatuto de espécie protegida que tem atualmente. Por exemplo, o rei visigodo Alarico II (485-507) promulgou uma compilação de leis romanas em vigor na península ibérica que incluíam medidas de proteção dos sobreiros. No nosso território, foi provavelmente no século XIII que começou a sua proteção, com os Costumes e Foros de Castelo Rodrigo e Castelo Melhor, promulgados pelo rei D. Sancho I, em 1209, que determinavam multas a quem danificasse sobreiros, prejudicando a produção da lande utilizada na alimentação dos animais. Nos finais do século XIII, já no Reinado de D. Dinis, surgem cartas de proteção do sobreiro e da azinheira com proibição e punição «de queimadas e varejamento indiscriminado do fruto, colheita abusiva da rama verde e sobretudo cortes indevidos», revela o trabalho «O Montado de sobro e o setor corticeiro: uma perspetiva histórica e transdisciplinar».
Estas e outras características continuaram a ser descritas ao longo dos séculos, multiplicando aplicações da árvore mãe da cortiça, cujo valor se estende à bolota e à importância ecológica do montado, sistema desenvolvido pelo Homem e aperfeiçoado ao longo de séculos em Portugal, para «melhorar o aproveitamento e a rentabilização dos escassos recursos numa região caracterizada por um clima mediterrânico e solos pobres».
Já no século XXI (2011), a Assembleia da República reforçou o estatuto simbólico do sobreiro, declarando-o como «Árvore Nacional de Portugal». Este estatuto advém, entre outros aspetos, da sua importante função na conservação do solo, na regularização do ciclo hidrológico, no armazenamento de carbono e, entre outros, na qualidade da água, ou seja, assegurando serviços de ecossistema fundamentais.
Adicionalmente, o Dia do Sobreiro e da Cortiça assinala a importância deste recurso renovável de referência para a economia. Para além dos milhares de postos de trabalho que justifica, a cortiça tem um peso significativo nas exportações portuguesas: mais de mil milhões de euros em 2020 (e também em 2019), de acordo com as estatísticas de comércio internacional do INE – Instituto Nacional de Estatística. Este contributo é sublinhado pela APCOR – Associação Portuguesa da Cortiça, que o identifica como representando cerca de 2 % das exportações de bens portugueses e 1,2 % nas exportações totais, com um saldo positivo de 815,6 milhões de euros para a balança comercial. Portugal é, também, o maior exportador mundial de produtos transformados, com 63 %, o correspondente a 986,3 milhões de euros.
Recorde-se que esta espécie estende-se por 720 mil hectares do território continental e cobre 22,3 % da nossa floresta, de acordo com dados do 6º Inventário Florestal Nacional.
”

 

“Em vários pontos do país existem vários sobreiros monumentais, árvores que se distinguem de outras da sua espécie pelo porte, desenho, idade, raridade, interesse histórico ou paisagístico. Um dos mais notáveis é conhecido como «Árvore casamenteira» ou «Sobreiro Assobiador». Em 2018, este sobreiro inconfundível na aldeia de Águas de Moura (Palmela), foi distinguido como Árvore Europeia do Ano e está inscrito no livro do Guinness como «o maior do mundo». São 16,2 metros de altura e uma frondosa copa cujo diâmetro se aproxima dos 30 metros.”


O Observatório do Sobreiro e da Cortiça, situado em Coruche, foi desenhado pelo arquiteto Manuel Couceiro. “Além de laboratórios e oficinas destinados ao estudo do sobreiro e da cortiça, o edifício acolhe também um espaço dedicado à compilação de informação relacionada com a fileira da cortiça e um auditório.”

“Em Gaia, um novo museu dedicado à cortiça abriu portas em 2020 e é uma oportunidade para ficar a conhecer melhor toda a cadeia de valor associada ao sobreiro. Numa experiência interativa, o Planet Cork convida à descoberta dos mais diversos usos da cortiça. Desde a exploração ancestral do sobreiro até às mais variadas e vanguardistas aplicações, como as tradicionais rolhas de vinho ou a utilização na indústria aeroespacial, há muito para explorar e aprender neste museu.”

 

Fontes: sítio das Florestas.pt, para o texto; notícia de Rito (2016), para a imagem

Nota: a plataforma Florestas.pt, criada em 2020, é uma iniciativa da The Navigator Company sob coordenação técnico científica do Raiz – Instituto de Investigação da Floresta e Papel, e o apoio da comunidade científica nacional e de várias instituições e iniciativas com ligação à floresta.

segunda-feira, 30 de março de 2020

[0231] Porque vale a pena ler «Vulnerabilidades: pensar um país frágil», de José Reis?


Este blogue tem como objecto a Educação; e o objecto da Educação é o Património.
O Património é o que legamos às próximas gerações, e que elas aprendem a conhecer e aprendem a questionar - para o manter, para o ampliar, para o transformar.
A situação que já vivíamos, e especialmente a que agora estamos a viver, interroga tudo quanto pode ser legado entre gerações. E a interrogação é uma parte decisiva do Património.

José Reis dirigiu-se-nos assim:

Falemos de economia política. Falemos da política como deliberação coletiva. Soframos e decidamos. Portugal é uma periferia, mas uma periferia persistente.

No Observatório sobre Crises e Alternativas do Centro de Estudos Sociais, temos vindo a trabalhar na preparação de um livro que designámos Vulnerabilidades: Retrato de um país frágil (uso quase a mesma expressão para título deste artigo). Achávamos que Portugal estava a ser sujeito a processos relevantes de geração de vulnerabilidades e que estas se podiam identificar em diferentes escalas e dimensões. Era pelas nossas mãos, em vários planos, que tal estava a acontecer, visto que as vulnerabilidades são geradas ou induzidas por processos institucionais e políticos, isto é, por deliberações e formas de organização que juntam novas fragilidades à condição necessariamente incerta e contingente da vida individual e coletiva.
Provavelmente este livro era, na análise a que procedíamos, sobre o passado. O passado cuja aceleração se deu nos anos de 1990, quando os capitalismos foram tomados pelo capital financeiro, que passou a comandar intensamente a vida coletiva, incluindo os Estados. Ou o nosso passado mais recente, o que acabou há dias, quando bastava olhar para além do orçamento, do PIB ou do volume de emprego para tentarmos compreender o que de mais profundo a austeridade nos fez. Não pretendia ser um livro profético nem somos prosélitos. As razões que pudéssemos ter nos alertas que queríamos lançar doem-nos hoje profundamente, quando a vida nos foi tomada de assalto de uma forma disruptiva inimaginável.

Há coisas que custa invocar quando a vida está tão convulsa. Dizem-me, não confirmei, que há prateleiras cheias de meios-sapatos nas nossas zonas onde esta indústria se localiza. Sempre foi estúpido montar sapatos onde antes se sabia fazer tudo, mandando agora vir de muito longe algumas partes que aqui se produziam. Há 35 anos estudei a indústria metalomecânica de Águeda e a das bicicletas em particular. Tratava-se de um caso notável de um «sistema produtivo local»: aberto, mas autocentrado em culturas técnicas e na organização, no próprio território, das inter-relações essenciais, que articulavam vários setores e ramos de atividade. Dez anos depois voltei lá. Nas estatísticas já tinha visto que havia bastante trabalho feminino: ótimo, fosse a razão boa. Mas a razão era outra: já não se produziam bicicletas, montavam-se bicicletas. É hoje claro para todos que, para além de estúpido, isto é perigoso. Estes são exemplos singelos. Poupo os outros. Tanto os ainda mais volumosos, como aqueles que poupo por pudor. Estes são tempos de falar serenamente, para que se ouça melhor.

Entre o que subitamente mudou há duas variáveis essenciais: tempo e espaço. O tempo, essa variável com que tentamos compreender a evolução, as mudanças, os ciclos, isto é, os avanços e os retornos, mudou radicalmente. Tornou-se vertiginoso. Revolveu a vida, em vez de apenas a conduzir. O espaço foi-nos devolvido, reposto nas nossas mãos, depois de nos ter sido retirado em nome de cosmopolitismos superficiais, globalizações insensatas e mobilidades quase patéticas. Estragado, mas devolvido. Temos que pegar em ambos e usá-los. Para isso, talvez ajude pensar no que se segue.

Há poderes que não se entregam a quem não usa as mesmas regras ou os mesmos objetivos. Há coisas que são do Estado e dos Estados e elas só fazem sentido nos seus próprios contextos para serem legítimas e servirem para agir, não para servir senhores. Podem partilhar-se, pode até ser muito útil que haja espaços transnacionais de formação de poder. Claro que a União Europeia é um deles. Se for outra. Feita agora e por todos. Eu nunca fui capaz de pensar que a UE é intrinsecamente má, embora ache que ela foi o mais poderoso mecanismo de transferência de poder para o capitalismo iníquo da finança e dos mercados, protegendo-os e desprotegendo quem a podia legitimar. Não deixarei de pensar assim.

Há ativos cuja transação não se promove como quem leiloa coisas comuns. Sim, falo de quem presta serviços coletivos e de interesse geral – não basta regulá-los, é preciso possuí-los coletivamente. Sim, falo do que estrutura a produção. Falo do imobiliário. E falo, enfim, do próprio território, das cidades que se esvaziam para entrarem novos utilizadores, do território de dentro do país, que se esvazia das pessoas que vão servir aqueles que se concentram nos espaços que lhes oferecemos.

Há relações que têm de ser desenvolvidas num quadro preciso, fiável e articulado. Não sob o ímpeto de transações sem lugar nem rosto. Para que o mundo se organize todo assim, e não como se fosse plano. Não há economia sem quem a realiza nem sem aqueles a quem ela se destina, no momento da repartição e da geração de bem-estar. A economia usa os mercados, não é os mercados.

Uma economia é um sistema de produção e de provisão de bem-estar. Não sendo uma simples plataforma de transações, a economia mede-se pelo valor que cria, pela estrutura produtiva que adota, pelas capacidades que desenvolve, pelo nível de autossuficiência que garante, pela dependência face ao exterior que evita. É sujeito e objeto da economia política. Deve haver planeamento, intervenção e organização públicas para satisfazer necessidades e servir a comunidade. É um lugar para fazer e para aprender. Não para se perder nas linhas abstratas de um mapa sem territórios. Aprendemos que é possível parar. Aprendamos que é possível e necessário decidir em nome do povo!

Lugares são sítios de vida, não apenas pontos de passagem. Uma vez, compreendi (isto nunca mais me saiu da cabeça e lembro-me agora a toda a hora) que certos tipos de cidades podem transformar-se em espaços ocupados por teias de aranha, se tiverem sido feitas não para a vida, mas para a vertigem relacional. Basta que um vento mau sopre. (Explico-me para ser mais claro: aconteceu passar no Dubai, lugar que pouco me importa, mas fiquei 24 horas para ver com os meus olhos o que imaginava; atravessei a cidade e ganhei esta ideia que me passou a acompanhar.)  
Sim, vamos discutir muitas coisas, umas velhas, outras novas. Não sabemos se o vamos fazer bem ou mal. Falaremos em primeiro lugar de poder, isto é, de capacidades para deliberar. Falaremos do contexto em que queremos exercer esse mando e das finalidades que lhe atribuímos. Falaremos da finalidade da vida.

Vamos emocionar-nos profundamente, verter lágrimas de tristeza por vítimas, de alegria por heróis, reconhecer-nos em erros, uns evitáveis, outros não, e em desempenhos notáveis. Por favor, não percamos este tempo. Falemos de economia política. Falemos da política como deliberação coletiva. Soframos e decidamos. Portugal é uma periferia, mas uma periferia persistente.

Fonte: artigo de opinião de José Reis no jornal Público (2020), tendo os espaçamentos entre parágrafos e os negritos sido acrescentados pelo responsável por este blogue

quarta-feira, 25 de março de 2020

[0230] O arquivo audiovisual da RTP


“O arquivo audiovisual da RTP constitui-se como um verdadeiro repositório da memória coletiva nacional, com um património cujas origens remontam ao início das emissões regulares da Rádio e da Televisão, respetivamente em 1936 e 1957. O seu acervo congrega diferentes suportes e formatos e uma grande diversidade de conteúdos, da ficção ao documentário, da informação ao entretenimento, do institucional ao desporto. A sua permanente salvaguarda, valorização e acesso público têm sido objetivos estratégicos da RTP, no cumprimento da sua missão de serviço público de rádio e televisão.
O portal RTP Arquivos é a nova plataforma de acesso público online aos arquivos audiovisuais do serviço público de rádio e televisão. Vai estar doravante em permanente atualização num trabalho continuado, destinado a disponibilizar progressivamente conteúdos desde a década de 30 do século passado até à atualidade, devidamente catalogados e contextualizados de modo a assegurar uma pesquisa fácil e eficaz.


Além da pesquisa transversal, em opção simples ou avançada, sobre um acervo rico composto por vídeos, áudios, fotografias e textos, tem também disponível, na forma de coleções, uma seleção dos conteúdos mais representativos sobre os temas e personalidades mais marcantes da nossa história. Pode ainda aceder aos programas mais emblemáticos da RTP que estarão disponíveis organizados por géneros.
Por outro lado, constitui-se igualmente como uma nova ferramenta que simplifica e desmaterializa os processos de licenciamento de conteúdos, de acordo com os termos e condições estabelecidas no contrato de concessão do serviço público de rádio e televisão.
Para solicitar cópia de um determinado conteúdo basta registar-se como utilizador e pressionar o botão LICENCIAR CONTEÚDO disponível na página de cada conteúdo, ou, caso o conteúdo que pretenda não esteja ainda disponível neste portal, aceder à área de Serviços  e preencher e enviar o formulário de pedido de licenciamento.”

Fonte: sítio dos Arquivos da RTP

quarta-feira, 11 de março de 2020

[0228] Reactivação da «Plataforma pelo Património Cultural»


Esta Plataforma, abreviadamente conhecida por PP-Cult, foi publicamente divulgada em 16 de Outubro de 2008. Na altura, as cerca de duas dezenas de associações de cariz técnico-científico, profissional e cidadão que a elaboraram também apresentaram um manifesto a que deram o títuloo «O património como valor estratégico e oportunidade nacional» (e a que ainda é possível aceder em: http://icomos.fa.utl.pt/documentos/DeclaraPlataformaPPCULT.pdf).

Afirmava-se, nesse manifesto, que o Património Cultural constitui o valor mais precioso de qualquer país, em especial dos que possuem percursos históricos mais antigos e cujos recursos naturais foram parcialmente exauridos com o tempo, um valor “de que cada geração, presente e futura, se deve considerar como fiel depositária e cuja amplitude transcende a esfera estritamente nacional. Não podemos considerar-nos donos de tudo quanto nos foi colectivamente legado e que pertence em grande medida a quem nos antecedeu, cabendo-nos a nós apenas reparti-lo com os nossos contemporâneos e com quem nos há-de suceder. Cuidar e desenvolver o Património Cultural, muito mais do que uma decorrência da lei, nacional, europeia ou universal constitui, pois, um imperativo civilizacional e de cidadania.”


A actividade da PP-Cult durou até cerca de 2014. Agora, em 1 de Março de 2020, pouco mais de uma década passada, e com uma visão mais alargada acerca do Património Cultural, as associações que a haviam criado decidiram reactivá-la, perguntando-se:
“O que se passa com o inventário e monitorização pelo Estado dos bens móveis e imóveis integrantes do património cultural e nomeadamente dos classificados?
Que condições têm os serviços do Estado, a todos os níveis, para executarem as suas funções, num contexto que sabemos ser de despovoamento e desqualificação?
Que lugar para a desconcentração ou a descentralização administrativa, a regionalização político-administrativa e a municipalização no que se refere a políticas de património cultural?
Que políticas culturais há para os novos patrimónios que se encontram em processo de afirmação social?
Quando se prevê a participação legal do associativismo patrimonial na construção do nosso legado comum, retomando designadamente as práticas emergentes de Abril de 1974 da sua participação extensiva nos organismos de consulta do Ministério da Cultura?
Como assegurar o cumprimento das leis de enquadramento, visando a protecção dos acervos e a concretização das missões de museus, bibliotecas e arquivos, quando verificamos que vários destes últimos têm vindo até a fechar ou se tornaram praticamente inacessíveis por falta de pessoal?
Para quando a regulamentação da actividade de restauro de bens patrimoniais?
Que medidas foram tomadas para garantir a protecção do património arqueológico (sítios e colecções), seja em meio urbano, seja em meio rural, seja ainda em meio subaquático, num contexto cada vez mais dominado pela actividade empresarial?
Como enfrentar a gentrificação, a crise climática ou a degradação dos ecossistemas e das paisagens culturais, processos inexoráveis do nosso tempo?
Conhecendo os prejuízos, potenciais e reais, que benefícios são retirados pelos bens patrimoniais da explosão turística e quem realmente determina como aplicar os recursos daí resultantes?
O que foi feito em favor do desenvolvimento de políticas integradas interdepartamentais e interministeriais, visando a valorização e boa gestão do património cultural?”

Original da Declaração «Património Cultural, condição cidadã de futuro»:

Associações subscritoras desta Declaração:
Associação dos Arqueólogos Portugueses; Associação Portuguesa de Antropologia; Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos; Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial; Associação Portuguesa de Museologia; Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas; Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente; Federação dos Amigos dos Museus de Portugal; Fórum CIDADANIA LX; Fórum de Conservadores-restauradores; Fórum do Património; ICOMOS Portugal; OPRURB – Ofícios do Património e Reabilitação Urbana; Associação Portuguesa de Turismo Cultural; Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia

Notícia sobre esta Declaração na imprensa diária:

Imagem: jornal Público

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

[0226] O arquivo da «Ephemera»


Criada em 2003, na Vila da Marmeleira, foi institucionalizada como Ephemera – Biblioteca e Arquivo de José Pacheco Pereira em 2009, estando-lhe associada, desde 2017, uma associação:


O arquivo, tal como um jornal já o definiu, é o arquivo privado mais público de Portugal, tendo como objecto principal a história contemporânea (social, cultural e política). Os documentos e materiais recolhidos têm sido reunidos na Vila da Marmeleira (concelho de Rio Maior), em Lisboa (no 1º andar da Livraria Ler Devagar, situada na Lx Factory) e no Barreiro (no Parque Empresarial situado nas instalações da antiga CUF / Quimigal), dispondo de pontos de recolha em Viana do Castelo, Porto, Lamego, Guarda, Figueira da Foz, Coimbra, Santarém e Torres Vedras.

A Associação, cujo logótipo foi concebido por Henrique Cayatte, inspirado num relógio existente no arquivo (símbolo da passagem do tempo), apresenta-se como “de âmbito cultural sem fins lucrativos”, tendo “por fim promover e patrocinar a preservação de patrimónios de carácter cultural, histórico, científico e educativo, o desenvolvimento de acções de investigação e estudo nos domínios da história, da sociologia e da literatura, bem como prosseguir a organização e manutenção do arquivo e biblioteca de José Pacheco Pereira e de todos os outros que aí sejam incorporados por compra ou doação.”

Fonte: Wikipédia e blogue da Ephemera

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

[0223] Botânica e História, no renovado Jardim Botânico Tropical, de Lisboa


Fechado para obras de reabilitação durante cerca de um ano, reabriu há uma semana ao público o Jardim Botânico Tropical de Lisboa:


Em 2015 este jardim foi transferido do extinto Instituto de Investigação Científica Tropical para a Universidade de Lisboa, tendo a reabilitação de que agora foi alvo incidido especialmente no Jardim dos Cactos (inacessível desde a década de 1960) e no Jardim das Ninfas e, em geral, na repavimentação dos caminhos, na modelação do terreno, na melhoria da sinaléctica, na substituição de algumas espécies e no restabelecimento dos circuitos de água ou na modernização da rede de rega.

O Jardim dos Cactos teve origem numa estufa de plantas suculentas, cuja construção terminou em 1949; as suculentas e os cactos, ao crescerem, romperam a estufa e formaram a sua própria paisagem, levando ao encerramento da estufa ao público. Mas a actual remodelação deixou as suas ruínas parcialmente visíveis, para que possamos compreender hoje como o planeado pelo Homem interage com o decidido pela Natureza.

Entre as plantas que é possível observar, encontram-se um pinheiro australiano de grande porte, um dragoeiro do século XIX, tipuanas e sumaúmas dos trópicos, casuarinas da Oceânia, antigas espécies como as magnólias e sobretudo as cicadáceas, o Ficus sycomorus (a árvore mais citada da Bíblia), alguns sobreiros portugueses, altíssimas palmeiras e uma sequóia da Califórnia.

Os inícios históricos deste jardim estiveram na vontade do rei D. João V criar a Real Quinta de Belém, que se estenderia desde o Palácio de Belém até à Ajuda. Para tal adquiriu o Palácio dos Condes da Calheta e os terrenos anexos por 50 000 cruzados, reservando a parte superior do actual jardim para a sua regis hortus suburbanus, uma horta gigante destinada a alimentar as suas visitas e a sua família.
O terramoto de 1755 não danificou este espaço. Em 1758, dá-se nas proximidades do palácio o atentado contra o rei D. José I. ao longo de quase todo o século XIX o jardim foi usado para a realização de caçadas reais, mantendo-se o palácio disponível para acomodar as visitas reais.

No início do século XX, sendo necessário repensar o ensino agronómico colonial, foi aberto por decreto régio o Jardim Colonial de Lisboa, nas Laranjeiras, perto do então Instituto de Agronomia e Veterinária. Num «Diário do Governo» de 1906 escrevia-se sobre ele: é “indispensável o exemplar vivo para que a demonstração seja rigorosamente scientifica e educativa, para que o alumno não fique imaginando somente como são os animaes e os vegetaes, mas tenha a noção viva da realidade”. No entanto, em 1912, o Jardim Colonial de Lisboa foi transferido das Laranjeiras (onde já se revelava pequeno) para Belém, onde a proximidade ao rio, o suave declive do terreno e a capacidade de criar microclimas permitia albergar plantas originárias desde a Escandinávia até ao Equador. Funcionando como dependência pedagógica do Instituto Superior de Agronomia, situado nas proximidades, era também centro de estudo de culturas e de recolha de informação sobre a agricultura colonial. Em 1951, ainda foi designado por Jardim e Museu Agrícola do Ultramar.

Fonte: informação jornalística de Serafim (2020)

Imagem: sítio dos Museus da Universidade de Lisboa

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

[0222] Doze palestras no Teatro Romano de Lisboa em 2020: «O Rio Como Horizonte»


O Teatro Romano de Felicitas Julia Olisipo (hoje cidade de Lisboa) terá sido edificado no princípio do século I d.C. e teria capacidade para cerca de 4 mil espectadores. As suas ruínas foram há alguns anos musealizadas e integradas no Museu de Lisboa.

A situação topográfica deste antigo e imponente edifício público permitia-lhe ser visto destacadamente sobre toda a cidade por aqueles que navegavam no Tejo ou a estas paragens chegavam vindos de longínquas terras:

Imagem 3D de Olisipo, produzida por «César Figueiredo Illustration»
para o documentário «O Fundeadouro Romano de Olisipo»
(o Teatro Romano está situado no lado direito da imagem)

Explorando esta relação entre a cidade e o seu rio, o Núcleo Museológico do Teatro Romano agendou para 2020 um ciclo de palestras que designou por

O Rio Como Horizonte – O Outro Palco do Teatro Romano

Haverá uma palestra por mês, sempre às 18h00, sendo a entrada livre:


Fonte: sítio do Museu de Lisboa

sábado, 23 de novembro de 2019

[0216] Na revista «Al-Madan», o dossiê «Património Cultural Português: experiências e modelos de gestão»


No próximo Sábado, dia 30 de Novembro, será apresentado o Nº 22 (da IIª série) da revista impressa Al-Madan, uma das linhas de trabalho do Centro de Arqueologia de Almada.
A apresentação será feita no Convento do Carmo (em Lisboa), pelas 15h00.

Além da habitual variedade de artigos (sobre Arqueologia, Património e História Local), este número inclui um conjunto de textos de opinião e de reflexão sobre diferentes modelos de gestão do Património Cultural português, nomeadamente nos domínios do Património arqueológico, museológico, arquitectónico, imaterial, geológico e paisagístico. São ainda discutidas tendências, conceitos e paradigmas da gestão pública e privada do Património, bem como o papel desempenhado pelas estruturas associativas. E promove-se o balanço e a análise prospectiva de experiências como a do Parque Arqueológico do Vale do Côa / Museu do Côa, da Rota do Românico (que reúne 58 monumentos de 12 municípios da região Norte) e da Rota do Fresco (que envolve 15 municípios do Alentejo central). Completam este dossiê alguns textos breves que abordam outras experiências de gestão patrimonial, tratadas neste número como estudos de caso.

Se a Arqueologia e a História Local são contributos essenciais para compreender o Património,
e se o Património pode ser visto como o Mundo que a Educação trabalha,
então a Educação é sempre Educação Patrimonial.

O Nº 21 da revista impressa Al-Madan saiu em Julho de 2017, sob a seguinte capa:


E o Nº 22 (tomo 4) da revista on-line Al-Madan saiu em Julho de 2019, com esta capa:


Fonte das imagens: sítio das revistas Al-Madan

sábado, 16 de novembro de 2019

[0215] De 25 a 27 de Novembro: Conferência Internacional «Usos do Passado, Memória e Património Cultural»


De 25 a 27 de Novembro de 2019, no Arquivo Nacional Torre do Tombo e na Casa da Achada - Centro Mário Dionísio (em Lisboa), realiza-se, com entrada livre, uma conferência internacional organizada pelo Instituto de História Contemporânea (IHC) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e cuja apresentação e programa são os seguintes:


“A culminar o primeiro ano de trabalho da linha temática «Usos do Passado, Memória e Património Cultural», no âmbito do IHC, organizamos uma conferência, que pretende interrogar esse campo conturbado e confluente de ciências sociais e humanas como a história, a antropologia, a arqueologia, a museologia: os usos do passado.

As abordagens acerca da memória, objectificada como património, sobretudo desde os anos 1980, correspondem a um estado do saber e das sociedades, quando o optimismo se diluiu e o futuro pareceu tornar-se passado. Essa viragem, coetânea de mudanças ao nível das sociedades, requereu uma reflexão sobre os usos do passado, como artefacto do presente, sujeitos às relações de forças dentro das sociedades, que interrogue igualmente o lugar do porvir, em tempos de futuros pretéritos.

Convocando quer investigadores reconhecidos, quer jovens com trabalhos em curso nesse domínio de orla, nesta conferência pretende-se interrogar o crescendo dos estudos sobre a memória, o património e o anti-património, a relação com as fontes orais, os arquivos e os museus, ao mesmo tempo que se debate a teoria e os métodos, numa abordagem em que se convocam saberes de fronteira de várias disciplinas.

Resulta do aprofundamento dos saberes no âmbito de um conjunto de relações estabelecidas pelos investigadores da linha de investigação «Usos do Passado, Memória e Património Cultural», congrega colegas de vários centros europeus, da Universidade Federal do Ceará e da Red(e) Ibero-Americana Resistência e/y Memória, trazendo até Lisboa investigadores de várias proveniências disciplinares, no domínio das ciências sociais e humanas.”

Programa


25 de Novembro

9h30 – Abertura
10h00 – Conferência inaugural: Rui Bebiano (CES - Universidade de Coimbra), Memória histórica, trauma e democracia
10h45 – Debate
11h30 – Painel 1: O passado e o futuro são países estrangeiros? Teoria e métodos
11h30 – Paula Godinho (IHC - NOVA FCSH), Real, imaginado e horror: a anemia da razão crítica e a força da memória colectiva
11h45 – Anouk Guiné (Université du Havre), Metodología y producción de conocimiento en contexto de posconflicto. El caso peruano
12h00 – Raúl H. Contreras Román (UNAM), Evocar el porvenir. Apuntes para el estudio etnográfico de futuros passados
12h15 – João Carlos Louçã (IHC - NOVA FCSH), A memória como artefacto para amanhã
12h30 – Debate
14h00 – Painel 2: História, memória, esquecimento e usos do passado
14h00 – Fabienne Wateau (CNRS), Herança indesejada e memória do meio. Acerca de marcas, matérias e objetos
14h15 – Jorge Freitas Branco (ISCTE - IUL), Os inertes também falam. Esquecimento e memória em torno dos georrecursos da ilha do Porto Santo
14h30 – Shawn Parkhurst (University of Louisville), (Re)Making the Commons of a Duriense village: Remembering Space and Spacing Memory
14h45 – Pedro Martins (IHC - NOVA FCSH), Os usos da Idade Média: a dicotomia História-Memória à luz do medievalismo português (c.1840-1940)
15h00 – Tânia Casimiro (IHC - NOVA FCSH), Materialidades, identidades e desigualdades sociais: uma perspectiva arqueológica (1755-1830)
15h15 – Debate
16h00 – Painel 3: Usos do Passado: materialidades, práticas e resistências
16h30 – Felipe Criado (INCIPIT, CSIC, Galiza) e Rafael Millán (INCIPIT, CSIC, Galiza), Arqueologia, Cognição, Memória
16h45 – Rui Gomes Coelho (Rutgers University, USA: Joukowsky Institute for Archaeology and the Ancient World, Brown University, EUA. UNIARQ - Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa), Intimidades imperiais na Lisboa contemporânea
17h00 – Xurxo M. Ayán Vila (IHC - NOVA FCSH) e Xosé Gago-García-Brabo (Câmara Municipal de A Pobra do Brollón, Galiza), Adegas da Memória: a construção da memoria nas comunidades camponesas da Ribeira Sacra
17h15 – Márcia Hattóri (Marie Curie no INCIPIT , Brasil), Patrimônio como desvio dos processos de reparação da violência de Estado e patrimônio como contestação territorial quilombola
17h30 – Josu Santamarina Otaola (Universidade do País Basco), Usos do Passado num contexto de post-conflito: violencia política, materialidade, memoria e patrimonio em Euskal Herria
17h45 – Debate

26 de Novembro

10h00 – Painel 4: Património e encenações
10h00 – Suene Honorato (Universidade Federal do Ceará), O cânone romântico brasileiro: exclusão das lutas indígenas e suas implicações para o presente
10h15 – Dulce Simões (INETmd - NOVA FCSH), O património cultural e a construção de imaginários futuros
10h30 – Ema Pires (IHC - Universidade de Évora), Sobre muros de xisto, javalis e árvores: modos possíveis de habitar numa aldeia do interior de Portugal
10h45 – Heriberto Cairo Carou (Universidade Complutense de Madrid), “Las Hermanitas Malvinas”: Identidad, Geopolitica y Cultura Popular en Argentina
11h00: Ana Estévez (Museo do Pobo Galego), Café da memória no Museo do Pobo Galego
11h15: Debate
11h30 – Painel 5: Emblematizações, memória e resistência
11h30 – Cristina Nogueira, Uma comunidade que lembra: as comemorações do 85 aniversário do 18 de janeiro na Marinha Grande
11h45 – Brian Juan O’Neill (ISCTE - IUL), A Relic People? Luso-typicalism in 18thCentury Marriages
12h00 – Adelaide Gonçalves (Universidade Federal do Ceará), Sementes de Memória e Resistência: Mulheres camponesas e soberania alimentar
12h15 – Mariana Rei (IHC - NOVA FCSH), Das capitais do têxtil às capitais da cultura: notas sobre uma pesquisa em curso no contexto de Guimarães – Lille
12h30 – Atílio Bergamini (Universidade Federal do Ceará), Genocídio cotidiano: elementos para a construção de um conceito
12h45 Debate
14h30 – Painel 6: Os arquivos: que passado guardado?
14h30 – Tiago Baptista (IHC - NOVA FCSH e ANIM), Os arquivos de filmes e a patrimonialização do cinema
14h45 – Silvestre Lacerda (ANTT), Os arquivos e as memórias individuais e das organizações: descrição, preservação e disponibilização on-line
15h00 – Luísa Tiago de Oliveira (CIES – ISCTE - IUL), História Oral, Fontes Orais e Arquivos Orais
15h15 – José Manuel Lopes Cordeiro (Universidade do Minho), O Arquivo da Administração da Região Hidrográfica do Norte: um património a conhecer e a valorizar
15h30 – Maria de Lurdes Rosa (IEM - NOVA FCSH), O multiverso arquivístico, para arquivistas e historiadores
15h45 – Debate
16h00 – Projecção de O Silêncio, de António Loja Neves e José Alves Pereira
18h30 – Casa da Achada: Apresentação de livros
• Alfredo González e Xurxo Ayán, “Arqueología. Una introducción a la materialidad del pasado“, Madrid, 2018, Alianza Editorial, por Felipe Criado
• Jorge Moreno, “El Duelo revelado“, UNED, 2019, por João Rodrigues e Vanessa Almeida
• Daniel Bensaïd, “Espectáculo, Fetichismo, Ideologia (um livro inacabado)“, Fortaleza, Plebeu Gabinete de Leitura, 2019 (reedição de uma obra publicada em 2013 e há muito esgotada).
19h30 – Actuação do Coro da Achada

27 de Novembro

10h00 – Painel 7: Exibição do passado (1): os museus
10h00 – Maria da Luz Sampaio (IHC - NOVA FCSH), Caminhos da salvaguarda e difusão das coleções técnico-industriais
10h15 – Gonçalo de Carvalho Amaro (IHC - NOVA FCSH), Um museu mestiço: o gradual reconhecimento da cultura indígena por parte dos museus chilenos
10h30 – Maria Miguel Cardoso (Museu do Trabalho, Setúbal), Memória, Narrativa e Poder: o papel da memória na construção de narrativas museais – o caso do Museu do Trabalho Michel Giacometti
10h45 – Ângela Luzia (Museu da Cidade, Almada), Estratigrafias: a função da memória em cenários de ruína industrial
11h00 – Francisco Régis Lopes Ramos (Universidade Federal do Ceará), O Museu Histórico Nacional e a divulgação da história do Brasil (cultura material e escrita da história)
11h15 – Covadonga López de Prado (Museo Massó, Pontevedra), O enfoque de xénero nas museografías. A necesidade de implantar un enfoque feminista
11h30 – Debate
12h00 – Painel 8: Exibição do passado (2): os museus e a democracia
12h00 – María Lois (Universidade Complutense), ‘He Maori ahau’: patrimonialización, museos y contextos postcoloniales
12h15 – Rui Pereira (IHC - NOVA FCSH), Descolonizar o Museu, Descolonizar o Saber, promover a igualdade, combater a discriminação
12h30 – Luís Farinha (IHC - NOVA FCSH, Museu do Aljube), Museu do Aljube Resistência e Liberdade: Construção de um lugar de memória democrática
12h45 – Maria Alice Samara (IHC - NOVA FCSH), Metamorfoses do espaço: de prisão a museu
13h00 – Debate
15h00 – Painel 9: Usos do Passado, memória política e ditaduras
15h00 – Manuel Loff (IHC - NOVA FCSH, Universidade do Porto), “A maior catástrofe da história portuguesa”: “retornados” e descolonização no discurso público português
15h15 – Jorge Moreno Andrés, Fotografía, duelo y memoria. El uso de las imágenes familiares en contextos de violencia política
15h30 – Miguel Cardina (CES - Universidade de Coimbra), (Des)monumentalizar a luta: heroísmo, tempo e nação
15h45 – Lourenzo Fernandez Prieto (USC), O relato dun pasado que non existe máis. Historia e musealización
16h00 – Aitzpea Leizaola (Universidade del Pais Vasco - UPV - EHU), Memorias incompletas, patrimonios incómodos. Interrogando los objetos de las exhumaciones de fosas comunes de la guerra civil española
16h15 – Fernando Rosas (IHC - NOVA FCSH), Portugal século XX: o “colonialismo popular”
16h30 – Debate
17h00 – Performance de Joana Craveiro: Quando o passado (nos) persiste, ou, disse ele, “Há sempre uma história por detrás de todas as coisas” - uma keynote em jeito de palestra performativa sobre alguns passados que não nos largam.

Fonte: sítio Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa