sábado, 23 de junho de 2018

[0146] Tópicos sobre o património histórico do concelho do Barreiro


Da exposição permanente do Espaço Memória do Barreiro



Povoado Neolítico, na Ponta da Passadeira: com cerca de 5 000 anos; vestígios que o associam à caça, à pesca, à recolecção de marisco, à olaria e ao eventual culto do touro.

Vinhas: está documentada a sua existência em Coina (1257) e no Lavradio (1298); na primeira metade do século XIX elas ocupavam um terço do solo do concelho.

Salinas: existiam no Lavradio (antes de 1317) e no estuário do Coina (desde 1322); perduraram, juntamente com a agricultura, até ao início do século XX.

Fornos Cerâmicos: os da Mata da Machada (séculos XV e XVI) usavam a argila e a lenha das proximidades, produzindo malgas, pratos, candeias, tigelas, copos, escudelas e talhas, pesos de rede, telhas, formas de biscoito (para o Vale do Zebro) e formas de pão de açúcar (para os engenhos açucareiros); mesmo se pode dizer do forno de Santo António da Charneca, da mesma época.

Complexo Real de Vale do Zebro: no século XV tinha 27 fornos, um armazém de cereal, um cais de embarque, um moinho de maré com 8 moendas (o maior do estuário do Tejo, nessa época); produzia o «biscoito» (o nome proveio das duas cozeduras a que era sujeito, para ficar completamente desidratado), que era conservado em barricas e não azedava durante as viagens marítimas (precisava de ser humedecido antes de poder ser consumido; a ração diária era de 428 gramas por pessoa); danificado pelo terramoto de 1755, foi reconstruído, acabando por servir para outros fins.

Moinhos de maré: foi referenciada a existência de 11; o primeiro data de 1484; há vestígios dos de Coina, Telha, Palhais, de três na Alburrica (Grande, Pequeno e do Cabo) e do d`El Rei (Vale do Zebro); no século XVIII foi construído o de Braancamp, maior que o de Vale do Zebro; antes destes moinhos houve moinhos fluviais.

Moinhos de vento: aproveitavam os ventos predominantes de Norte; haveria uma dúzia no século XVIII, que perderam valor comercial com a chegada da moagem industrial; na Alburrica, subsistem os moinhos Nascente e Poente (1852), de tipologia portuguesa, e o Gigante (1852), de três pisos e pás de madeira, de tipologia holandesa, tal como o moinho do Jim, que se situou na antiga praia do Norte, hoje Av. Bento Gonçalves (1827).

Construção naval: para embarcações de longo curso, desde o século XV até ao século XIX, situada na Ribeira da Telha (Azinheira Velha, Santo André), próximo de uma mancha florestal (Mata da Machada); trabalhou em articulação com a construção naval da Ribeira, em Lisboa; paralelamente desenvolveu-se a construção e a reparação naval, destinadas à pesca e à navegação no rio.

Muleta: esta embarcação aparenta ter raízes no Mediterrâneo oriental; possui um mastro inclinado, com verga para uma grande vela latina, dois panos na ré e seis na proa; e possui «tartaranha» (rede de arrasto e de alar) e redes de deriva; exigia uma campanha de 15 homens, um mestre e 2 moços auxiliares; em 1901 só havia uma a laborar; foi substituída pelo Bote-de-fragata em 1928.

Real Fábrica de Espelhos e Vidros Cristalinos de Coina: fundada no século XVIII, por D. João V; laborou entre 1719 e 1749, sendo transferida para a Marinha Grande devido à proibição de utilizar a madeira dos pinhais reais, apesar de ter usado, durante algum tempo, hulha importada.

Linha Ferroviária de Sul do Tejo: começou a ser explorada comercialmente em 1861; em 1884 foi-lhe acrescentado a ligação a um cais fluvial, tornando atrativo o seu uso pela indústria.

Indústria Corticeira: a primeira notícia da inauguração de uma fábrica de cortiça no Barreiro é de 1865; em 1920 havia aí 40 fábricas e mais de 1000 operários (um terço da população activa barreirense; houve quem trabalhasse a partir dos 7 anos de idade; no fim do século XIX a jornada de trabalho era de 12 horas); a CUF veio proporcionar condições mais atractivas para os trabalhadores, a que se juntou a pressão do crescimento urbano, levando ao desaparecimento desta indústria.

Companhia União Fabril (CUF): instalou-se no Barreiro, para se expandir, pois o seu desenvolvimento estava limitado em Lisboa; em 1907 já tinha armazéns e um cais acostável; depois teve um ramal de caminho-de-ferro e novos terrenos para Sul do terreno inicial, situado junto ao rio; constrói um bairro operário em 1908; no final dos anos 50 emprega mais de 8 mil operários e na década seguinte mais de 10 mil; a recessão dos anos 70 questionou o seu modelo de grande concentração industrial.

Associativismo: são centenárias a Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense «Os Penicheiros» e a Sociedade União Democrática Barreirense «Os Franceses» (1870); a Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste (1894); a Sociedade Filarmónica União Agrícola 1º de Dezembro (1896); o Futebol Clube Barreirense e a Cooperativa «Corticeiros» (1911); e a Cooperativa Popular Barreirense (1913).

Fonte (catálogo): Camarão & Carmona (2015)

domingo, 17 de junho de 2018

[0145] Dia 4 de Julho: oficinas metrológicas para educadores (no IPQ)


Conforme lembra o Instituto Português da Qualidade (IPQ), a Metrologia é a ciência da medição e das suas aplicações, incluindo entre os seus conteúdos “as unidades de medida, os seus padrões e os instrumentos de medição, bem como todas as questões teóricas e práticas relacionadas com as medições.”

Na tarde do próximo dia 4 de Julho o IPQ promove as Oficinas à medida 2018, subordinadas ao tema Metrologia e Ensino, tendo como objetivo, para além da divulgação da Metrologia, a interação com outras organizações ligadas à educação ao nível do Ensino Básico, do Ensino Secundário e do Ensino Superior.”


Será feita uma introdução à Metrologia em sala de aula, por Olivier Pellegrino, seguindo-se-lhe oficinas laboratoriais sobre: comprimento; pH; eletricidade; propriedades dos líquidos; e volume. Para além de serem abordados de alguns conceitos básicos, serão apresentados exemplos de experiências didáticas e de recursos para a sala de aula, e promovido o diálogo entre metrologistas e a comunidade docente.

A participação é gratuita, mas não dispensa a inscrição prévia, que poderá ser feita (até ao dia 29 de Junho de 2018)a partir das instruções anexas ao programa.

Fonte: sítio do Instituto Português da Qualidade

domingo, 10 de junho de 2018

[0144] Uma magia no Parque da Paz (concelho de Almada)


A Curva de Jordan é uma curva muito simples.
Talvez por assim ser ela permite executar uma curiosa magia, apoiada numa história que diz respeito ao Património Imaterial do concelho de Almada (escolheu-a quem a vai apresentar …).

Qualquer pessoa pode participar nesta magia, que decorrerá no dia 30 de Junho, a partir das 10h, no Parque da Paz (vizinho do Centro Sul), junto ao muro situado entre o estacionamento da sua entrada principal e o quiosque:


No fim, quem quiser petiscar e conversar pode levar um farnel!

Os animadores desta actividade (Conceição Tomaz, Doroteia Costa, Fernando Martins, Filomena Teles, José Pinheiro, Lídia Matias, Lisete Seromenho, Mirita Sousa, Pedro Esteves, Rita Vieira, Teresa Nascimento e Vera Figueiredo) organizam, regularmente, um encontro-conversa.
A Curva de Jordan foi o tema principal do primeiro desses encontros, que aconteceu no dia 30 de Maio.
O próximo tema principal inspira-se na exposição Com Conta, Peso e Medida ..., que está patente ao público no Moinho de Maré de Corroios e na qual é focada a colecção do Aferidor Municipal do Seixal [mensagem «0109»], e irá ser abordado no encontro-debate do dia 27 de Junho, a iniciar pelas 15h, na sede da Associação Almada Mundo, sita na Praça Capitães de Abril nº 2, Cova da Piedade.

Estes encontros-debates ocorrem (em princípio) na última 4ª feira de cada mês, sendo de participação livre.

sábado, 2 de junho de 2018

[0143] As escolas e os seus nomes, na Nossa Banda


Há cerca de três décadas atrás os nomes das nossas escolas eram administrativamente decididos pelo Ministério da Educação. Como exemplo, na Nossa Banda, o Liceu Nacional de Almada, depois Escola Secundária de Almada, só adoptou o nome que hoje tem, Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, por decisão da própria escola, em 1987-88 [mensagem «0132»].

Que nomes escolheram então as escolas?
Nos concelhos de Almada e do Seixal, os nomes através dos quais as escolas públicas, isoladas ou agrupadas, visam ser identificados são ou o da sua localidade, ou o de um patrono.

As localidades mencionadas são 9 (num total de 27, ou seja 1/3): Alfazina; Amora; Cacilhas; Caparica; Monte de Caparica; Pinhal de Frades; Terras de Larus (designação poética); Trafaria; Vale de Milhaços.

E os patronos escolhidos são 18 (num total de 27, ou seja 2/3):
Alfredo dos Reis Silveira (1871-1935; construtor naval; autarca republicano);
Anselmo de Andrade (1844-1928; proprietário agrícola; economista, investigador, escritor, jornalista e político);
António Augusto Louro (1871-1949; promotor do ensino e político republicano);
António Gedeão (1906-1997; professor [Rómulo de Carvalho] e poeta [António Gedeão]);
Carlos Gargaté (artista e professor);
Daniel Sampaio (1946; psiquiatra e professor);
Elias Garcia (1830-1891; militar, professor, jornalista e político republicano);
Emídio Navarro (1844-1905; jornalista e político);
Fernão Mendes Pinto (1509-1583; explorador e escritor);
Francisco Simões (1946; escultor);
João de Barros (1496-1570; historiador e gramático);
José Afonso (1929-1987; cantor e compositor);
Manuel Cargaleiro (1927; pintor e ceramista);
Nun’Álvares (1360-1431; nobre e militar);
Paulo da Gama (cerca de 1465-1499; navegador);
Pedro Eanes Lobato (?-1442; companheiro de armas de D. Nuno Álvares Pereira);
Romeu Correia (1917-1996; desportista, escritor e dramaturgo);
Ruy Luís Gomes (1905-1984; matemático).


Fontes : sítios dos Centros de Formação de Associação de Escolas de Almada (AlmadaForma) e do Seixal (Academia do Professor), para os nomes das escolas; Wikipédia, para a biografia dos patronos (excepto António Augusto Louro, Carlos Gargaté e Pedro Eanes Lobato); sítio da Capeia Arraiana, para a biografia de António Augusto Louro; Facebook, para a Escola Pedro Eanes Lobato

quinta-feira, 31 de maio de 2018

[0142] 1 de Junho: Dia Nacional do Sobreiro e da Cortiça


O Sobreiro é um Carvalho, sendo cientificamente designado por Quercus suber.
É uma árvore original do Mediterrâneo ocidental, onde no passado formou extensos bosques naturais, em associação com outros carvalhos (género Quercus). Actualmente está confinado a formações agro-silvo-pastoris denominados montados, encontrando-se distribuído por Portugal (33 %), por Espanha (23 %), por Marrocos, Argélia e Tunísia (em conjunto 33 %) e por Itália e França (em conjunto 11 %).

A cortiça que reveste o Sobreiro protege-o de incêndios, de fungos e de parasitas e abriga importantes comunidades de insectos. E é uma importante matéria-prima para a economia.
É pela primeira vez extraída de cada sobreiro por volta dos seus 20 anos de idade, voltando a ser retirada de 9 em 9 anos, até cerca dos seus 140 anos (no entanto a árvore pode viver até aos 300 anos).

Após ser retirada do Sobreiro, no Verão, a cortiça, é empilhada em placas, ao ar livre, assim permanecendo durante alguns meses. Depois é cozida, selecionada e de novo armazenada, até seguir para a transformação industrial, ainda muito destinada ao fabrico de rolhas, mas abrangendo já uma grande diversidade de outros produtos (desde materiais isolantes a calçado e peças de vestuário e de design).

Nos últimos anos a produção e a transformação do Sobreiro tem procurado apoiar-se nos resultados dos estudos científicos que têm vindo crescentemente a ser realizados, nomeadamente para resolver problemas relacionados com a sobrevivência desta árvore e com a qualidade da sua cortiça.
A sequência de ADN é um desses estudos, tendo há dias sido publicada uma sua primeira versão, no âmbito do projecto “Genosuber – Sequenciação do Genoma do Sobreiro”, com base num Sobreiro que se encontra na Herdade dos Leitões, em Montargil:


Na Nossa Banda, a economia do Sobreiro teve grande importância entre os finais do século XIX e grande parte do século XX.

Fontes: bibliográfica, Gomes (2013; p. 22); jornalística, Serafim (2018)

sábado, 26 de maio de 2018

[0141] Lembrando Roger Caillois a propósito do Dia Mundial do Brincar, 28 de Maio


O Dia Mundial do Brincar celebra o artigo 31º da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.

Em 1958 um dos teóricos dos jogos, Roger Caillois (1913 - 1978), sociólogo, publicou sobre eles uma reflexão que hoje é considerada clássica.


Escreveu ele que o jogo é “uma actividade:
1.       – livre: uma vez que, se o jogador fosse a ela obrigado, o jogo perderia de imediato a sua natureza de diversão atraente e alegre;
2.      delimitada: circunscrita a limites de espaço e de tempo, rigorosa e previamente estabelecidos;
3.      incerta: já que o seu desenrolar não pode ser determinado nem o resultado obtido previamente, e já que é obrigatoriamente deixado à iniciativa do jogador uma certa liberdade na necessidade de inventar;
4.      improdutiva: porque não gera nem bens, nem riqueza nem elementos novos de espécie alguma; e, salvo alteração de propriedade no interior do círculo dos jogadores, conduz a uma situação idêntica à do início da partida;
5.      regulamentada: sujeita a convenções que suspendem as leis normais e que instauram momentaneamente uma legislação nova, a única que conta;
6.      fictícia: acompanhada de uma consciência específica de uma realidade outra, ou de franca irrealidade em relação à vida normal.

E, para tentar captar a diversidade das atitudes subjacentes ao jogar, propôs quatro categorias principais, “conforme predomine, nos jogos considerados, o papel da competição, da sorte, do simulacro ou da vertigem.
Exemplos: a competição predomina no jogo da bola, do berlinde, das damas; a sorte predomina na roleta e na lotaria; o simulacro nos jogos em que se «faz de»; e a vertigem em jogos como o baloiço e o carrossel.

Fontes: mensagem nº 0058; Caillois (1990; pp. 29-39 e 32)

quarta-feira, 23 de maio de 2018

[0140] No Barreiro, o Espaço Memória evoca a Muleta, embarcação tradicional do Tejo


Por encomenda da Câmara Municipal do Barreiro está a ser construída, no Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos, uma Muleta [mensagem 0098]. Esta embarcação tradicional do Tejo já não será construída há mais de um século e esta autarquia pretende vê-la de novo a navegar no próximo Verão.
Entre 18 de Maio e19 de Agosto o Espaço Memória evoca-a na exposição A Muleta do Tejo – Recuperar Memórias:



Esta exposição (constituída por histórias, vivências e artefactos) pode ser visitada mediante marcação (212 068 185).

Fonte: sítio da Câmara Municipal do Barreiro

sábado, 19 de maio de 2018

[0139] Em defesa da biodiversidade: 25 anos de acção celebrados no próximo dia 22 de Maio


Todos os anos o Dia Internacional da Biodiversidade celebra-se à volta de um tema. Os dos últimos anos foram:

2013: Biodiversidade Insular;
2014: Água e Biodiversidade;
2015: Biodiversidade para o Desenvolvimento Sustentável;
2016: Integração da Biodiversidade para apoio às populações e aos seus meios de subsistência;
2017: Biodiversidade e Turismo Sustentável.

E o deste ano é:

2018: Celebrando 25 anos de Acção pela Biodiversidade.





Este dia evoca o da adopção da Convenção da Diversidade Biológica pelas Nações Unidas.

Fontes: sítios da Calendarr Portugal (para o texto) e das Nações Unidas (para o texto e a imagem)

quarta-feira, 16 de maio de 2018

[0138] Celebração do Dia Mundial da Metrologia no Instituto Português da Qualidade


Em 20 de Maio de 1875 a Convenção do Metro foi assinada por 17 países, em Paris. Ela proporcionou os primeiros fundamentos para a criação e o desenvolvimento do Sistema Internacional de Unidades.

Devido à data daquele acontecimento, o Dia Mundial da Metrologia celebra-se em cada 20 de Maio, cabendo ao Bureau Internacional de Pesos e Medidas, em parceria com a Organização Internacional de Metrologia Legal, anunciar o tema a destacar anualmente que, em 2018, é:

Em constante evolução - Sistema Internacional de Unidades.

Este tema resulta do próximo passo no desenvolvimento do Sistema Internacional de Unidades, a anunciar na 26ª Conferência Geral dos Pesos e Medidas, em Novembro de 2018, e a entrar em vigor em 20 de Maio de 2019, o próximo Dia Mundial da Metrologia.


Associando-se às celebrações deste ano, o Instituto Português da Qualidade (cuja sede se situa no NossaBanda) organiza um Dia Aberto no próximo dia 21 de Maio (2ª feira), que inclui uma Conferência que conta, entre os convidados, com Andy Henson, do Bureau International des Poids et Mesures (BIPM), Stephen Patoray, International Organisation of Legal Metrology (OIML), António Possolo, do National Institute of Standards and Technology (NIST) e Carlos Fiolhais, da Universidade de Coimbra.

Mais detalhes e inscrição em: programa​.

Fontes: sítios da Calendarr Portugal e do Instituto Português da Qualidade

sábado, 12 de maio de 2018

[0137] 18 de Maio: Dia Internacional dos Museus


A celebração do Dia Internacional dos Museus foi proposta pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), um organismo da UNESCO, tendo vindo a ser concretizada desde 1977.

Para cada ano é escolhido um tema central, tendo os seis últimos temas sido:
·       2018 – Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos


·        2017 - Museus e histórias contestadas: Dizendo o indizível nos museus
·       2016 - Museus e paisagens culturais
·       2015 - Museus para uma sociedade sustentável
·       2014 - Museus: as colecções criam conexões
·       2013 - Museus (Memória + Criatividade) = Mudança Social

As comemorações internacionais deste ano cruzam-se com as europeias no âmbito do primeiro Ano Europeu do Património Cultural. E, como sempre, são celebradas por cada museu de acordo com as dinâmicas locais:

Durante a próxima semana haverá em Almada exposições, visitas guiadas, percursos pedonais, actividades para crianças, passeio de barco no Tejo, cinema no jardim e tertúlias (consultar o programa aqui) e, em particular, uma exposição preparada pelos alunos e professores do Externato Frei Luís de Sousa, em parceria com o Museu da Cidade …


… que tem “como ponto de partida a obra Cidades Ponto a Ponto do neozelandês Thomas Pavitte. A descoberta de um contexto histórico de uma cidade a partir de um puzzle de pontos permite a construção de um diálogo intercultural, em ano de celebração do Património Cultural Europeu, sem esquecer outras regiões do globo.

E de 18 a 20 de Maio, no Seixal, no âmbito do Maio Património, haverá ateliês, visitas, concertos e filmes (programa consultável nas últimas páginas do Boletim Municipal)

Fontes: sítios do Calendarr Portugal, do ICOM-Portugal (incluindo para a primeira imagem), da Direção-Geral do Património Cultural e da Câmara Municipal de Almada (incluindo para a segunda imagem)

sábado, 5 de maio de 2018

[0135] 6 de Maio: Dia Nacional do Azulejo


Em Março de 2017 a Assembleia da República, sob proposta do Projeto SOS Azulejo, aprovou diversas medidas de protecção e valorização do património azulejar, entre elas a celebração do Dia Nacional do Azulejo, em 6 de Maio.

Uma parte das comemorações deste ano foi antecipada para ontem, dia 4, tendo decorrido no âmbito da Ação Escola SOS Azulejo, onde terão estado envolvidos perto de 12.000 participantes, de norte a sul do país, desde o pré-primário até à Universidade Sénior:


Fonte (informação e imagem): sítio do Projeto SOS Azulejo

terça-feira, 1 de maio de 2018

[0134] O XXV Festival Interescolas de Teatro de Almada


Organizado conjuntamente pela Associação Cultural «O Mundo do Espectáculo» e pela Câmara Municipal de Almada, a XXVª edição deste Festival vais ser realizada entre 2 e 6 de Maio no Auditório Fernando Lopes Graça do Fórum Municipal Romeu Correia.


As sessões dos dias 2 e 3 (em ambos os casos às 10h00):


E as sessões dos dias 4 (às 10h00 e às 21h30), 5 (às 21h30) e 6 (às 15h30):


Fonte: sítio da Câmara Municipal de Almada

sábado, 28 de abril de 2018

[0133] 1 de Maio: Dia do Trabalhador


Esta data remonta ao dia 1 de Maio de 1886, nos Estados Unidos da América. Mais de 500 mil trabalhadores manifestaram-se pacificamente nas ruas de Chicago, exigindo a redução da jornada de trabalho para oito horas. A polícia tentou dispersar a manifestação, ferindo e matando dezenas de operários.
No 5 de Maio os operários regressaram às ruas, tendo a polícia provocado mais feridos e prendido manifestantes. A opinião pública repudiou a acção da polícia e do governo, assim como das entidades patronais.

Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio como o Dia Internacional dos Trabalhadores.

Em 1890, os trabalhadores americanos viram a sua reivindicação ser aceite: a jornada de trabalho foi reduzida para oito horas.

Em Portugal, o 1º de Maio começou a ser festejado a partir de maio de 1974, após a Revolução do 25 de Abril.
Primeira página do Diário de Lisboa de 2 de Maio de 1974:


Fontes: sítios da Calendarr Portugal (para o texto) e da Casa Comum (para a imagem)


quarta-feira, 25 de abril de 2018

[0132] Breve historial da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto


Segundo o sítio da «Fernão», as origens desta escola remontam a 1965, quando foi criada a Secção de Almada do Liceu D. João de Castro, cujas instalações se situavam na Praça S. João Baptista. Esta escola seria mais tarde transformada no Liceu Nacional de Almada, autonomizado a partir do ano lectivo de 1972-73. Por ser Liceu, constituiu durante muito tempo a única escola do concelho a disponibilizar o curso complementar que dava acesso directo às Universidades.

Ainda com a designação de Liceu Nacional de Almada, deixou os pavilhões provisórios em que estivera e mudou-se, em Outubro de 1975, para as actuais instalações, situadas no Pragal. No ano lectivo de 1978-79 passou a designar-se por Escola Secundária de Almada. E em 1987-88 pelo nome que hoje tem, Escola Secundária Fernão Mendes Pinto.

Aguarela da professora Conceição Arco

Entre as opções proporcionadas por esta escola encontra-se o estudo da língua alemã, razão pela qual ela estabeleceu uma parceria com o Max-Planck-Gymnasium, uma escola secundária na cidade alemã de Dortmund, que proporciona o estudo da língua portuguesa.

Escreveu o patrono da Escola, Fernão Mendes Pinto (1509 - 1583): “E nisto vieram a parar meus serviços de vinte e um anos, nos quais fui treze vezes cativo e dezasseis vendido, por causa dos desaventurados sucessos que atrás, no discurso desta minha tão longa peregrinação, largamente deixo contados …” («A Peregrinação»)

Fontes: sítio da ES Fernão Mendes Pinto; Wikipédia


segunda-feira, 23 de abril de 2018

[0131] Consulta pública sobre os Currículos dos Ensinos Básico e Secundário


As propostas do Ministério da Educação para o Currículo dos Ensinos Básico e Secundário está, neste momento, sob consulta pública.


Na página «Documentos» (em «Documentos sobre Portugal») é possível aceder ao respectivo documento de síntese, bem como ao parecer do principal sindicato de professores, a FENPROF, sobre o Projecto de Autonomia e Flexibilidade Curricular (actualmente em regime experimental) que integra aquelas propostas.

domingo, 15 de abril de 2018

[0130] O Moinho de Maré da Mourisca



Terá funcionado entre 1601 e 1967.
Fazia parte de uma economia onde se salientavam o Arroz, as Ostras e o Sal.


Foi reconstruído em 1995 pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
As 8 moendas originais foram reduzidas a 6, servidas por 4 rodízios (dois destes alimentam duas moendas, cada um).


Tem associado um porto pafafítico e um observatório de aves aquáticas.


As aves aquáticas aqui observáveis são sobretudo invernantes:




Na página «Documentos» (na pasta «NossaBanda») estão acessíveis dois documentos sobre este Moinho e outro sobre a Reserva Natural do Estuário do Sado.

Fotografias (parcialmente reproduzidas): Eva Maria Blum

Ilustrações: Marcos Oliveira (folheto do ICNF, sem data)

quarta-feira, 11 de abril de 2018

[0129] Reabriu o Jardim Botânico da Universidade de Lisboa


Situado na Rua da Escola Politécnica, este jardim foi, até há poucos dias, alvo de diversos melhoramentos. É apresentado deste modo no sítio da Universidade de Lisboa:

O Jardim Botânico de Lisboa é um jardim científico que foi projetado em meados do século XIX para complemento moderno e útil do ensino e investigação da botânica na Escola Politécnica.

O local escolhido, no Monte Olivete, tinha já mais de dois séculos de tradição no estudo da Botânica, iniciado com o colégio jesuíta da Cotovia, aqui sedeado entre 1609 e 1759.
Para a sua instalação foi elaborado um projeto de regulamento em 1843. No entanto, é só a partir de 1873, por iniciativa do Conde de Ficalho e de Andrade Corvo, professores na Escola Politécnica, que se inicia a plantação.
A enorme diversidade de plantas recolhidas pelos seus primeiros jardineiros, o alemão E. Goeze e o francês J. Daveau, provenientes dos quatro cantos do mundo em que havia territórios sob soberania portuguesa, patenteava a importância da potência colonial que Portugal então representava, mas que na Europa não passava de uma nação pequena e marginal. Edmund Goeze, o primeiro jardineiro-chefe, delineou a ”Classe” e Jules Daveau foi o responsável pelo ”Arboreto”.
A elevada qualidade do projeto, bem ajustado ao sítio e ao ameno clima de Lisboa, cedo foi comprovada. Mal acabadas de plantar, segundo o caprichoso desenho das veredas, canteiros e socalcos, interligados por lagos e cascatas, as jovens plantas rapidamente prosperavam, ocupando todo o espaço e deixando logo adivinhar como, com o tempo, a cidade viria a ganhar o seu mais aprazível espaço verde e o de maior interesse cénico e botânico. Em pleno coração de Lisboa e em forte contraste com o seu bulício, as cores e as sombras, os cheiros e os sons do Jardim da Politécnica dão recolhimento e deleite. E, tratando-se de um jardim botânico, outras funções desempenha o Jardim, que não apenas as de lazer e recreio passivo.

Em 1878 foi publicado o primeiro catálogo de sementes do Jardim. Após 1892, deve-se a Henri Cayeux o embelezamento do Jardim mediante a introdução e criação de plantas ornamentais.

A maior intervenção na área do Jardim ocorreu no final dos anos 30 e princípios dos anos 40 do séc. XX, por influência do então director Ruy Telles Palhinha: a primitiva ordenação sistemática do plano superior do Jardim foi substituída pelo agrupamento das espécies em conjuntos ecológicos.

As coleções sistemáticas servem vários ramos da investigação botânica, demonstram junto do público e das escolas a grande diversidade de formas vegetais e múltiplos processos ecológicos, ao mesmo tempo que representam um meio importante e efetivo na conservação de plantas ameaçadas de extinção.
Algumas coleções merecem menção especial. A notável diversidade de palmeiras, vindas de todos os continentes, confere inesperado cunho tropical a diversas localizações do Jardim. As cicadáceas são um dos ex-libris do Jardim. Autênticos fósseis vivos, representam floras antigas, que na maioria se extinguiram. Hoje, são todas de grande raridade, havendo certas espécies que só em jardins botânicos se conservam. O Jardim é particularmente rico em espécies tropicais originárias da Nova Zelândia, Austrália, China, Japão e América do Sul, o que atesta a amenidade do clima de Lisboa e as peculariedades dos microclimas criados neste Jardim.
Na esteira do que acontece na generalidade dos jardins botânicos, também este Jardim, em estreita colaboração com os restantes departamentos do Museu desenvolve, em permanência, activos programas de educação ambiental, para os diferentes níveis etários da população estudantil e oferece visitas temáticas guiadas.

A 4 de Novembro de 2010 o Jardim Botânico foi classificado como monumento nacional.

Exemplar de Cicadófita

O grupo das Cicadófitas, representado pelas famílias Cycadaceae e Zamiaceae, é assim descrito no jardim:

As cicadófitas representam o grupo mais primitivo de gimospérmicas. Actualmente são consideradas relíquias de uma flora passada, vulneráveis ou em perigo de extinção, com distribuição confinada a algumas áreas restritas das regiões tropicais e subtropicais. Conhecem-se vestígios fósseis desde o início do Pérmico, há cerca de 290 Ma e atingiram o apogeu na Era Mesozóica, durante o período Jurássico (200-150 Ma), servindo de base de alimentação aos dinossáurios não avianos. Considera-se que possam estar aparentadas com o grupo já extinto dos «fetos com semente». Autênticos fósseis vivos, a maioria das espécies extinguiu-se. As actuais são todas de grande raridade, e algumas espécies só existem em jardins botânicos.
Aparentemente, são um grupo monofilético de plantas lenhosas, geralmente de troncos simples e curtos, encimados por uma coroa de grandes folhas pinadas. São plantas dióicas (sexos separados em indivíduos diferentes) e as estruturas reprodutoras têm a forma de cone, excepto as plantas femininas do género Cycas que apresentam folhas especiais modificadas (macrosporófilos). Nas raízes encontram-se nódulos de cianobactérias do género Nostoc, fixadoras de azoto atmosférico.
Algumas espécies são cultivadas pelo seu valor ornamental e outras são utilizadas na alimentação humana já que a sua medula é fonte de hidratos de carbono (Dion edule Lindl)

Fonte do texto: sítio do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa
Fotografia: Pedro Esteves

sábado, 7 de abril de 2018

[0128] 7 de Abril: Dia Mundial da Saúde


A Organização Mundial da Saúde (OMS) foi fundada em 7 de Abril de 1948, criando com ela o Dia Mundial da Saúde, que só começou a ser comemorado em 7 de Abril de 1950.

O conceito central da OMS é: a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.
Como tema para este ano a OMS escolheu a Saúde para todos, o que resume o seu objectivo ao longo dos 70 anos de existência.

Selos relacionados com esta comemoração que as Nações Unidas começam hoje a emitir:


Fontes: sítios da Organização Mundial da Saúde e da Calendarr Portugal