sábado, 9 de novembro de 2019

[0212] A 36ª edição do Festival de Teatro do Seixal



Dentro de uma semana dar-se-á início a mais uma edição do Festival de Teatro do Seixal, sendo nele apresentadas 11 peças que retratam histórias de amor, a solidão, o quotidiano, a amizade, o casamento, a maldade, tradições do nosso país e factos do mundo.
Os espetáculos ocorrerão nos palcos do Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal, do Cinema S. Vicente, de várias coletividades e associações do concelho e são na sua maioria gratuitos.

Programa
Para mais informações sobre as diversas peças, clicar nas respectivas designações

Sexta-feira
15 de Novembro
21h30

Grupo: Teatro Meridional
Local: Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
Ingresso: 10 euros

Sábado
16 de Novembro
21h30

Grupo: Teatro das Beiras
Peça: Entremezes
Local: Sociedade Filarmónica União Arrentelense
Ingresso: M/12 anos, entrada livre

Sexta-feira
22 de Novembro
21h30

Grupo: Grupo de Teatro AlmaGesto, Associação Espaço Sociocultural Adorar Artes (AESCA)
Local: Auditório do Pavilhão Municipal do Alto do Moinho
Ingresso: M/12 anos, entrada livre

Sexta-feira
22 de Novembro
21h30

Grupo: Animateatro
Local: Espaço Animateatro, Amora
Ingresso: M/14 anos, entrada livre

Sábado
23 de Novembro
21h30

Grupo: Teatro Extremo
Peça: Armstrong
Local: Clube Recreativo da Cruz de Pau
Ingresso: M/12 anos, entrada livre

Domingo
24 de Novembro
21h30

Grupo: Pano Cru – Grupo de Teatro da Associação de Amigos do Pinhal do General
Local: Associação de Amigos do Pinhal do General
Ingresso: M/12 anos, entrada livre

Sexta-feira
29 de Novembro
21h30

Grupo: O Grito
Local: Cinema S. Vicente, Aldeia de Paio Pires
Ingresso: M/12 anos, 5 euros*

Sábado
30 de Novembro
21h30

Grupo: Grupo de Teatro Ivone Silva
Local: Associação de Amigos do Pinhal do General
Ingresso: M/12 anos, entrada livre

Sábado
30 de Novembro
21h30

Grupo: Grupo de Teatro Trabalhadores de Sonhos e Projecto Ficções
Local: Centro de Apoio ao Movimento Associativo Juvenil (CAMAJ)
Ingresso: M/12 anos, entrada livre

Quarta-feira
4 de Dezembro
21h30

Grupo: Teatro Fusão
Peça: A Ilha 70
Local: Cinema S. Vicente
Ingresso: M/12 anos, 5 euros*

Sexta-feira
6 de Dezembro
21h30

Grupo: Ana Bola e José Pedro Gomes
Local: Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal
Ingresso: M/14 anos, 10 euros*

Os casos assinalados com * têm 50 % de desconto para jovens até 25 anos, reformados e trabalhadores das autarquias do Seixal

Fonte: sítio da Câmara Municipal do Seixal

sábado, 2 de novembro de 2019

[0211] A 11ª edição da feira «ObservaNatura»


Esta feira irá ocorrer no próximo fim-de-semana, 9 e 10 novembro de 2019, desta vez no Cais 3 da APSS – Porto de Setúbal, organizada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, com o apoio da TroiaNatura e da Câmara Municipal de Setúbal:


“Dedicada ao Turismo de Natureza e às diversas temáticas e competências deste organismo, será mais uma vez dado destaque à marca Natural.PT, enquanto aposta estruturada na criação de uma rede de destinos de turismo de natureza que valorize e diferencie as Áreas Protegidas do continente, sempre com um leque diversificado de atividades, que vos darão a conhecer o património do Parque Natural da Arrábida e da Reserva Natural do Estuário do Sado. Das dez edições já realizadas, que contaram sempre com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal, entre outras instituições, participaram mais de 200 entidades, entre as quais empresas de animação turística, associações e organismos públicos, e contabilizaram-se cerca de 16.000 visitantes, que puderam usufruir de passeios pelas referidas áreas protegidas e pelo centro de Setúbal, incluindo workshops, minicursos, ateliês, sessões de anilhagem e atividades de educação ambiental, entre outras.”

Fonte: sítio da ObservaNatura

domingo, 27 de outubro de 2019

[0210] De 2 a 17 de Novembro, a 23ª Mostra de Teatro de Almada


ESPETÁCULOS

2 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H00
FÓRUM MUNICIPAL ROMEU CORREIA
ABERTURA DA MOSTRA DE TEATRO DE ALMADA
ATUAÇÃO DA BANDA FILARMÓNICA DA ACADEMIA ALMADENSE


2 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H30
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA, ALMADA
TKM – UNIVERSIDADE SÉNIOR DOM SANCHO I DE ALMADA
AMÁLIA – O MUSICAL | M/12 | 90’

ADAPTAÇÃO DE DIOGO NOVO A PARTIR DO TEXTO DE FILIPE LÁ FÉRIA

6 NOVEMBRO | QUARTA | 21H30
TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE (SALA EXPERIMENTAL)
TEATRO DA GANDAIA
OMELETA À MOLIÈRE | M/6 | 60’

DE CHRISTIANE DE MACEDO, COM BASE EM TEXTOS DE MOLIÈRE

8 NOVEMBRO | SEXTA | 10h15 e 11h30

CENTRO SOCIAL DA TRAFARIA | ENTRADA LIVRE
EmbalArte + caDA
DE LÉS A LÉS, SABERES QUEM ÉS | M/6 meses | 45’

DE ÂNGELA RIBEIRO E SUSANA ROSENDO

9 NOVEMBRO | SÁBADO | 11h00
SALÃO DE FESTAS DA INCRÍVEL ALMADENSE
CÉNICO DA INCRÍVEL ALMADENSE
O REINO DO QUERER | M/6 | 45’

CRIAÇÃO COLETIVA DO CÉNICO DA INCRÍVEL ALMADENSE

9 NOVEMBRO | SÁBADO | 16h00
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO, ALMADA
ARREGALAR OS OLHOS NÃO É VER | M/6 | 60’
TALMADA TEATRO

9 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H30
SALÃO DE FESTAS DA INCRÍVEL ALMADENSE, ALMADA
CÉNICO DA INCRÍVEL ALMADENSE
A AVÓ É FIXE | M/14 | 55’
DE ROMÁRIO MACHADO

10 NOVEMBRO |DOMINGO | 21h30
AUDITÓRIO MUNICIPAL FERNANDO LOPES-GRAÇA, ALMADA
TEATRO & TEATRO – O MUNDO DO ESPECTÁCULO
ZAPATOS | M/14 | 80’ | ESTREIA
DE WILL SMILE

11 NOVEMBRO | SEGUNDA | 21h30
AUDITÓRIO OSVALDO AZINHEIRA – ACADEMIA ALMADENSE, ALMADA
NNT – NOVO NÚCLEO TEATRO
SOPINHAS DE MEL | M/16 | 75’ | ESTREIA
DE TERESA RITA LOPES

13 NOVEMBRO | QUARTA | 21h30
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO, ALMADA
PRODUÇÕES ACIDENTAIS
FINAL FELIZ | M/14 | 60’ | ESTREIA
CRIAÇÃO COLECTIVA A PARTIR DE VÁRIOS AUTORES

14 NOVEMBRO | QUINTA | 11h00
ESCOLA BÁSICA DA TRAFARIA | ENTRADA LIVRE
TEATRO ABC.PI
ESBOÇOS PARA UMA CINDERELA | M/12 | 50’ | ESTREIA
DE CATARINA VIEIRA DA SILVA

14 NOVEMBRO | QUINTA | 21h30
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA, ALMADA
A LAGARTO AMARELO ASSOCIAÇÃO CULTURAL
A ESTRADA | M/12 | 60’ | ESTREIA
DE JACK LONDON, ADAPTAÇÃO DRAMATÚRGICA CLÁUDIA NEGRÃO

15 NOVEMBRO | SEXTA | 21h30
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO, ALMADA
TEATRO 33
A INAUGURAÇÃO | M/6 | 60 ’| ESTREIA
CRIAÇÃO COLETIVA, COLAGEM DE TEXTOS DE RUI SILVARES, FRANCISCO SILVA E ANA NAVE

15 NOVEMBRO | SEXTA | 21h30
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA, ALMADA
ALPHA TEATRO
HÁ TANTO TEMPO | M/16 | 60’ | ESTREIA
DE HAROLD PINTER, TRADUÇÃO JORGE SILVA MELO

16 NOVEMBRO | DOMINGO | 16h00
AUDITÓRIO DO PONTO DE ENCONTRO, CACILHAS
NINHO DE VÍBORAS
PREFERIA ESTAR EM FILADÉLFIA | M/12 | 50’ | ESTREIA
DE RAQUEL SEREJO MARTINS

16 NOVEMBRO | SÁBADO | 21h30

TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO, ALMADA
TEATRO EXTREMO
ARMSTRONG | M/12 | 60’
DE CASTRO GUEDES

16 NOVEMBRO | SÁBADO | 22h00
RECREIOS DESPORTIVOS DA TRAFARIA
GITT – Grupo de Iniciação Teatral da Trafaria
DIAS A MENOS | M/12 | 60’

DE CARLOS AMARAL

17 NOVEMBRO | DOMINGO | 16h00
AUDITÓRIO OSVALDO AZINHEIRA – ACADEMIA ALMADENSE, ALMADA
GRUPO DE TEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE
CENAS | M/12 | 60’ | ESTREIA
ORIGINAL DE DALVA RODRIGUES E ADAPTAÇÃO DE CLÁUDIA NEGRÃO

17 NOVEMBRO | DOMINGO | 18h00
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA, ALMADA
PLATEIA D’ARTES
COM DOM DINIS E DONA ISABEL| M/3 | 50’
DE JOSÉ CARLOS GODINHO E ADAPTAÇÃO DE DIOGO NOVO

17 NOVEMBRO | DOMINGO | 21h30
TEATRO DA GANDAIA, COSTA DA CAPARICA
TEATRO DA GANDAIA
OMELETA À MOLIÈRE | M/6 | 60’
DE CHRISTIANE DE MACEDO, COM BASE EM TEXTOS DE MOLIÈRE

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

10 NOVEMBRO | SÁBADO | 18h00
AUDITÓRIO DO PONTO DE ENCONTRO, CACILHAS

APRESENTAÇÃO DE LIVRO A MORTE NOS OLHOS

CONCERTO PROJETO CATARATA

Apresentação do livro A Morte nos Olhos (Artes e Engenhos/Edições Senhora do Monte), que inclui o texto base do espetáculo com o mesmo nome (estreado na Mostra de Teatro de Almada, 2018), um ensaio gráfico do artista plástico João Ferro Martins e um texto de reflexão do professor José Miranda Justo. Depois da apresentação do livro com a leitura de passagens selecionadas e visualização de imagens escolhidas, propõe-se a realização de um concerto de música improvisada com o projeto CATARATA, integrado por André Tasso, Bruno Humberto e João Ferro Martins.


12 NOVEMBRO | TERÇA |10h00 às 13h00
e
13 NOVEMBRO | QUARTA |10h00 às 13h00
ESCOLA BÁSICA DA TRAFARIA

WORKSHOP A BUSCA DA EXPRESSÂO

Numa Sociedade onde existe uma constante pressão sobre aqueles que se colocam à parte de um sistema rotulador, onde o tempo voa e todos os nossos esforços parecem refletir-se apenas em números, a Adolescência é o principal alvo de todas essas problemáticas.

O Teatro ABC.PI, juntamente com o bailarino Magnum Soares, encaram este workshop como um laboratório, onde a exploração do ‘Eu’ é o principal foco, de modo a encontrarmos o nosso lugar e tempo. Quem sou eu? Onde estou? Como me sinto? e Como me expresso?, serão questões abordadas através de dinâmicas de Dança-Teatro.

A Dança Contemporânea será o fio condutor para a exploração do Gesto e do Movimento de cada indivíduo e do que lhe é singular.

Atividade para jovens dos 12 aos 18 anos (máx. de 15 pessoas por sessão).
Por Teatro ABC:PI. – Associação Cultural.


ESCOLA BÁSICA DA TRAFARIA


16 NOVEMBRO | DOMINGO |17h15
AUDITÓRIO DO PONTO DE ENCONTRO, CACILHAS

LANÇAMENTO DO LIVRO PREFERIA ESTAR EM FILADÉLFIA
COLÓQUIO COM ENCENADOR, AUTORA E ATORES

Lançamento do livro “Preferia estar em Filadélfia” de Raquel Cerejo Martins, seguindo-se um colóquio com a presença da autora, encenador e autores.

Fonte: blogue da Mostra de Teatro de Almada

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

[0209] Na Costa da Caparica, a Associação Gandaia sobrevoa a região


Fundada em 27 de Março de 2012, a Gandaia é uma Associação sem fins lucrativos que tem como fim a “promoção do Auditório Costa da Caparica, da cultura comunitária local e do desenvolvimento sustentável regional”.
A palavra «Gandaia» descreve, localmente, o acto de «percorrer as praias para procurar o que o mar deixou». Retomando-a, a Associação Gandaia “pretende descobrir, valorizar e promover o que a sua região tem para oferecer”. Como era muito comum os miúdos percorrerem em grupo as praias locais na busca de artefactos que lhes permitissem produzir o brinquedo do dia, o logótipo adoptado pela Associação representa um dos achados que então era mais valorizados, o Cavalo Marinho: depois de seco, ele era conservado como um talismã da sorte.


Com a designação «Notícias da Gandaia», esta Associação edita um jornal em suporte papel, mensal, e faz chegar, a quem o solicitar (através de www.gandaia.pt), informações semanais sobre as actividades que ocorrem na região. Ela está ainda ligada a um Grupo de Teatro, a uma Universidade Popular e a ciclos de cinema exibidos no Auditório da Costa da Caparica.

Fonte: sítio do Notícias da Gandaia

domingo, 13 de outubro de 2019

[0208] De 25 a 27 de Outubro, na Moita, o IV Encontro de Culturas Ribeirinhas


Organizado pela Câmara Municipal da Moita, em colaboração com a Associação de Desportos Náuticos Alhosvedrense «Amigos do Mar», Associação Naval Sarilhense, Centro Náutico Moitense, Secção Náutica do Beira Mar Futebol Clube Gaiense e Instituto de Dinâmica do Espaço da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, este Encontro é mais um contributo para a afirmação do projecto municipal «Moita Património do Tejo»:


PROGRAMA:

25 de Outubro (6ª feira)

Moita – Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça - Auditório Maestro Lopes Graça

21h15 - Abertura do IV Encontro de Culturas Ribeirinhas
21h30 - Exibição do documentário «A Construção Naval Tradicional e os Estaleiros das Associações Náuticas do Concelho da Moita»
22h15 - Colóquio «As Associações Náuticas e a Preservação do Património Cultural Flúvio-Marítimo»

26 de Outubro (Sábado)

Alhos Vedros – Moinho de Maré da Azenha

9h30h-17h00 - Colóquio «A Construção Naval Tradicional em Madeira e a Preservação do Património Cultural Imaterial»

27 de Outubro (Domingo)

Sarilhos Pequenos – Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos

10h00 - Visita ao Percurso Interpretativo do Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos
11h30 - «O Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos e a Preservação da Arte de Carpintaria Naval Tradicional, uma conversa com o Mestre do Estaleiro»

Moita – Cais da Moita

14h30 - Apresentação da exposição dos painéis interpretativos «Moita Património do Tejo», do Cais da Moita
15h00 - Visita à exposição de embarcações tradicionais no ancoradouro do Cais da Moita
15h30 - «Passeios a bordo» nas embarcações tradicionais do Tejo
17h00 - Encerramento

Fonte: sítio da Câmara Municipal da Moita

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

[0207] A importância do «Sínodo para a Amazónia»


A Amazónia tem mais de 7 milhões de quilómetros quadrados e abrange oito países (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela) e um território ultramarino (Guiana Francesa).
Para evidenciar a importância ecológica deste território, somos usualmente lembrados das magnitudes da sua biodiversidade (30 a 50 % da flora e da fauna do planeta), da água doce que permanentemente o cruza (cerca de 20 % da não congelada), das florestas primárias que possui (mais de um terço das mundiais) e do seu papel na captação de carbono (apesar de os oceanos serem o mais significativo).

A ocupação humana da Amazónia começou há mais de dez mil anos. Até há cerca de 500 anos, a sobrevivência dos povos que aí se instalaram baseava-se na recolecção, na caça, na pesca e no cultivo, tendo as margens dos grandes rios e lagos sido privilegiadas.
Com a chegada dos colonos europeus (especialmente portugueses e espanhóis), e com a escravização dos indígenas, muitos dos povos locais refugiaram-se no interior da floresta, pelo que a primeira fase da colonização implicou uma substituição das populações que viviam junto à água.

Desde há algumas décadas, tanto as florestas como os rios da Amazónia estão ameaçados por grandes interesses agrários e mineiros, que desflorestam a selva e contaminam as águas, e também pelo narcotráfico. Consequentemente, as cidades da Amazónia têm crescido muito depressa, integrando muitos migrantes, na maioria indígenas e afrodescendentes, expulsos pelos madeireiros, pela mineração ilegal e legal ou pela indústria de extração petrolífera. Actualmente, entre 70 e 80% da população da Amazónia vive nas cidades, sofrendo os menos favorecidos de diversas formas de exclusão e exploração (incluindo o tráfico humano).
A profunda crise que a Amazónia atravessa é, portanto, ambiental e social. Quinhentos anos depois do início da colonização e duzentos anos após a independência dos países amazónicos, existe hoje um novo colonialismo que, frequentemente, se veste com a máscara de progresso.

Nos nove países que integram a Amazónia, existem, aproximadamente, três milhões de indígenas, correspondendo a cerca de 390 povos e nacionalidades diferentes. Há, ainda, entre 110 e 130 “povos livres”, ou “Povos Indígenas em Situação de Isolamento Voluntário”. Cada um destes povos representa uma identidade cultural particular, uma riqueza histórica específica e um modo próprio de ver o mundo, e de relacionar-se com este, a partir de sua cosmovisão e territorialidade específica.
Alguns “não indígenas” têm dificuldade para compreender a alteridade indígena e, muitas vezes, não respeitam a diferença do outro.
Nos últimos anos, os povos indígenas começaram a escrever a sua própria história e a descrever de maneira formal as suas culturas, costumes, tradições e saberes. Escreveram sobre o ensino que receberam da parte de seus antepassados, pais e avós, que são memórias pessoais e colectivas. Hoje, ser indígena não se deduz somente da pertença étnica. Esse ser também se refere à capacidade de manter a identidade sem se isolar das sociedades que o rodeiam e com as quais interage.


O Sínodo para a Amazónia foi anunciado pelo Papa Francisco em 2017 e será realizado este mês, visando trabalhar para e com aqueles que aí vivem: habitantes de comunidades e zonas rurais, de cidades e grandes metrópoles, ribeirinhos, migrantes e deslocados e, especialmente, os povos indígenas.

Fonte: “Documento preparatório do Sínodo para a Amazônia”, acessível no sítio do Vaticano

sábado, 28 de setembro de 2019

[0206] Duas actividades do Centro de Arqueologia de Almada, em Outubro


Já no próximo Sábado, dia 5 de Outubro, apresentação do livro Sobreda ontem e hoje, da autoria de Elisabete Glória Gonçalves, no Salão Nobre do Solar dos Zagallos, pelas 16h00:


E no dia 24 de Outubro, na Travessa Luís Teotónio Pereira (Cova da Piedade 2805-187 Almada), pelas 18h00, conversa sobre a história do Serviço Educativo do Centro de Arqueologia de Almada, animada por Ana Braga, Elisabete Glória Gonçalves e José Carlos Serra


quarta-feira, 25 de setembro de 2019

[0205] A revolta estudantil de 2015 e 2016 no Brasil


Em 2015, milhares de alunos do ensino secundário de São Paulo (Brasil), procurando resistir ao projecto de reorganização do ensino público do então governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, ocuparam mais de 200 das suas escolas. Organizaram-se para nelas permanecerem de dia e de noite e aí realizaram assembleias de autogestão e aulas sobre pensamento crítico. Letícia Karen, então com 15 anos, recordou as razões da resistência: “A gente só ficou sabendo do projecto de Geraldo Alckmin através do jornal. Até lá, nem os professores nem as classes estudantis sabiam de nada (…). Todos sabíamos que era um corte na educação pública, que não era para melhorar: para quê fechar escolas quando o que precisamos é de muitas mais?

Imagem retirada de: https://focasnaarea.wordpress.com

A mobilização tinha, aliás, sido iniciada por manifestações de rua, apoiadas por entidades escolares e por sindicatos de professores, mas rapidamente se tornou autónoma. E como os estudantes se aperceberam de que as manifestações não eram suficientes, decidiram ocupar as escolas, inspirando-se no exemplo da Revolução dos Pinguins dos alunos do ensino secundário chilenos, em 2006.
As ocupações duraram dois meses, e o que os estudantes viveram e aprenderam equivaleu ao que viveriam e aprenderiam ao longo de muitos anos. De novo o testemunho, hoje, de Letícia Karen: “A gente desconstruiu aquele ensino baseado na escola ditatorial e construiu junto outra coisa. Fomos descobrindo outras possibilidades de existência ali dentro, coisa que nunca tínhamos feito antes.

No final de 2015, este movimento conseguiu que o projecto de reorganização do ensino público paulista fosse suspenso. Mas ainda havia muitos outros problemas: as más condições das escolas, os salários em atraso das empregadas de limpeza e dos professores, as salas de aula superlotadas (40 a 50 alunos para um professor). “A gente costuma dizer que nós ocupamos as escolas não só porque elas iam fechar, mas por toda a precarização do ensino público”, precisa Letícia.” Por isso, em 2016, os estudantes juntam à sua lista de protestos questões como o desvio do dinheiro das merendas, os projectos de lei ligados ao movimento conservador e retrógrado Escola sem Partido e a reforma do ensino secundário anunciada pelo governo de Michel Temer. De São Paulo, a mobilização estende-se a outras cidades, com manifestações e mais de 1000 escolas e universidades públicas ocupadas.
A repressão policial aumenta. “Havia muita perseguição, eles já sabiam quem nós éramos. Havia, do nada, espancamentos na rua de companheiros nossos”, diz Letícia. Obrigados por decreto-lei a sair das escolas e com a polícia à porta para os receber à saída, os estudantes estavam “muito afectados psicologicamente” e não sabiam “como continuar” este tipo de luta.

O projecto de reorganização do ensino acabou por ser posto em prática, de outro modo, com outro nome, e as escolas continuaram precarizadas.
Os estudantes, no entanto, perceberam que tinham uma voz: “Surgiram várias associações estudantis dentro das escolas, muitas direcções foram derrubadas e a gente recebe notificações de manifestações todos os dias. Criou-se uma rede de apoio a partir do movimento.” E também perceberam que podiam agir por outros meios: A ocupação não era mais viável, então resolvemos continuar a resistir através da arte.

Fonte: notícia de Duarte (2019), livremente resumida nesta mensagem

A mensagem «0023», de Outubro de 2016, já havia referido este movimento estudantil

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

[0204] O relatório Education at a Glance de 2019


A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou há dias o seu relatório anual Education at a Glance. Nele, os jovens portugueses surgem com taxas de inscrição no ensino superior acima da média dos países parceiros desta organização, mas com o dobro de «nem-nem» (jovens que nem estudam nem trabalham) que procuram emprego há mais de um ano.
De facto, entre os 19 e os 20 anos, 41 % dos nossos jovens estão matriculados numa universidade ou num instituto politécnico, enquanto na generalidade da OCDE a média é de 37%. Por outro lado, Portugal, com a Itália, a Espanha e a Grécia, integra o grupo de países onde há mais jovens que não estudam nem trabalham:


Há pelo menos dois tipos de dificuldades para aqueles que colocam a possibilidade de continuar a estudar. As instituições do ensino superior continuam muito focadas em cursos que prolongam o ensino secundário, não se interessando por prolongar os cursos profissionais. E os cursos do ensino superior têm vindo a garantir vencimentos no mercado de trabalho cada vez mais próximos de quem os não tirou, tal como Sofia Escária, presidente da Federação Académica de Lisboa (FAL), explicou: “De que serve investir tanto para ter um curso, se num primeiro emprego vamos ganhar pouco mais do que quem não tem formação?


Este relatório pode ser acedido em http://www.oecd.org/education/education-at-a-glance/, com versões em inglês, alemão e francês.

Mensagens que referiram os relatórios Education at a Glance dos últimos anos: «0005» (2016), «0089» (2017) e «0158» (2018).

Fonte: notícia de Silva (2019b)

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

[0203] O que é um museu?


Segundo a definição vigente, “um museu é uma instituição permanente sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público, que adquire, conserva, investiga, comunica e expõe o património material e imaterial da humanidade e do seu meio envolvente com fins de educação, estudo e deleite”.
A maior organização não-governamental dos museus e dos seus profissionais, o Conselho Internacional dos Museus (ICOM), pretendendo actualizar esta definição, lançou um processo de participação do qual resultou uma nova proposta, a debater e ser votada na Assembleia Geral Extraordinária que terá lugar no dia 7 de Setembro de 2019, após a Conferência Geral do ICOM que se realiza em Quioto (Japão) na primeira semana deste mês.


A definição proposta pode ser consultada aqui. E uma sua possível tradução, efectuada pelo ICOM Portugal, é a seguinte:

Os Museus são espaços democratizantes, inclusivos e polifónicos, orientados para o diálogo crítico sobre os passados e os futuros. Reconhecendo e lidando com os conflitos e desafios do presente, detêm, em nome da sociedade, a custódia de artefactos e espécimes, por ela preservam memórias diversas para as gerações futuras, garantindo a igualdade de direitos e de acesso ao património a todas as pessoas.
Os museus não têm fins lucrativos. São participativos e transparentes; trabalham em parceria activa com e para comunidades diversas na recolha, conservação, investigação, interpretação, exposição e aprofundamento dos vários entendimentos do mundo, com o objectivo de contribuir para a dignidade humana e para a justiça social, a igualdade global e o bem-estar planetário.

Fontes: notícia de Canelas (2019), para a definição vigente de museu, e sítio do ICOM Portugal, para a proposta de nova definição

sábado, 31 de agosto de 2019

[0202] A cidade e o futuro, no cinema

Exceptuando o mês de Agosto e, ao longo do ano, os Domingos, a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, situada em Lisboa, disponibiliza um intenso programa de visionamento de filmes das mais variadas origens, organizando-o de acordo com ciclos.

No dia 20 de Setembro, às 19h00, a Cinemateca exibe o filme Metropolis, dirigido pelo austríaco Fritz Lang e estreado em 1927. Foi, na altura, o filme mais caro produzido na Europa; e hoje é considerado uma das principais obras do expressionismo.




O guião deste filme baseou-se no romance de Thea von Harbou, tendo sido escrito por Harbou e Lang. Trata-se de “uma parábola sobre as relações sociais numa cidade do futuro. Os privilegiados vivem nas alturas, enquanto a massa de trabalhadores oprimidos vive nos subterrâneos, trazendo o desfecho uma reconciliação artificial entre as classes. O que faz de METROPOLIS uma obra-prima é a realização de Fritz Lang, os impressionantes e excecionais cenários futuristas, o domínio absoluto das massas de figurantes, a oposição entre homens e máquinas. É uma obra de múltiplos restauros, conhecida pela mutilação a que foi submetida logo depois da sua estreia em Berlim em janeiro de 1927.

Será apresentado na Cinemateca, legendado em português, na versão do último restauro, digital, de 2010, com mais 25 minutos de duração (a partir da descoberta, na cinemateca da Argentina, de uma cópia de 16 mm conforme à versão original de Lang), e pode permitir uma nova visão da obra, segundo o historiador e arquivista Martin Koerber, responsável pelos restauros de 2001 e de 2010: “Deixou de ser um filme de ficção científica. O equilíbrio da história foi reposto. Trata-se agora de um filme que abarca muitos géneros; um épico sobre conflitos antigos. A máscara da ficção científica é agora muito, muito ténue.

Fontes: sítio da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema (texto) e Wikipédia, versão inglesa (imagem)