domingo, 12 de maio de 2019

[0189] A Rede Nacional de Áreas Protegidas

Agora que o tempo começa a ficar favorável para os passeios a pé pela Natureza, eis um mapa com a localização das áreas protegidas situadas no território continental do nosso país:




O Instituto para a Conservação da Natureza e das Florestas proporciona informações sobre cada uma destas áreas. Para as conhecer, basta clicar abaixo no respectivo nome:







Fonte: sítio do Instituto para a Conservação da Natureza e da Floresta

segunda-feira, 6 de maio de 2019

[0188] A Rede de Museus do Algarve


Criada em 2007, trata-se de uma estrutura informal, composta por museus integrados na Rede Portuguesa de Museus, outros museus municipais, entidades museológicas do Estado Português e privadas. E também inclui projectos museológicos em constituição que pretendem acompanhar, participar e cooperar nas suas actividades.
Antes de ter sido constituida foram consultadas as diversas instituições representativas da região, que afirmaram o seu interesse no desenvolvimento de uma rede museológica que promova o património cultural do Algarve e potencie o turismo cultural.

Os seus membros adoptaram uma Carta de Princípios cujas orientações são: liberdade de adesão, cooperação em rede, serviço público e ética profissional, informação e comunicação, formação, inovação e programação museológica. E visam o desenvolvimento de projectos de cooperação entre os museus e a promoção de acções das quais resultem maior eficácia e economia de meios, através da partilha equilibrada e objectivada dos recursos disponíveis.



Lista dos membros:
Câmara Municipal de Aljezur; Câmara Municipal de Castro Marim; Câmara Municipal de Lagoa; Câmara Municipal de Vila do Bispo; Centro de Ciência Viva do Algarve; Centro de Ciência Viva de Tavira; Direção Regional de Cultura do Algarve; Museu da Cidade de Olhão; Museu Marítimo Almirante Ramalho Ortigão; Museu Municipal de Alcoutim; Museu Municipal de Arqueologia de Albufeira; Museu Municipal de Arqueologia de Silves; Museu Municipal de Faro; Museu Municipal Dr. José Formosinho; Museu Municipal de Loulé; Museu Municipal de Tavira; Museu Municipal de Vila Real de Santo António; Museu de Portimão; Museu do Trajo de São Brás de Alportel; Parque Natural da Ria Formosa.




A coordenação desta rede é feita por um grupo eleito anualmente, sendo nele incluídos rotativamente os diversos museus. E a sua acção é apoiada por grupos de trabalho, cujos temas são, actualmente, a Arqueologia, a Conservação e Restauro, a Educação e o Património Cultural Imaterial.

Foi este ano lançado por esta rede o …




… de que a versão em «pdf» pode ser acedida aqui.

Fonte: sítio da Rede de Museus do Algarve

sábado, 27 de abril de 2019

[0187] Inaugurado o Parque Urbano do Seixal

Com 5,3 hectares, este parque está localizado à entrada da Vila do Seixal, no Alto de Dona Ana, encontrando-se rodeado a Sul e a Oeste pelas edificações remanescentes da corticeira Mundet:


Tendo no seu ponto mais alto uma altitude de 28 metros acima do nível do mar, permite uma visualização privilegiada sobre a Baía do Seixal e sobre Lisboa:


A Câmara Municipal do Seixal abriu-o oficialmente ao público no passado dia 25 de Abril.

Fonte: sítio da Câmara Municipal do Seixal
Fotografias: Eva Maria Blum

sábado, 20 de abril de 2019

[0186] A afirmação da Natureza: plantas do cabo Espichel

O Parque Natural da Arrábida abrange partes dos concelhos de Palmela, de Sesimbra e de Setúbal, inclui alguns monumentos notáveis e tem, no mar que o bordeja a Sul, um irmão, o Parque Marinho Professor Luís Saldanha:


O extremo Oeste do Parque Natural da Arrábida, onde também se situam o Santuário e o Farol do Cabo Espichel, é particularmente agreste. A sua vegetação é rasteira e, frequentemente, espinhosa:

Vista para Norte (fotografia de Eva Maria Blum)

Mas, tratando-se de uma vegetação espontânea, não afectada pela selecção e pelo tratamento químico aplicados na agricultura e nos jardins, a sua exuberância é enorme. Nesta altura do ano ela é especialmente visível através das flores:

Fotografias de Eva Maria Blum
(numa delas pode observar-se um insecto em acção)

sábado, 13 de abril de 2019

[0185] Ludoteca da Escola Básica de Vale de Milhaços: talvez a que funciona há mais tempo, ininterruptamente, numa escola da Nossa Banda


As origens desta ludoteca remontam ao início da década de 1990. O Núcleo de Almada e Seixal da Associação de Professores de Matemática juntou professores de diversas escolas no projeto Matlab, visando o desenvolvimento de actividades extracurriculares ligadas à Matemática, tendo daí resultado a constituição de Clubes e de Ludotecas em várias escolas, anualmente, a realização e do Inter-Escolas de Jogos de Reflexão.

Neste âmbito, em 1991-92, a professora Lídia Matias criou um Clube de Matemática na Escola Básica 2+3 de Vale de Milhaços, que acolhia semanalmente dois grupos de dez alunos, cada um durante 50 minutos. O interesse demonstrado pelo elevado número de inscrições levou à criação de um espaço acessível a toda a comunidade escolar, a Ludoteca, aberto dentro do horário de funcionamento da escola, onde também tem funcionado o Ludomat, um clube de desenvolvimento de atividades lúdico matemáticas e de apoio à Ludoteca na vertente de passatempos em suporte papel.
Com 75 m2 e quinze mesas, este espaço pode ser frequentado, simultaneamente, por 60 alunos:


Esta imagem permite identificar alguns dos jogos que se encontram sobre as mesas (eles podem ser trocados por outros, caso os alunos o solicitem): à esquerda o Pyramis, o Othelo / Reversi e o Abalone; e à direita as Damas, o Xadrez, o Ouri e o Quatro em Linha.
Num outro canto desta sala estão também disponíveis quatro computadores com jogos.

Para as escolas do 1º ciclo que fazem parte do Agrupamento de Vale de Milhaços, esta Ludoteca disponibiliza um Baú com jogos lúdico e didáticos, bem como passatempos de papel adequados às idades dos respectivos alunos.

Nos últimos anos o espaço da Ludoteca tem sido partilhado com a Sala de Estudo, que aí acompanha a realização de trabalhos relacionados com as diferentes disciplinas curriculares. A esta limitação associou-se uma outra: tendo deixado de ser acompanhada por uma Funcionária Auxiliar, a Ludoteca e a Sala de Estudo dependem dos tempos de alguns professores que a Direcção da Escola lhe atribui, o que não lhe tem permitido abrir permanentemente entre as 8h15 e as 18h30.

Informações e imagem: Lídia Matias


sábado, 6 de abril de 2019

[0184] 7 de Abril: Dia Nacional dos Moinhos


Esta comemoração tem sido promovida desde 2007 pela Etnoideia, com o apoio da Sociedade Internacional de Molinologia (TIMS).
Tem com único objetivo chamar a atenção para o inestimável valor patrimonial dos moinhos tradicionais, por forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas e amigos dos moinhos.
Este dia poderá também servir para identificar problemas e oportunidades, germinar projectos e ideias, ou mesmo para levar a cabo pequenas beneficiações (limpezas, pinturas, consertos de coberturas, etc.) com a participação de activistas e visitantes que o pretendam, preservando os moinhos e criando dinâmicas em torno deles.

Para apreciar a brochura com a lista dos Moinhos Abertos em 6 e 7 de Abril de 2019: clicar aqui.

Cartaz desta comemoração em 2019

Fonte: sítio da Rede Portuguesa de Moinhos

domingo, 31 de março de 2019

[0183] Ser cidadão, para Augusto Boal


Mal terminada a comemoração do Dia Mundial do Teatro, no passado dia 27 de Março, vale a pena fazer uma pequena incursão pelo modo como Augusto Boal relacionou as Pessoas e o Mundo através do Teatro.
Afirmou ele, num documentário exibido em Almada em 26 de Julho de 2015, que cidadão não é aquele que vive em sociedade, mas sim aquele que transforma a sociedade em que vive:

Cartaz do documentário de Zelito Viana

A sua concepção acerca do teatro corresponde a esta ideia fundamental: os métodos do seu Teatro do Oprimido não surgiram como invenções individuais, antes como consequência de descobertas colectivas surgidas no contexto de experiências concretas. Aqueles a quem se destina o seu Teatro não são apenas espectadores, transformam, colectivamente, as suas percepções sobre a vida, expressando-as através do Teatro
A sua Árvore do Teatro do Oprimido tem como raízes a Ética da Solidariedade, as quais alimentam as mais variadas manifestações do conhecimento humano:


Fontes: documentário de Viana (2010); sítio da Secretaria da Educação do Paraná (Brasil), incluindo para a segunda imagem

sábado, 23 de março de 2019

[0182] 2019: Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos


As Nações Unidas e a UNESCO tomaram a decisão de comemorar os 150 anos da criação, por Dmitry Mendeleev, de um dos mais importantes instrumentos na história da ciência.

Mendeleev começou por criar uma ficha de papel para cada um dos 63 elementos químicos então conhecidos. Depois alinhou as fichas, por ordem crescente de massa atómica e por coluna dos elementos com propriedades semelhantes, reparando existir entre os elementos uma rede de relações verticais, horizontais e diagonais.
Existiam lugares vazios nesta disposição das fichas, o que levou Mendeleev a admitir que eles correspondiam a elementos ainda não descobertos, cujas propriedades físico-químicas podiam ser previstas a partir da lógica do sistema que tinha criado. E, de facto, acertou nas propriedades de sete desses elementos ainda desconhecidos. Estava-se em 1869.

Quase meio século depois, em 1913, Henry Moseley, ao analisar os espectros de raios-x dos 83 elementos já conhecidos, encontrou uma relação matemática entre o comprimento de onda e o número atómico de cada elemento, provando que o número atómico era a informação mais importante para prever o seu comportamento. Ao dispor os elementos químicos por ordem crescente do seu número atómico, Moseley criou a tabela periódica tal como ainda hoje é usada:



As comemorações são também momentos em que se pode e deve pensar nos aspectos menos simpáticos do uso aquilo que se comemora. A European Chemical Society criou uma variante da tabela periódica em que se destaca a abundância / escassez de cada elemento químico, a sua utilização ou não no fabrico de smartphones e os conflitos políticos / militares em que a respectiva extracção está ou não envolvida:


Fontes: sítios da Ciência Viva (texto e 2ª imagem) e da Tabela Periódica.org (1ª imagem)


quarta-feira, 20 de março de 2019

[0181] Primavera: a Árvore e a Floresta


Anualmente, no dia 21 de Março, a Árvore e a Floresta são mundialmente celebradas.
A origem recente desta ideia deve-se à iniciativa do jornalista e político norte-americano Julius Sterling Morton, que, para incentivar a plantação de árvores no estado de Nebraska, promoveu o Arbor Day em 10 de Abril de 1872.
Em Portugal a 1ª Festa da Árvore foi comemorada em 9 de Março de 1913 e o 1º Dia Mundial da Floresta em 21 de Março de 1972.

Os actuais argumentos para que estas celebrações se realizem recorrem a informações vindas da ciência e, por vezes, da economia. Através delas somos recordados de que 30 % da superfície terrestre está coberta por florestas, de que mil árvores adultas absorvem cerca de seis mil quilogramas de dióxido de carbono e de que é através da fotossíntese que as árvores absorvem esse dióxido de carbono e produzem e libertam oxigénio para a atmosfera.

Estas celebrações têm, no entanto, origens muito mais antigas, sempre associadas ao momento particular em que o ciclo da Natureza se encontra nesta época do ano: o início da Primavera.
Sandro Botticelli (1445 - 1510), por exemplo, celebrou deste magnífico e abrangente modo o extraordinário momento em que, uma vez mais, estamos a entrar:

Primavera, de Sandro Boticelli (pintado por volta de 1478; quadro patente na Galeria Uffizi, em Florença; dimensões, 203 x 315 cm)

Segundo Susie Hodge, Botticelli representou através desta pintura textos dos romanos Ovídio e Séneca, que viveram um milénio e meio antes dele.

Fontes: sítios da Calendarr Portugal e da Wikipédia; Hodge (2017; pp. 60-63)

sábado, 9 de março de 2019

[0180] Uma visão artística do património do concelho de Sesimbra


Da autoria de Albino Moura, o mural Sesimbra foi inaugurado em 25 de Julho de 2016, no Largo de Bombaldes, junto à entrada do Mercado do Peixe da vila de que recebeu o nome. Tem 6 metros de comprimento e 2 metros de altura e é composto por azulejos:


Neste mural podem ser identificados elementos do património associado ao concelho de Sesimbra: o património natural (as falésias, o mar, o peixe, as aves); o património mitológico (o Senhor Jesus das Chagas, padroeiro dos pescadores de Sesimbra); o património edificado (as igrejas da vila, o Santuário e o Farol do Cabo Espichel, a Ermida da Memória, a Fortaleza de Santiago e o Castelo de Sesimbra); e o património laboral (a pesca e a moagem, em particular a Moagem de Sampaio).

À semelhança do que faria dois anos mais tarde no mural Cidade do Seixal (ver mensagem «0176»), Albino Moura coloca no centro deste novo mural um pescador, abraçado ao seu barco de pesca (tradicionalmente a Muleta, no Seixal, e a Aiola, em Sesimbra):

Pormenores centrais
de «Cidade do Seixal» (2018) e de «Sesimbra» (2016)

Não deixa de ser curiosa a convergência entre estas duas representações e a feita no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, do Infante D. Henrique, com a sua Caravela pronta a navegar:


Imagens: Infocul.pt (Sesimbra); Eva Maria Blum (Seixal); Wikipédia (Padrão dos Descobrimentos)

sábado, 23 de fevereiro de 2019

[0179] No próximo dia 27: uma sessão para jogar, depois de pensar …


Abel Manta (1888 – 1982): Jogo de Damas
(1927, óleo sobre tela, 106 x 116 cm; colecção Museu do Chiado)

Organizada pelo Grupo Estrela Azul terá lugar na Associação Almada Mundo, na próxima 4ª feira, dia 28 de Fevereiro, a partir das 15h00, uma sessão sobre Jogos de Reflexão. A participação é livre.

Haverá 13 jogos à disposição, a maioria para 2 jogadores (alguns podem ser disputados por 3 ou 4). E o objectivo é jogá-los pensando um pouco, num ou noutro caso, nas estratégias envolvidas …
Lista dos 13 jogos:


Informação: a Associação Almada Mundo está situada na Praça Capitães de Abril nº 2 A e B, Cova da Piedade.



domingo, 17 de fevereiro de 2019

[0178] O Museu Industrial da Baía do Tejo, no Barreiro


A Companhia União Fabril (CUF) teve origem em Lisboa, em 1865, tendo as suas instalações fabris sido transferidas para o Barreiro no início do século XX.
De modo a transportar os Adubos aí fabricados, iniciou-se, em paralelo, a produção de sacos de Juta (uma planta de origem asiática) e, em 1935, uma Central Diesel para lhe fornecer a energia necessária.

Após o desmantelamento do enorme complexo industrial da CUF, a recuperação do edifício da Central Diesel teve início em 1999, sendo oficialmente inaugurado como museu no final de 2004.

1974: o complexo industrial
(vista aérea, de Poente para Nascente; fotografia exposta no museu, fotografada por Pedro Esteves)

Hoje: o parque empresarial
(vista de Sul para Norte; fotografia retirada de www.baiadotejo.pt

Fonte: Baía do Tejo (folheto, sem data)

sábado, 9 de fevereiro de 2019

[0177] Sob a toponímia, o passado: algumas ruas de Corroios, do Laranjeiro e do Feijó

A actual malha urbana das freguesias de Corroios, do Laranjeiro e do Feijó foi grandemente construída nas últimas seis décadas, transformando os campos, as quintas e os dispersos núcleos urbanos que nelas existiam.
Os nomes que foram dados a muitas das novas ruas reflectiram o que tinha acabado de ser substituído, ou que já começara a ser substituído há mais tempo, e cuja memória deixou saudades.

Agora que a Natureza está a começar a reagir ao que pode ter sido o curto Inverno de 2018-19, os nomes de algumas dessas ruas sugerem-nos como outrora a reacção da Natureza ao Inverno seria expressa de um modo muito mais intenso.
A Estrada dos Álamos, que começa por trás da bomba de gasolina do Laranjeiro, passa pela Quinta de Santo Amaro (de que é hoje utilizada a «Casa Amarela») e se transforma em Rua do Trevo ao entrar na freguesia de Corroios, é um bom exemplo desse contraste entre o que foi ontem e o que é hoje o anúncio da Primavera pela Natureza:







Mas há outros nomes que lembram as profundas mudanças introduzidas pela malha urbana na livre expressão da Natureza.

Na freguesia de Corroios existe uma Rua das Flores, que desce de Miratejo até à Quinta do Rouxinol (onde está situado o Moinho de Maré) e que tem, a Nascente, a Rua das Palmeiras.
Imediatamente a Poente da Rua das Flores situam-se: a Rua das Manjeronas; a Rua do Alecrim; a Rua das Camélias; a Rua das Orquídeas, que forma uma inabitual curva fechada, no interior da qual se situam a Rua dos Malmequeres e a Praceta dos Malmequeres; a Praceta das Orquídeas; a Rua do Girassol, a Rua dos Cactos; a Rua da Madressilva e a Praceta da Madressilva; a Praceta das Flores; e a Rua das Oliveiras.
E para Poente da Auto-estrada existem ainda: uma outra Rua do Alecrim, a Rua das Azinheiras, a Rua das Olaias, a Rua dos Sobreiros (uma árvore que deixou muitos exemplares até aos dias de hoje), a Rua das Palmeiras, a Rua das Amoreiras, a Rua das Acácias, a Rua das Tílias, a Rua dos Eucaliptos, a Rua dos Pinheiros, a Rua da Quinta dos Medronheiros, etc., etc., etc. …

Na freguesia do Laranjeiro, a Rua dos Eucaliptos lembra uma Quinta dos Eucaliptos que já não existe; ela e uma outra Rua das Flores ladeiam, respectivamente a Norte e a Nascente, o Parque Luís de Sá. um pouco mais a Norte, perto dos muros do Alfeite, existe uma Rua das Laranjeiras e uma Travessa das Laranjeiras.

Na freguesia do Feijó, quem parte do Complexo Municipal dos Desportos e sobe para o Laranjeiro fá-lo pela Rua dos Castanheiros, onde os jardineiros da Câmara Municipal de Almada plantaram, para nos amenizar as saudades, Castanheiros-da-Índia (à esquerda) e Ameixoeiras-de-jardim (à direita).
Mais perto da fronteira com a freguesia de Corroios encontra-se uma Rua da Quinta das Amoreiras (outra árvore que parece ter sido frequente nesta região, dados os exemplares que ainda hoje subsistem).

Fonte: sítio da Google Maps

Fotografias: Pedro Esteves

sábado, 2 de fevereiro de 2019

[0176] Uma visão artística do património do Seixal


Situado na marginal que acompanha o Rio Judeu na direcção do Seixal (a Avenida da República), e logo a seguir ao desvio para a Avenida José Afonso, foi inaugurado em 2018 um mural de azulejos de Albino Moura intitulado Cidade do Seixal.

Neste mural podem ser encontrados elementos do património natural, edificado e laboral associados a este concelho: os seixos fluviais que, supõem-se, terão estado na origem do seu nome; os flamingos e outras aves que são hoje visíveis no esteiro e em terra; a primeira riqueza trabalhada nesta região, a piscícola e a agrícola; as grandes ferramentas que exploraram essa riqueza, como os moinhos (de vento, de maré), as embarcações (em particular a Muleta), as redes e, mais tarde, as fábricas (nomeadamente as que transformaram a cortiça); e os edifícios em que tradicionalmente se viveu e também aqueles com que as instituições, antigas e modernas, se afirmaram:

(composição de 3 fotografias, recortadas, de Eva Maria Blum)

domingo, 27 de janeiro de 2019

[0175] «Rio Grande»: uma ponte entre duas exposições actualmente patentes em Almada


Datado de 1996, este CD inclui dez composições com música de João Gil e letra de João Monge, contando com as vozes e os instrumentos de João Gil, Jorge Palma, Rui Veloso, Tim e Vitorino.

Tim, membro dos «Xutos e Pontapés», veio de Almada, sendo um dos músicos referidos na exposição NA MARGEM: uma história do rock (ver mensagem «0172»).
E «Rio Grande» ficciona uma história de vida que se ajusta a muitos dos operários que trabalharam na «Lisnave», tema de uma outra exposição, Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada (ver mensagem «0165»).



As dez composições: A Fisga; O Caçador da Adiça; Fui às Sortes e Safei-me; O Dia do Nó; O Sobrescrito; Lisnave; Dia de Passeio; Postal dos Correios; Senta-te Aí; Ponte do Guadiana.

E a composição que faz a ponte entre as duas exposições:

LISNAVE

Há homens de toda a sorte
Com sonhos e desenganos
Homens do Sul e do Norte
E também há Africanos

Cada qual seus apetrechos
Todos de azul são fardados
Aprendem os novos eixos
Outra raça de soldados

Quando toca a campainha
Está na hora do avio
Comi caril de galinha
Dei o caldo de safio

Os barcos de todo o mundo
Chegam doentes, idosos
Depois de uma volta a fundo
Partem muito mais vistosos

Os nossos representantes
Dizem com muito calor
Se não somos almirantes
Temos o nosso valor

Eu que nunca vi o mar
Nunca lhe senti a frio
Ando agora a remendar
A barriga de um navio

João Monge, professor de Almada, colaborou, antes de participar neste CD, com os «Trovante» e com a «Ala dos Namorados».

Fonte: CD «Rio Grande» (1996)

sábado, 19 de janeiro de 2019

[0174] A educação: num mundo que sai de um paradigma e não sabe em qual entrará


Entrevistado por João Céu e Silva, o filósofo José Gil fez os seguintes dois comentários relacionados sobre a educação:

Fotografia (inserida na entrevista) de Reinaldo Rodrigues / Global Imagens

João Céu da Silva:
O passado mostrado pela arte e pela cultura tem vindo a ser suplantado pela preocupação com a situação financeira e económica. Os pilares da educação mudaram?
José Gil:
Não é só a questão económica, o que se passa é, repito, uma erosão de tudo o que é a tradição. O passado está a ser engavetado, digitalizado e virtualizado, e cada vez menos lhe atribuímos uma realidade com peso. O passado é cada vez mais uma imagem que se transforma numa coleção de imagens enquanto objetos de consumo, apesar de não informarem nem sedimentarem a nossa pessoa e cada vez menos os comportamentos sociais. Um aluno sabe cada vez menos sobre o passado, nem lhe interessa saber, e isso é terrível, pois há uma erosão que vem da transformação do valor da realidade do passado e da transmissão pela tecnologia que traduz tudo em imagem. Tudo isso é metabolizado e instrumentalizado pelo capitalismo, que só conta cada vez mais com o que gera uma mais-valia.

João Céu da Silva:
Como é que se confronta pessoalmente com esta mudança de paradigmas?
José Gil:
Não acho que haja mudança de paradigma, porque tal não existe para o nosso presente. Estamos a mudar de paradigma sem que tenhamos aquele para o qual queremos mudar. Isto em tudo, como é o caso da educação para a cidadania. Havia antes uma educação para a transmissão e acumulação na área das humanidades, agora é o da cidadania. O que é que os professores vão ensinar? E como vão formar turmas tumultuosas. Isto é uma coisa ridícula, porque quando não se dão meios nem se preparam os professores para a cidadania não há formação possível: ou seja, não há paradigma, tanto mais que a questão da cidadania leva a ponderar questões totais na sociedade.

Fonte: Gil, entrevistado por Silva (2019)



sábado, 12 de janeiro de 2019

[0173] Vídeos sobre o património natural e cultural da Nossa Banda


Sugestão para as frias noites desta época do ano:

Sobre o património natural da Serra da Arrábida:

Arrábida a Património Mundial (2010; patrocinado pela Associação dos Municípios da Região de Setúbal; com cerca de 15 minutos): www.youtube.com/watch?v=nnCcfWQiRy0

Arrábida, da Serra ao Mar (2013; de Luís Quinta e Ricardo Guerreiro; com cerca de 45 minutos): www.youtube.com/watch?v=qKyYvT8TU4A

Sobre o património cultural da Serra da Arrábida:

Al-Rábita: a serra e o homem (2014; de Luís Quinta e Ricardo Guerreiro; com cerca de 45 minutos): www.youtube.com/watch?v=uKuHWjmAVGA


Sobre o património natural da costa marítima e fluvial de Almada:

Almada, banhada por um Mar de Histórias (2011; de Pedro de Carvalho; com cerca de 45 minutos): www.youtube.com/watch?v=qHSI7FJoVus

Almada, entre o Rio e o Mar (2014; de Luís Quinta; com cerca de 45 minutos): www.youtube.com/watch?v=GCQnBwxATR0

Fonte da imagem: blogue do Departamento de CSH