sábado, 1 de dezembro de 2018

[0168] A World Digital Library / Biblioteca Digital Mundial


A ideia surgiu em 2005, quando James H. Billington propôs que a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América, de que era Bibliotecário, criasse uma Biblioteca Digital Mundial para a UNESCO.
A concretização aconteceu em 2009, através da disponibilização gratuita, com apoio multilingue, de conteúdos sobre cada estado-membro da UNESCO: livros, mapas, fotografias, filmes, …

São objectivos principais desta Biblioteca:
·       Promover a compreensão internacional e intercultural;
·       Expandir o volume e a variedade de conteúdo cultural na Internet;
·       Fornecer recursos para educadores, académicos e o público em geral;
·       Desenvolver as instituições parceiras, a fim de reduzir a lacuna digital dentro dos e entre os países.

Um dos documentos acessível nesta Biblioteca, fornecido pela Biblioteca Nacional do Brasil, é o «Mappa Humorístico da Europa», desenhado em 1914, altura em que a Iª Guerra Mundial se estava a iniciar (as comemorações dos 100 anos do seu término ocorreram recentemente):


Tal como está descrito nesta Biblioteca Digital, este mapa criado “pelo famoso ilustrador e pintor modernista português António Soares (1894 - 1978)” e “pode ser visto como uma reprovação às potências da Europa, que na época contribuíram para que o continente europeu caísse numa grande conflagração que resultou na Primeira Guerra Mundial. Cada uma das 21 nações é representada como um animal, com os nomes dos países apresentados numa legenda no canto superior esquerdo do mapa. As principais potências são retratadas como enormes feras selvagens. A Rússia, um urso polar, agarra e tira sangue da Áustria-Hungria, retratada como um lobo, e o tigre da Alemanha devora o cervo da Bélgica. A Grã-Bretanha, um leopardo, e a França, um leão, ambos tentam lutar contra o tigre. A Sérvia parece ser um rato, que rói a orelha do lobo austro-húngaro. A Turquia Otomana aparece como um crocodilo um tanto desinteressante, enquanto os países menores, muitos deles neutros, são representados por animais menores e mais pacíficos, como o coelho albanês e a tartaruga grega. Mapas retratando países como animais eram produzidos há bastante tempo na Europa, desde os séculos XVI e XVII, quando os Países Baixos eram frequentemente referidos como um leão.

Fonte (texto e imagem): sítio da World Digital Library (em português)

sábado, 24 de novembro de 2018

[0167] Pressões imobiliárias sobre o associativismo na Nossa Banda


O Centro de Cultura Libertária (CCL), com sede em Cacilhas, explicou recentemente no seu blogue as dificuldades por que tem crescentemente passado como consequência das pressões dos interesses imobiliários.


E resume assim a sua história de 44 anos:

O CCL é um ateneu cultural anarquista fundado em 1974 por velhos militantes libertários que resistiram à ditadura, ocupando desde então o espaço arrendado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. O Centro possui uma biblioteca e um arquivo únicos em Portugal, com documentos produzidos ao longo dos últimos cem anos, assim como uma distribuidora de cultura libertária. Tem sido um espaço fundamental para o anarquismo em Portugal acolhendo sucessivas gerações de libertários. Durante a sua existência, o Centro acolheu inúmeras actividades, tais como debates, encontros, círculos de leitura, sessões de vídeo, oficinas, jantares ou diversas oficinas de aprendizagem, e serviu de casa a muitos grupos e colectivos libertários. Diferentes publicações aqui se editaram, como a Voz Anarquista nos anos 70, a Antítese nos anos 80, o Boletim de Informações Anarquista nos anos 90 e a revista Húmus na primeira década deste século.
Enquanto associação anarquista, o funcionamento do CCL é horizontal e tem por base a assembleia de sócios, onde são tomadas as decisões e distribuídas as tarefas inerentes à vida da associação. A participação no CCL é sempre feita de forma voluntária, não-remunerada e sem fins lucrativos. As únicas fontes de financiamento são as quotas dos associados, as receitas da livraria e dos jantares e os donativos solidários.”

Fonte: blogue do Centro de Cultura Libertária (texto e imagem)


sábado, 17 de novembro de 2018

[0166] Uma rua, uma história: Francisco Ferrer e a Escola Moderna

Na Cova da Piedade existe uma discreta rua com o nome de Francisco Ferrer:


Para quem vem de Cacilhas, passando junto aos antigos estaleiros da Lisnave, chega-se ao jardim da Cova da Piedade e a Rua Francisco Ferrer começa aí:


Francisco Ferrer (1859-1909) era catalão (Francesc Ferrer i Guàrdia), e foi um pensador anarquista e um pedagogo libertário, tendo sido um dos fundadores da Escola Moderna (1901):


O movimento reformador gerado por esta iniciativa levou à criação, em 1906, da Liga Internacional para a Instrução Racional da Infância, baseada nos seguintes princípios:

1.    A educação da infância deve fundamentar-se sobre uma base científica e racional; em consequência, é preciso separar dela toda noção mística ou sobrenatural;
2.    A instrução é parte desta educação. A instrução deve compreender também, junto à formação da inteligência, o desenvolvimento do carácter, a cultura da vontade, a preparação de um ser moral e físico bem equilibrado, cujas faculdades estejam associadas e elevadas ao seu máximo potencial;
3.    A educação moral, muito menos teoria do que prática, deve resultar principalmente do exemplo e apoiar-se sobre a grande lei natural da solidariedade;
4.    É necessário, sobretudo no ensino da primeira infância, que os programas e os métodos estejam adaptados o mais possível à psicologia da criança, o que quase não acontece em parte alguma, nem no ensino público nem no privado.

Fonte (sobre Francisco Ferrer e a Liga Internacional para a Instrução Racional da Infância): Wikipédia
Imagens: fotografia de Eva Maria Blum (a placa); Google Maps; fotografia da Wikipédia (Francisco Ferrer)

sábado, 10 de novembro de 2018

[0165] Em breve, uma nova exposição em Almada


Esperada desde há muito tempo, aí está a exposição sobre a Lisnave:


A inauguração da Lisnave na Margueira ocorreu em 1967, depois das obras de preparação do estaleiro desde 1961.
Na década de 1960 a Lisnave reparou 30 % da frota global, sendo líder mundial neste ramo.
Em 1971 foi inaugurada a doca 13, a maior doca seca do mundo, na altura, com capacidade de docagem para 1 milhão de toneladas.
No seu auge, chegaram a trabalhar na Lisnave mais de dez mil operários.
A partir da década de 1970 a actividade da Lisnave começou a diminuir, a empresa endividou-se e em 2000 o estaleiro encerrou definitivamente.

O Museu Naval de Almada situa-se no Olho de Boi, no extremo da cais do Ginjal, sendo acessível a pé por esta via, ou descendo, a pé ou de carro, a partir de Almada Velha.

Fonte: sítio da Câmara Municipal de Almada; folheto informativo do Centro de Arqueologia de Almada (2012); notícia de Ferreira (2015)

domingo, 4 de novembro de 2018

[0164] Uma campanha da UNESCO pelo Direito à Educação


De 15 de Outubro a 18 de Dezembro de 2018 a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) promove digitalmente a campanha #RightToEducation, um dos direitos incluídos na Declaração Universal dos Direitos do Homem e um dos actuais 17 objectivos do desenvolvimento sustentável:


Fonte: sítio da UNESCO

sábado, 27 de outubro de 2018

[0163] De 2 a 18 de Novembro há muito teatro em Almada!


A 22ª Mostra de Teatro de Almada irá concretizar-se de 2 a 18 de Novembro, por iniciativa dos grupos de teatro que nela participam e da Câmara Municipal de Almada,.

A apresentação desta edição é assim feita no blogue que vem acompanhando a Mostra:
Meses antes do seu início, escolhem-se e decoram-se textos, ensaia-se com o pensamento na intensidade que se deverá dar às palavras, define-se a movimentação em cena, fazem-se desenhos de luz e escolhem-se os melhores sons que hão-de acompanhar as peças, constroem-se cenários, desenham-se figurinos, preparam-se adereços, montam-se espaços cénicos e cria-se, enfim, ILUSÃO.
Chegado o momento, actores e público, numa só respiração, acrescentam sentidos a cada récita e, deste modo, ampliam formas de estar e de ser e contribuem para um mundo diferente, mais pleno e mais rico, no fundo, melhor.
Na vitrine onde a 22ª Mostra de Teatro se expõe ressalta a diversidade: Heiner Müller, Bertolt Brecht, Beckett, Natália Correia, Marina Carr, António Mauriz, Patrick Süskind, Alberto Luengo mas também Paulo Sacaldassy, Fernando Fitas e Blaise Cendrars entre muitos outros fazem antever a riqueza daquilo a que será possível assistir.
Também este ano, se poderá, então, contar com um programa muito diversificado que terá na mira os mais diferentes públicos, e que contemplará ainda, pela riqueza que lhe trazem, os já habituais espaços de formação, de debate e de convívio entre público e artistas.
Aos 22 grupos participantes caberá a confirmação da multiplicidade de escolhas, entre diferentes estéticas e géneros, bem como a responsabilidade de continuar a fazer de Almada, espaço de artes e cultura, a terra onde o teatro se sente definitivamente em casa.


CALENDÁRIO

2 NOVEMBRO | SEXTA | 21H30
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA
ACTOS URBANOS
CRIAÇÃO | M/16 | 70’
DE SARAH ADAMOPOULOS | ENCENAÇÃO: JOANA SABALA

3 NOVEMBRO | SÁBADO | 16H00
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO
TEATRO EXTREMO
DOIS REIS E UM SONO | M/6 | 75’
DE NATÁLIA CORREIA E MANUEL LIMA

3 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H30
TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE – SALA DE ENSAIOS
ARTES E ENGENHOS
A MORTE NOS OLHOS | M/16 | 70’ | ESTREIA
DE ALEXANDRE PIERONI CALADO E JOÃO FERRO MARTINS COM CARLOTA LAGIDO

6 NOVEMBRO | TERÇA-FEIRA |22H00
PÁTIO DO PRIOR DO CRATO
O GRITO
SEMENTEIRA | M/12 | 75’
DE FERNANDO FITAS

7 NOVEMBRO | QUARTA-FEIRA | 21H30
AUDITÓRIO DA COSTA DA CAPARICA
TEATRO DA GANDAIA
O SEGREDO DE QUEM SOMOS | M/10 | 50’
DE CHRISTIANE DE MACEDO

8 NOVEMBRO | QUINTA-FEIRA | 21H30
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO
TEATRO UBU
ILHA DO SUMIÇO | TODOS | 45’
DE FRANCISCO SILVA, RUI SILVARES E ANA NAVE

9 NOVEMBRO | SEXTA-FEIRA | 21H30
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE
ALPHA TEATRO
GODET...GODOT...GODIN...
...OU LÁ COMO ELE SE CHAMA! | M/16| 60’ ESTREIA
A PARTIR DE “À ESPERA DE GODOT” DE SAMUEL BECKET

9 NOVEMBRO | SEXTA-FEIRA | 21H00
10 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H00
11 NOVEMBRO | DOMINGO | 16H00
RECREIOS DESPORTIVOS DA TRAFARIA
NINHO DE VÍBORAS
FAZER UMA FOGUEIRA | M/6 | 180’ (tem intervalo)
DE ALBERTO LUENGO (SEGUNDO JACK LONDON)

10 NOVEMBRO | SÁBADO | 19H00
PONTO DE ENCONTRO – CASA MUNICIPAL DA JUVENTUDE
MARINA NABAIS DANÇA, ASSOCIAÇÃO CULTURAL
NO | M/5 | 50’
CRIAÇÃO COLETIVA

10 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H00
SALÃO DE FESTAS DA INCRÍVEL ALMADENSE
CÉNICO DA INCRÍVEL ALMADENSE
UM MINUTO ANTES DE DIZER ADEUS | M/12 | 50’
DE PAULO SACALDASSY

10 NOVEMBRO | SÁBADO | 22H15
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO
A LAGARTO AMARELO – ASSOCIAÇÃO CULTURAL
O CONTRABAIXO | M/12 | 70’ ESTREIA
DE PATRICK SüSKIND

11 NOVEMBRO | DOMINGO | 11H00
SALÃO DE FESTAS DA INCRÍVEL ALMADENSE
CÉNICO DA INCRÍVEL ALMADENSE
A BIBLIOTECA ENCANTADA | M/3 | 40’
DE IRÍS PITACAS

11 NOVEMBRO | DOMINGO | 16H30
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE
EMBALARTE
AS VOLTAS QUE A TERRA DÁ | TODOS Recomendado 6 meses aos 5 anos | aprox. 30’
DE ÂNGELA RIBEIRO E SUSANA ROSENDO

11 NOVEMBRO | DOMINGO | 18H00
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO
GRUPO DE TEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE
A TEIA | M/12 | 60’ ESTREIA
CRIAÇÃO COLETIVA

11 NOVEMBRO | DOMINGO | 19H00
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA
O OUTRO LADO
PÂNTANO | M/12 | 90’ ESTREIA
DE MARINA CARR

11 NOVEMBRO | DOMINGO | 21H00
AUDITÓRIO DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL MANUEL DA FONSECA
ASSOCIAÇÃO CULTURAL MANUEL DA FONSECA
CRÓNICAS ANACRÓNICAS | M/12 | 60’ ESTREIA
DE ASSOCIAÇÃO CULTURAL MANUEL DA FONSECA – CRIAÇÃO COLETIVA

13 NOVEMBRO | TERÇA-FEIRA | 21H30
CINETEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE
TEATRO DA GANDAIA
O SEGREDO DE QUEM SOMOS | M/10 | 50’
DE CHRISTIANE DE MACEDO

14 NOVEMBRO | QUARTA-FEIRA | 21H30
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO
NOVO NÚCLEO TEATRO, FCT
HORÁCIO | M/12 | 60’ ESTREIA
CENTRADO NO MITO DE HORÁCIO
A PARTIR DOS TEXTOS: “O HORÁCIO”, HEINER MÜLLER, “OS HORÁCIOS E OS CURIÁCIOS”, BERTOLT BRECHT, “HORÁCIO”, PIERRE CORNEILLE

15 NOVEMBRO | QUINTA-FEIRA| 10H30 e 11H30
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA
TEATRO ABC.PI – Associação Cultural
ÀS CRIANÇAS | M/3 | 37’
DE BLAISE CENDRARS

16 NOVEMBRO | SEXTA-FEIRA| 21h00
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA
PRODUÇÕES ACIDENTAIS
A MINHA EUROPA / MY EUROPE | M/12 | 80’
DE COLIN GINKS e ISABEL MÕES

16 NOVEMBRO | SEXTA-FEIRA | 22h30
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO
ARTES E ENGENHOS
MIGRAÇÕES – TÍTULO PROVISÓRIO | M/16 | 65’
DE SANDRA HUNG, ARTES E ENGENHOS

17 NOVEMBRO | SÁBADO| 21H00
AUDITÓRIO DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL MANUEL DA FONSECA
ASSOCIAÇÃO CULTURAL MANUEL DA FONSECA
ROMEU CORREIA, TALVEZ POETA | M/12 | 90’ (TEM INTERVALO)
DE GRUPO DE TEATRO DA ASSOCIAÇÂO CULTURAL MANUEL DA FONSECA – CRIAÇÃO COLETIVA

18 NOVEMBRO | DOMINGO| 16H00
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO
TEATRO & TEATRO – ASSOCIAÇÃO CULTURAL O MUNDO DO ESPECTÁCULO
O TREM DAS TREZE (E TREZE) | M/12 | 60’ ESTREIA
DE ANTÓNIO MAURIZ

18 NOVEMBRO | DOMINGO| 16H00
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA
COMPANHIA DE TEATRO MUSICAL DA PLATEIAS D’ARTE
SONHOS – UM CLÁSSICO ENCANTADO | M/3 | 60’ ESTREIA
ADAPTAÇÃO DE DIOGO NOVO E SARA CASTANHEIRA inspirado nos CONTOS dos IRMÃOS GRIMM

18 NOVEMBRO | DOMINGO | 21H00
RECREIOS DESPORTIVOS DA TRAFARIA
GITT – GRUPO DE INICIAÇÃO TEATRAL DA TRAFARIA
TRÊS BICAS E UM CARIOCA DE LIMÃO | M/12 | 50’ ESTREIA
DE XICO BRAGA

Fonte: blogue da Mostra de Teatro de Almada (onde é possível obter informações complementares sobre cada espectáculo)

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

[0162] Como fazer o «Origami»? Qual o seu papel na educação?


A primeira sessão organizada pelo Grupo Estrela Azul em 2018-19 tem por título uma pergunta: Afinal, o Origami é útil?


Será dinamizada pela professora Ana Mota e decorrerá na Associação Almada Mundo (Praça Capitães de Abril nº 2 A e B, Cova da Piedade), no dia 31 de Outubro, a partir das 15h00. A participação é livre.

domingo, 21 de outubro de 2018

[0161] Como está o mundo neste momento?


Com fundamento nas estatísticas disponibilizadas por publicações internacionalmente fidedignas, o sítio Worldometers mostra a quem o consulta uma estimativa em tempo real do estado quantitativo de diversas facetas deste mundo sempre em mudança: a população; o governo e a economia; a sociedade e os seus media; o ambiente; a alimentação; a água; a energia; e a saúde.

Um exemplo, registado perto do fim da tarde deste Domingo:


Esta mensagem foi, portanto, uma das cerca de quatro milhões e meio de mensagens colocadas hoje em blogues de todo o mundo.

Fonte: sítio de Worldometers

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

[0160] CINEMAR: dois dias de cinema na Trafaria!



O Cinemar é uma mostra de filmes sobre o Mar e a Pesca que decorrerá ao ar livre, em dois locais da Trafaria, já nesta 6ª feira (dia 12) e neste Sábado (dia 13). E é gratuito.

Programa:


Esta iniciativa resulta da colaboração de um grande número de pessoas e de colectivos:


Informação recebida através de email

domingo, 7 de outubro de 2018

[0159] A visitar em Lisboa: o Jardim Botânico da Ajuda


O Jardim Botânico da Ajuda foi criado há 250 anos, sendo o mais antigo jardim botânico do país. Desenhado pelo naturalista italiano Domenico Vandelli, destinava-se à educação dos netos de D. José I e integrava um museu de história natural, uma casa de risco e laboratórios de química e de física, constituindo o primeiro espaço científico da cidade.
Em 1784, o padre João Faustino utilizou-o como ponto de partida para a viagem da sua máquina aeroestática, um balão foi feito em papel colorido e enchido com gás; este elevou-se nos ares, deambolou sobre o Tejo e acabou por cair em Cacilhas, tal como a «Gazeta de Lisboa» relatou ao pormenor.
Foi D. João VI, um dos netos de D. José I, que abriu este jardim ao público, uma vez por semana. E que, ao residir no Brasil para fugir às invasões francesas, fundou o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Quanto ao jardim que deixou na Ajuda, acabaria por ser integrado no Instituto Superior de Agronomia, em 1910, contribuindo o seu espaço científico para a criação da Academia das Ciências.
Entre 1994 e 1997, depois de sucessivos períodos de abandono e decadência, o jardim foi restaurado, estando actualmente dividido em quatro partes: um patamar inferior, com um jardim de estilo romântico; um patamar superior, a «escola», onde as plantas estão organizadas de acordo com as suas regiões de origem; uma mata, junto ao portão que o liga à Calçada do Galvão; e o jardim dos aromas, onde podem ser apreciadas plantas aromáticas, medicinais, tintureiras e saponificadoras, em canteiros concebidos para também serem acessíveis a invisuais.
Entre as árvores mais apreciadas encontram-se:
Jacarandás (Jacaranda mimosifolia), originários da América do Sul (o nome provém do tupi-guarani) e hoje comuns nos jardins e passeios públicos;
o único exemplar de Schotia afra existente num jardim botânico europeu e que, pela sua dimensão, se encontra apoiado numa grande estrutura circular em ferro;
a árvore da Sumaúma (Ceiba pentandra), com um tronco protegido por grandes espinhos e cujos frutos, parecidos com uma pêra-abacate, têm as sementes protegidas por centenas de pelos brancos (outrora usados para encher as almofadas);
alguns Gingko (Ginkgo biloba), uma espécie vinda do tempo dos dinossauros e de que, dizem, alguns exemplares sobreviveram ao bombardeamento atómico em Hiroshima;
e vários Dragoeiros (Dracaena drago), nativos da Madeira e dos Açores (onde actualmente são considerados vulneráveis), entre eles o maior do país, que veio já adulto para Portugal, que tem actualmente perto de 400 anos de idade e que, por ter sido atacado por um fungo em 2006, que lhe apodreceu parte das raízes, se encontra agora apoiado por um conjunto de cabos e de ferros:

À esquerda, um dos extremos do grande Ginkgo biloba; no centro, a Schotia afra

Fonte jornalística: Gonçalves (2018)
Fotografia: Eva Maria Blum

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

[0158] Em 5 de Outubro: Dia Mundial do Professor


O Dia Mundial do Professor foi instituído em 1994, pela UNESCO, a organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
Este ano o tema em destaque é o da qualificação dos professores:


Foi entretanto publicado o relatório Education at a Glance 2018, sendo possível acedê-lo em:
A divulgação de que foi alvo em Portugal enfatizou a média salarial dos professores portugueses, por ser consideravelmente superior à das restantes profissionais qualificadas. O relatório explica-o pelo envelhecimento dos professores portugueses, o que o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, confirmou: em Portugal leccionam apenas 121 professores com menos de 30 anos.
Segundo o relatório, a percentagem dos nossos professores do ensino básico e secundário que têm 50 anos ou mais era cerca de 22 % em 2005 e cerca de 38 % em 2016, enquanto no conjunto dos países da OCDE subiu dos 32 % para os 35 %.

Fontes: sítios da Calendarr Portugal, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e notícia de Silva (2018)

sábado, 22 de setembro de 2018

[0157] As praias da Nossa Banda: o início da transformação da Costa de Caparica


As praias para usufruto massificado resultaram de uma lenta apropriação e transformação dos seus areais. Na margem Sul do Tejo, a Ponta dos Corvos, a Mutela, a Margueira, Cacilhas, o Ginjal e a Banática começaram, desde a década de 1870, a ser usados pelas famílias aristocratas e burguesas de Lisboa para banhos e natação, seguindo-se-lhes a Trafaria e, mais tarde, a Cova do Vapor e a Costa de Caparica (mensagem «0154»).

A Costa de Caparica foi uma das praias visitadas por Adriano de Sousa Lopes (1879-1944), entre 1922 e 1926, tendo dela feito diversos desenhos e pinturas onde as únicas actividades humanas figuradas são as relacionadas com a pesca:

Manhã na praia da Caparica (óleo sobre cartão; acervo do Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa):


Céu da Caparica (óleo sobre tela; acervo do Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa):


Sensivelmente pela mesma altura também Raúl Brandão (1867-1930), no seu livro Os Pescadores, de 1923, descreveu a Costa de Caparica:

Da horrível Trafaria à Caparica gastam-se dezoito minutos num carrinho pela estrada através do pinheiral plantado há pouco. Os pinheiros são mansos, anainhos e inocentes: - os pinheiros novos são como bichos novos e têm o mesmo encanto … Ao lado esquerdo desdobra-se o grande morro vermelho a esboroar, e ao outro lado o terreno extenso e plano rasgado de valas encharcadas. De repente uma curva, algumas casotas cobertas de colmo - Caparica. Primitivamente isto foi um grupo de barracas que os pescadores aqui ergueram neste esplêndido sítio de pesca, à boca da barra, a dois passos do grande consumidor. Têm um ar ainda mais humilde que os palheiros de Mira ou Costa Nova. Quatro tábuas e um tecto de colmo negro com remendos deitados cada ano: alguns reluzem e conservam ainda as espigas debulhadas do painço. No imenso areal o barco da duna, sempre o mesmo barco, maior ou mais pequeno, próprio para a arrebentação, de proa e popa erguidas para o céu.”
“Uma grande extensão de areal, só areia e mar, barcos como crescentes encalhados e alguns pescadores remendando as redes. Nem um penedo. Areia e céu, mar e céu. Dum lado o formidável paredão vermelho, a pique, desmaiando pouco e pouco, até entrar pelo mar dentro todo roxo, no cabo Espichel. Do outro o mar azul metendo‑se, num jorro enorme, pela ampla barra de Lisboa, deslumbrante e majestosa. De onde isto é esplêndido é acolá do alto do convento dos Capuchos. Assombro de luz e cor. Amplidão. As casotas da Caparica aos pés, o mar ilimitado em frente, ao fundo e à direita a linha recortada da Serra de Sintra com as casinhas de Cascais e Oeiras no primeiro plano esparsas num verde amarelado … E a luz? E o prodígio da luz? … A gente está tão afeita à luz que não repara nela e trata como uma coisa conhecida e velha este azul que nos envolve e penetra e que desaba em torrentes sobre as águas verdes desmaiadas e sobre as terras amarelas e vermelhas até ao cabo Espichel … Mas fecho os olhos - abro os olhos … Imensa vida azul - jorros sobre jorros magnéticos. Todo o azul estremece e vem até mim em constante vibração. Quem sai da obscuridade para a luz é que repara e estaca de assombro diante deste ser, tão vivo que estonteia …

A pintura de Adriano de Sousa Lopes e a escrita de Raúl Brandão podem ter sido os primeiros sinais, registados, de uma nova visão sobre as praias da Costa de Caparica. Depois, ao longo de um século, seguiram-se as transformações de que hoje somos testemunhas.

Fontes (texto e imagens): Sítio do Museu Nacional de Arte Contemporânea (consultado, sobre a exposição «Sousa Lopes 1979-1944. Efeitos de Luz», em 13 de Outubro de 2015); Wikipédia (sobre Raúl Brandão); Brandão, citado por Gomes (2018; pp. 27-28)


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

[0156] A «Orca de Aljezur» deu à costa em Almada


O artista plástico Artur Bordalo, mais conhecido por Bordalo II, descreve a ameaça que a poluição exerce sobre os grandes animais representando-os através do lixo.
Para o Festival O Sol da Caparica deste ano Bordalo II criou a Orca de Aljezur, que evoca não só a poluição dos oceanos como a possibilidade de essa poluição aumentar devido a futuras prospeções dos fundos marinhos:


Com quase oito metros de comprimento, esta peça faz parte da série Big Trash Animals e utilizou o lixo retirado de algumas praias do concelho de Almada durante o Inverno. Segundo o autor, “a ideia passa por representar uma imagem da natureza, neste caso os animais, construída com aquilo que os destrói – o lixo, a poluição e a contaminação”; e, por não pretender que as pessoas fiquem “afastadas da realidade”, foca “pontos sensíveis, relevantes, que fazem parte da consciencialização”, como “forma fazer parte da mudança do Mundo para algo melhor.

Fonte: agenda da Câmara Municipal de Almada (2018)
Imagem: retirada da versão digital da agenda da Câmara Municipal de Almada (2018)

domingo, 9 de setembro de 2018

[0155] A 10ª edição da Feira ObservaNatura


Anualmente, na altura em que as aves migradoras se concentram para passar mais a Sul o Inverno, realiza-se no concelho de Setúbal a Feira ObservaNatura.


Dedicado ao turismo da natureza, este evento decorre este ano na Herdade da Mourisca, na Reserva Natural do Estuário do Sado, na cidade de Setúbal, no Parque Natural da Arrábida, na baía do Sado e na Península de Troia.
Habitualmente, cada edição desta Feira disponibiliza atividades como escalada, caminhadas, observação de aves e de golfinhos, stand up paddle, canoagem e vela.
Este ano haverá transportes que ligam os diferentes pontos onde decorrem as atividades, com paragens na Casa da Baía, no Parque Urbano de Albarquel, no cais de catamarãs, no Moinho de Maré da Mourisca e em Troia.
No Moinho de Maré e na Herdade da Mourisca as ações são especialmente focadas na observação de aves.
No Estuário do Sado realizam-se passeios de observação de aves e estabelece-se ligação às ruínas romanas de Troia através embarcações marítimo-turísticas, com saídas do cais palafítico do Moinho de Maré.

Imagens e outras informações: ObservaNatura

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

[0154] As praias da Nossa Banda no fim do século XIX


Desde a década de 1870 as famílias aristocratas e burguesas de Lisboa acostumaram-se a “ir a ares” para a margem Sul do Tejo, havendo referências de que usavam os areais da Ponta dos Corvos (ou Ponta do Mato), da Mutela, da Margueira, de Cacilhas, do Ginjal e da Banática para banhos e natação.
Um pouco mais tarde começou também a ser usada a Trafaria, que foi ganhando importância face aos condicionamentos introduzidos mais a leste (instalação de fábricas, da Base Naval e do Arsenal de Marinha e alargamento do cais de Cacilhas). Em 1901 foi aí inaugurada pela Rainha Dona Amélia uma Colónia Balnear, que a toponímia local recorda assim:



Depois foram descobertas as potencialidades da Cova do Vapor e, a partir de 1925, as da Costa de Caparica, cuja primeira ligação por estrada chegou via Trafaria.

Fontes: Câmara Municipal de Almada (2015)
Fotografias: Eva Maria Blum