domingo, 27 de outubro de 2019

[0210] De 2 a 17 de Novembro, a 23ª Mostra de Teatro de Almada


ESPETÁCULOS

2 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H00
FÓRUM MUNICIPAL ROMEU CORREIA
ABERTURA DA MOSTRA DE TEATRO DE ALMADA
ATUAÇÃO DA BANDA FILARMÓNICA DA ACADEMIA ALMADENSE


2 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H30
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA, ALMADA
TKM – UNIVERSIDADE SÉNIOR DOM SANCHO I DE ALMADA
AMÁLIA – O MUSICAL | M/12 | 90’

ADAPTAÇÃO DE DIOGO NOVO A PARTIR DO TEXTO DE FILIPE LÁ FÉRIA

6 NOVEMBRO | QUARTA | 21H30
TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE (SALA EXPERIMENTAL)
TEATRO DA GANDAIA
OMELETA À MOLIÈRE | M/6 | 60’

DE CHRISTIANE DE MACEDO, COM BASE EM TEXTOS DE MOLIÈRE

8 NOVEMBRO | SEXTA | 10h15 e 11h30

CENTRO SOCIAL DA TRAFARIA | ENTRADA LIVRE
EmbalArte + caDA
DE LÉS A LÉS, SABERES QUEM ÉS | M/6 meses | 45’

DE ÂNGELA RIBEIRO E SUSANA ROSENDO

9 NOVEMBRO | SÁBADO | 11h00
SALÃO DE FESTAS DA INCRÍVEL ALMADENSE
CÉNICO DA INCRÍVEL ALMADENSE
O REINO DO QUERER | M/6 | 45’

CRIAÇÃO COLETIVA DO CÉNICO DA INCRÍVEL ALMADENSE

9 NOVEMBRO | SÁBADO | 16h00
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO, ALMADA
ARREGALAR OS OLHOS NÃO É VER | M/6 | 60’
TALMADA TEATRO

9 NOVEMBRO | SÁBADO | 21H30
SALÃO DE FESTAS DA INCRÍVEL ALMADENSE, ALMADA
CÉNICO DA INCRÍVEL ALMADENSE
A AVÓ É FIXE | M/14 | 55’
DE ROMÁRIO MACHADO

10 NOVEMBRO |DOMINGO | 21h30
AUDITÓRIO MUNICIPAL FERNANDO LOPES-GRAÇA, ALMADA
TEATRO & TEATRO – O MUNDO DO ESPECTÁCULO
ZAPATOS | M/14 | 80’ | ESTREIA
DE WILL SMILE

11 NOVEMBRO | SEGUNDA | 21h30
AUDITÓRIO OSVALDO AZINHEIRA – ACADEMIA ALMADENSE, ALMADA
NNT – NOVO NÚCLEO TEATRO
SOPINHAS DE MEL | M/16 | 75’ | ESTREIA
DE TERESA RITA LOPES

13 NOVEMBRO | QUARTA | 21h30
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO, ALMADA
PRODUÇÕES ACIDENTAIS
FINAL FELIZ | M/14 | 60’ | ESTREIA
CRIAÇÃO COLECTIVA A PARTIR DE VÁRIOS AUTORES

14 NOVEMBRO | QUINTA | 11h00
ESCOLA BÁSICA DA TRAFARIA | ENTRADA LIVRE
TEATRO ABC.PI
ESBOÇOS PARA UMA CINDERELA | M/12 | 50’ | ESTREIA
DE CATARINA VIEIRA DA SILVA

14 NOVEMBRO | QUINTA | 21h30
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA, ALMADA
A LAGARTO AMARELO ASSOCIAÇÃO CULTURAL
A ESTRADA | M/12 | 60’ | ESTREIA
DE JACK LONDON, ADAPTAÇÃO DRAMATÚRGICA CLÁUDIA NEGRÃO

15 NOVEMBRO | SEXTA | 21h30
TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO, ALMADA
TEATRO 33
A INAUGURAÇÃO | M/6 | 60 ’| ESTREIA
CRIAÇÃO COLETIVA, COLAGEM DE TEXTOS DE RUI SILVARES, FRANCISCO SILVA E ANA NAVE

15 NOVEMBRO | SEXTA | 21h30
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA, ALMADA
ALPHA TEATRO
HÁ TANTO TEMPO | M/16 | 60’ | ESTREIA
DE HAROLD PINTER, TRADUÇÃO JORGE SILVA MELO

16 NOVEMBRO | DOMINGO | 16h00
AUDITÓRIO DO PONTO DE ENCONTRO, CACILHAS
NINHO DE VÍBORAS
PREFERIA ESTAR EM FILADÉLFIA | M/12 | 50’ | ESTREIA
DE RAQUEL SEREJO MARTINS

16 NOVEMBRO | SÁBADO | 21h30

TEATRO-ESTÚDIO ANTÓNIO ASSUNÇÃO, ALMADA
TEATRO EXTREMO
ARMSTRONG | M/12 | 60’
DE CASTRO GUEDES

16 NOVEMBRO | SÁBADO | 22h00
RECREIOS DESPORTIVOS DA TRAFARIA
GITT – Grupo de Iniciação Teatral da Trafaria
DIAS A MENOS | M/12 | 60’

DE CARLOS AMARAL

17 NOVEMBRO | DOMINGO | 16h00
AUDITÓRIO OSVALDO AZINHEIRA – ACADEMIA ALMADENSE, ALMADA
GRUPO DE TEATRO DA ACADEMIA ALMADENSE
CENAS | M/12 | 60’ | ESTREIA
ORIGINAL DE DALVA RODRIGUES E ADAPTAÇÃO DE CLÁUDIA NEGRÃO

17 NOVEMBRO | DOMINGO | 18h00
AUDITÓRIO FERNANDO LOPES-GRAÇA, ALMADA
PLATEIA D’ARTES
COM DOM DINIS E DONA ISABEL| M/3 | 50’
DE JOSÉ CARLOS GODINHO E ADAPTAÇÃO DE DIOGO NOVO

17 NOVEMBRO | DOMINGO | 21h30
TEATRO DA GANDAIA, COSTA DA CAPARICA
TEATRO DA GANDAIA
OMELETA À MOLIÈRE | M/6 | 60’
DE CHRISTIANE DE MACEDO, COM BASE EM TEXTOS DE MOLIÈRE

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

10 NOVEMBRO | SÁBADO | 18h00
AUDITÓRIO DO PONTO DE ENCONTRO, CACILHAS

APRESENTAÇÃO DE LIVRO A MORTE NOS OLHOS

CONCERTO PROJETO CATARATA

Apresentação do livro A Morte nos Olhos (Artes e Engenhos/Edições Senhora do Monte), que inclui o texto base do espetáculo com o mesmo nome (estreado na Mostra de Teatro de Almada, 2018), um ensaio gráfico do artista plástico João Ferro Martins e um texto de reflexão do professor José Miranda Justo. Depois da apresentação do livro com a leitura de passagens selecionadas e visualização de imagens escolhidas, propõe-se a realização de um concerto de música improvisada com o projeto CATARATA, integrado por André Tasso, Bruno Humberto e João Ferro Martins.


12 NOVEMBRO | TERÇA |10h00 às 13h00
e
13 NOVEMBRO | QUARTA |10h00 às 13h00
ESCOLA BÁSICA DA TRAFARIA

WORKSHOP A BUSCA DA EXPRESSÂO

Numa Sociedade onde existe uma constante pressão sobre aqueles que se colocam à parte de um sistema rotulador, onde o tempo voa e todos os nossos esforços parecem refletir-se apenas em números, a Adolescência é o principal alvo de todas essas problemáticas.

O Teatro ABC.PI, juntamente com o bailarino Magnum Soares, encaram este workshop como um laboratório, onde a exploração do ‘Eu’ é o principal foco, de modo a encontrarmos o nosso lugar e tempo. Quem sou eu? Onde estou? Como me sinto? e Como me expresso?, serão questões abordadas através de dinâmicas de Dança-Teatro.

A Dança Contemporânea será o fio condutor para a exploração do Gesto e do Movimento de cada indivíduo e do que lhe é singular.

Atividade para jovens dos 12 aos 18 anos (máx. de 15 pessoas por sessão).
Por Teatro ABC:PI. – Associação Cultural.


ESCOLA BÁSICA DA TRAFARIA


16 NOVEMBRO | DOMINGO |17h15
AUDITÓRIO DO PONTO DE ENCONTRO, CACILHAS

LANÇAMENTO DO LIVRO PREFERIA ESTAR EM FILADÉLFIA
COLÓQUIO COM ENCENADOR, AUTORA E ATORES

Lançamento do livro “Preferia estar em Filadélfia” de Raquel Cerejo Martins, seguindo-se um colóquio com a presença da autora, encenador e autores.

Fonte: blogue da Mostra de Teatro de Almada

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

[0209] Na Costa da Caparica, a Associação Gandaia sobrevoa a região


Fundada em 27 de Março de 2012, a Gandaia é uma Associação sem fins lucrativos que tem como fim a “promoção do Auditório Costa da Caparica, da cultura comunitária local e do desenvolvimento sustentável regional”.
A palavra «Gandaia» descreve, localmente, o acto de «percorrer as praias para procurar o que o mar deixou». Retomando-a, a Associação Gandaia “pretende descobrir, valorizar e promover o que a sua região tem para oferecer”. Como era muito comum os miúdos percorrerem em grupo as praias locais na busca de artefactos que lhes permitissem produzir o brinquedo do dia, o logótipo adoptado pela Associação representa um dos achados que então era mais valorizados, o Cavalo Marinho: depois de seco, ele era conservado como um talismã da sorte.


Com a designação «Notícias da Gandaia», esta Associação edita um jornal em suporte papel, mensal, e faz chegar, a quem o solicitar (através de www.gandaia.pt), informações semanais sobre as actividades que ocorrem na região. Ela está ainda ligada a um Grupo de Teatro, a uma Universidade Popular e a ciclos de cinema exibidos no Auditório da Costa da Caparica.

Fonte: sítio do Notícias da Gandaia

domingo, 13 de outubro de 2019

[0208] De 25 a 27 de Outubro, na Moita, o IV Encontro de Culturas Ribeirinhas


Organizado pela Câmara Municipal da Moita, em colaboração com a Associação de Desportos Náuticos Alhosvedrense «Amigos do Mar», Associação Naval Sarilhense, Centro Náutico Moitense, Secção Náutica do Beira Mar Futebol Clube Gaiense e Instituto de Dinâmica do Espaço da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, este Encontro é mais um contributo para a afirmação do projecto municipal «Moita Património do Tejo»:


PROGRAMA:

25 de Outubro (6ª feira)

Moita – Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça - Auditório Maestro Lopes Graça

21h15 - Abertura do IV Encontro de Culturas Ribeirinhas
21h30 - Exibição do documentário «A Construção Naval Tradicional e os Estaleiros das Associações Náuticas do Concelho da Moita»
22h15 - Colóquio «As Associações Náuticas e a Preservação do Património Cultural Flúvio-Marítimo»

26 de Outubro (Sábado)

Alhos Vedros – Moinho de Maré da Azenha

9h30h-17h00 - Colóquio «A Construção Naval Tradicional em Madeira e a Preservação do Património Cultural Imaterial»

27 de Outubro (Domingo)

Sarilhos Pequenos – Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos

10h00 - Visita ao Percurso Interpretativo do Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos
11h30 - «O Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos e a Preservação da Arte de Carpintaria Naval Tradicional, uma conversa com o Mestre do Estaleiro»

Moita – Cais da Moita

14h30 - Apresentação da exposição dos painéis interpretativos «Moita Património do Tejo», do Cais da Moita
15h00 - Visita à exposição de embarcações tradicionais no ancoradouro do Cais da Moita
15h30 - «Passeios a bordo» nas embarcações tradicionais do Tejo
17h00 - Encerramento

Fonte: sítio da Câmara Municipal da Moita

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

[0207] A importância do «Sínodo para a Amazónia»


A Amazónia tem mais de 7 milhões de quilómetros quadrados e abrange oito países (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela) e um território ultramarino (Guiana Francesa).
Para evidenciar a importância ecológica deste território, somos usualmente lembrados das magnitudes da sua biodiversidade (30 a 50 % da flora e da fauna do planeta), da água doce que permanentemente o cruza (cerca de 20 % da não congelada), das florestas primárias que possui (mais de um terço das mundiais) e do seu papel na captação de carbono (apesar de os oceanos serem o mais significativo).

A ocupação humana da Amazónia começou há mais de dez mil anos. Até há cerca de 500 anos, a sobrevivência dos povos que aí se instalaram baseava-se na recolecção, na caça, na pesca e no cultivo, tendo as margens dos grandes rios e lagos sido privilegiadas.
Com a chegada dos colonos europeus (especialmente portugueses e espanhóis), e com a escravização dos indígenas, muitos dos povos locais refugiaram-se no interior da floresta, pelo que a primeira fase da colonização implicou uma substituição das populações que viviam junto à água.

Desde há algumas décadas, tanto as florestas como os rios da Amazónia estão ameaçados por grandes interesses agrários e mineiros, que desflorestam a selva e contaminam as águas, e também pelo narcotráfico. Consequentemente, as cidades da Amazónia têm crescido muito depressa, integrando muitos migrantes, na maioria indígenas e afrodescendentes, expulsos pelos madeireiros, pela mineração ilegal e legal ou pela indústria de extração petrolífera. Actualmente, entre 70 e 80% da população da Amazónia vive nas cidades, sofrendo os menos favorecidos de diversas formas de exclusão e exploração (incluindo o tráfico humano).
A profunda crise que a Amazónia atravessa é, portanto, ambiental e social. Quinhentos anos depois do início da colonização e duzentos anos após a independência dos países amazónicos, existe hoje um novo colonialismo que, frequentemente, se veste com a máscara de progresso.

Nos nove países que integram a Amazónia, existem, aproximadamente, três milhões de indígenas, correspondendo a cerca de 390 povos e nacionalidades diferentes. Há, ainda, entre 110 e 130 “povos livres”, ou “Povos Indígenas em Situação de Isolamento Voluntário”. Cada um destes povos representa uma identidade cultural particular, uma riqueza histórica específica e um modo próprio de ver o mundo, e de relacionar-se com este, a partir de sua cosmovisão e territorialidade específica.
Alguns “não indígenas” têm dificuldade para compreender a alteridade indígena e, muitas vezes, não respeitam a diferença do outro.
Nos últimos anos, os povos indígenas começaram a escrever a sua própria história e a descrever de maneira formal as suas culturas, costumes, tradições e saberes. Escreveram sobre o ensino que receberam da parte de seus antepassados, pais e avós, que são memórias pessoais e colectivas. Hoje, ser indígena não se deduz somente da pertença étnica. Esse ser também se refere à capacidade de manter a identidade sem se isolar das sociedades que o rodeiam e com as quais interage.


O Sínodo para a Amazónia foi anunciado pelo Papa Francisco em 2017 e será realizado este mês, visando trabalhar para e com aqueles que aí vivem: habitantes de comunidades e zonas rurais, de cidades e grandes metrópoles, ribeirinhos, migrantes e deslocados e, especialmente, os povos indígenas.

Fonte: “Documento preparatório do Sínodo para a Amazônia”, acessível no sítio do Vaticano

sábado, 28 de setembro de 2019

[0206] Duas actividades do Centro de Arqueologia de Almada, em Outubro


Já no próximo Sábado, dia 5 de Outubro, apresentação do livro Sobreda ontem e hoje, da autoria de Elisabete Glória Gonçalves, no Salão Nobre do Solar dos Zagallos, pelas 16h00:


E no dia 24 de Outubro, na Travessa Luís Teotónio Pereira (Cova da Piedade 2805-187 Almada), pelas 18h00, conversa sobre a história do Serviço Educativo do Centro de Arqueologia de Almada, animada por Ana Braga, Elisabete Glória Gonçalves e José Carlos Serra


quarta-feira, 25 de setembro de 2019

[0205] A revolta estudantil de 2015 e 2016 no Brasil


Em 2015, milhares de alunos do ensino secundário de São Paulo (Brasil), procurando resistir ao projecto de reorganização do ensino público do então governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, ocuparam mais de 200 das suas escolas. Organizaram-se para nelas permanecerem de dia e de noite e aí realizaram assembleias de autogestão e aulas sobre pensamento crítico. Letícia Karen, então com 15 anos, recordou as razões da resistência: “A gente só ficou sabendo do projecto de Geraldo Alckmin através do jornal. Até lá, nem os professores nem as classes estudantis sabiam de nada (…). Todos sabíamos que era um corte na educação pública, que não era para melhorar: para quê fechar escolas quando o que precisamos é de muitas mais?

Imagem retirada de: https://focasnaarea.wordpress.com

A mobilização tinha, aliás, sido iniciada por manifestações de rua, apoiadas por entidades escolares e por sindicatos de professores, mas rapidamente se tornou autónoma. E como os estudantes se aperceberam de que as manifestações não eram suficientes, decidiram ocupar as escolas, inspirando-se no exemplo da Revolução dos Pinguins dos alunos do ensino secundário chilenos, em 2006.
As ocupações duraram dois meses, e o que os estudantes viveram e aprenderam equivaleu ao que viveriam e aprenderiam ao longo de muitos anos. De novo o testemunho, hoje, de Letícia Karen: “A gente desconstruiu aquele ensino baseado na escola ditatorial e construiu junto outra coisa. Fomos descobrindo outras possibilidades de existência ali dentro, coisa que nunca tínhamos feito antes.

No final de 2015, este movimento conseguiu que o projecto de reorganização do ensino público paulista fosse suspenso. Mas ainda havia muitos outros problemas: as más condições das escolas, os salários em atraso das empregadas de limpeza e dos professores, as salas de aula superlotadas (40 a 50 alunos para um professor). “A gente costuma dizer que nós ocupamos as escolas não só porque elas iam fechar, mas por toda a precarização do ensino público”, precisa Letícia.” Por isso, em 2016, os estudantes juntam à sua lista de protestos questões como o desvio do dinheiro das merendas, os projectos de lei ligados ao movimento conservador e retrógrado Escola sem Partido e a reforma do ensino secundário anunciada pelo governo de Michel Temer. De São Paulo, a mobilização estende-se a outras cidades, com manifestações e mais de 1000 escolas e universidades públicas ocupadas.
A repressão policial aumenta. “Havia muita perseguição, eles já sabiam quem nós éramos. Havia, do nada, espancamentos na rua de companheiros nossos”, diz Letícia. Obrigados por decreto-lei a sair das escolas e com a polícia à porta para os receber à saída, os estudantes estavam “muito afectados psicologicamente” e não sabiam “como continuar” este tipo de luta.

O projecto de reorganização do ensino acabou por ser posto em prática, de outro modo, com outro nome, e as escolas continuaram precarizadas.
Os estudantes, no entanto, perceberam que tinham uma voz: “Surgiram várias associações estudantis dentro das escolas, muitas direcções foram derrubadas e a gente recebe notificações de manifestações todos os dias. Criou-se uma rede de apoio a partir do movimento.” E também perceberam que podiam agir por outros meios: A ocupação não era mais viável, então resolvemos continuar a resistir através da arte.

Fonte: notícia de Duarte (2019), livremente resumida nesta mensagem

A mensagem «0023», de Outubro de 2016, já havia referido este movimento estudantil

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

[0204] O relatório Education at a Glance de 2019


A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou há dias o seu relatório anual Education at a Glance. Nele, os jovens portugueses surgem com taxas de inscrição no ensino superior acima da média dos países parceiros desta organização, mas com o dobro de «nem-nem» (jovens que nem estudam nem trabalham) que procuram emprego há mais de um ano.
De facto, entre os 19 e os 20 anos, 41 % dos nossos jovens estão matriculados numa universidade ou num instituto politécnico, enquanto na generalidade da OCDE a média é de 37%. Por outro lado, Portugal, com a Itália, a Espanha e a Grécia, integra o grupo de países onde há mais jovens que não estudam nem trabalham:


Há pelo menos dois tipos de dificuldades para aqueles que colocam a possibilidade de continuar a estudar. As instituições do ensino superior continuam muito focadas em cursos que prolongam o ensino secundário, não se interessando por prolongar os cursos profissionais. E os cursos do ensino superior têm vindo a garantir vencimentos no mercado de trabalho cada vez mais próximos de quem os não tirou, tal como Sofia Escária, presidente da Federação Académica de Lisboa (FAL), explicou: “De que serve investir tanto para ter um curso, se num primeiro emprego vamos ganhar pouco mais do que quem não tem formação?


Este relatório pode ser acedido em http://www.oecd.org/education/education-at-a-glance/, com versões em inglês, alemão e francês.

Mensagens que referiram os relatórios Education at a Glance dos últimos anos: «0005» (2016), «0089» (2017) e «0158» (2018).

Fonte: notícia de Silva (2019b)

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

[0203] O que é um museu?


Segundo a definição vigente, “um museu é uma instituição permanente sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público, que adquire, conserva, investiga, comunica e expõe o património material e imaterial da humanidade e do seu meio envolvente com fins de educação, estudo e deleite”.
A maior organização não-governamental dos museus e dos seus profissionais, o Conselho Internacional dos Museus (ICOM), pretendendo actualizar esta definição, lançou um processo de participação do qual resultou uma nova proposta, a debater e ser votada na Assembleia Geral Extraordinária que terá lugar no dia 7 de Setembro de 2019, após a Conferência Geral do ICOM que se realiza em Quioto (Japão) na primeira semana deste mês.


A definição proposta pode ser consultada aqui. E uma sua possível tradução, efectuada pelo ICOM Portugal, é a seguinte:

Os Museus são espaços democratizantes, inclusivos e polifónicos, orientados para o diálogo crítico sobre os passados e os futuros. Reconhecendo e lidando com os conflitos e desafios do presente, detêm, em nome da sociedade, a custódia de artefactos e espécimes, por ela preservam memórias diversas para as gerações futuras, garantindo a igualdade de direitos e de acesso ao património a todas as pessoas.
Os museus não têm fins lucrativos. São participativos e transparentes; trabalham em parceria activa com e para comunidades diversas na recolha, conservação, investigação, interpretação, exposição e aprofundamento dos vários entendimentos do mundo, com o objectivo de contribuir para a dignidade humana e para a justiça social, a igualdade global e o bem-estar planetário.

Fontes: notícia de Canelas (2019), para a definição vigente de museu, e sítio do ICOM Portugal, para a proposta de nova definição

sábado, 31 de agosto de 2019

[0202] A cidade e o futuro, no cinema

Exceptuando o mês de Agosto e, ao longo do ano, os Domingos, a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, situada em Lisboa, disponibiliza um intenso programa de visionamento de filmes das mais variadas origens, organizando-o de acordo com ciclos.

No dia 20 de Setembro, às 19h00, a Cinemateca exibe o filme Metropolis, dirigido pelo austríaco Fritz Lang e estreado em 1927. Foi, na altura, o filme mais caro produzido na Europa; e hoje é considerado uma das principais obras do expressionismo.




O guião deste filme baseou-se no romance de Thea von Harbou, tendo sido escrito por Harbou e Lang. Trata-se de “uma parábola sobre as relações sociais numa cidade do futuro. Os privilegiados vivem nas alturas, enquanto a massa de trabalhadores oprimidos vive nos subterrâneos, trazendo o desfecho uma reconciliação artificial entre as classes. O que faz de METROPOLIS uma obra-prima é a realização de Fritz Lang, os impressionantes e excecionais cenários futuristas, o domínio absoluto das massas de figurantes, a oposição entre homens e máquinas. É uma obra de múltiplos restauros, conhecida pela mutilação a que foi submetida logo depois da sua estreia em Berlim em janeiro de 1927.

Será apresentado na Cinemateca, legendado em português, na versão do último restauro, digital, de 2010, com mais 25 minutos de duração (a partir da descoberta, na cinemateca da Argentina, de uma cópia de 16 mm conforme à versão original de Lang), e pode permitir uma nova visão da obra, segundo o historiador e arquivista Martin Koerber, responsável pelos restauros de 2001 e de 2010: “Deixou de ser um filme de ficção científica. O equilíbrio da história foi reposto. Trata-se agora de um filme que abarca muitos géneros; um épico sobre conflitos antigos. A máscara da ficção científica é agora muito, muito ténue.

Fontes: sítio da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema (texto) e Wikipédia, versão inglesa (imagem)

sábado, 24 de agosto de 2019

[0201] As Escolas de Segunda Oportunidade


Na Europa, as Escolas de Segunda Oportunidade começaram a surgir na segunda metade dos anos 1990. A rede que estas escolas criaram em 1999 inclui, actualmente, cerca de 40 parceiros (associações e estabelecimentos de ensino), na sequência do reconhecimento da educação de segunda oportunidade pela Comissão Europeia.

Em Portugal a primeira escola que se juntou a esta rede foi a Escola de Segunda Oportunidade de Matosinhos, criada em 2008:


Escola de Segunda Oportunidade de Matosinhos
(imagem retirada de https://escolasegundaoportunidade.blogspot.com/)


Foram entretanto criadas outras, sobretudo no Norte (Maia, Porto, Valongo), mas também no Sul (Samora Correia).

Estas escolas destinam-se aos jovens que, com mais de 15 anos e sem qualificação profissional, tenham abandonado os estudos há pelo menos um ano, tendo sido, há pouco mais de duas semanas, legalmente enquadradas pelo Ministério da Educação (Despacho nº 6954/2019).
Para concretizar este enquadramento em 2019-20, serão assinados protocolos entre cada uma destas escolas, a Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e as entidades parceiras (autarquias, empresas, instituições de solidariedade social, movimento associativo). Haverá, portanto, um ambiente comunitário a rodear estas escolas.

Fonte: notícia de Silva (2019)

sábado, 10 de agosto de 2019

[0200] Se numa noite de Agosto vir «estrelas cadentes», inspire-se neste documento


Acabou de ser divulgado o primeiro documento internacional que procura dar uma resposta à pergunta: “O que deverão os cidadãos, em qualquer lugar do mundo, saber sobre astronomia?” Foi intitulado Big Ideas in Astronomy: A Proposed Definition of Astronomy Literacy (Grandes Ideias na Astronomia: Uma Proposta de Definição da Literacia da Astronomia) e produzido por um grande número de colaboradores de todo o mundo, sob coordenação do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, do Observatório de Leiden e da Universidade de Leiden (Holanda):



Descarregue aqui este documento.

Ao longo de 65 páginas, são abordados diversos aspectos da astronomia: a história, a tecnologia, as observações, as teorias, as implicações sociais e filosóficas, organizados em onze ideias:

A Astronomia é uma das mais velhas ciências;

Os fenómenos astronómicos podem ser experienciados no nosso quotidiano;

O Céu, à noite, é rico e dinâmico;

A Astronomia é a ciência que estuda os objectos celestes e os fenómenos do Universo;

A Astronomia beneficia do desenvolvimento tecnológico e também o estimula;

A Cosmologia é a ciência que explora o Universo como um todo;

Todos nós vivemos num pequeno planeta do Sistema Solar;

Todos somos feitos do pó das estrelas;

Há centenas de biliões de galáxias no Universo;

Podemos não estar sós no Universo;

Devemos preservar a Terra, a nossa casa no Universo.


Fonte: notícia do Público (2019)

domingo, 4 de agosto de 2019

[0199] Faça chuva, ou faça sol, consulte o Instituto Português do Mar e da Atmosfera


O IPMA (Instituto do Mar e da Atmosfera) é o laboratório de Estado que tem por competência promover e coordenar a investigação científica, o desenvolvimento tecnológico, a inovação e a prestação de serviços no domínio do mar e da atmosfera, assegurando a implementação das estratégias e políticas nacionais nas suas áreas de actuação, contribuindo para o desenvolvimento económico e social, sendo investido nas funções de autoridade nacional nos domínios da meteorologia, meteorologia aeronáutica, do clima, da sismologia e do geomagnetismo:


O IPMA criou um e-Museu do Mar e da Atmosfera, ainda numa fase embrionária, através do qual disponibiliza uma experiência virtual interativa recorrendo à tecnologia multimédia como forma de partilhar o seu acervo:


Fonte: página do IPMA nas redes sociais


domingo, 21 de julho de 2019

[0198] Desenho arqueológico em exposição em Almada


Perguntou há dias o arqueólogo Luís Raposo [mensagem «0197»] se aquilo que pretendemos fazer com os nossos arquivos memoriais é consumi-los em nome apenas da parasitagem hedonista hodierna ou interrogá-los constantemente, potenciando o seu poder criativo, e já agora conservá-los para aqueles que virão depois de nós?
E, de certo modo respondendo, lembrou como o regresso da democracia em 1974 trouxe com ela todo um novo entusiasmo pelo estudo libertador do passado, como condição da libertação do presente e da garantia da liberdade no futuro.

Podemos encarar a educação como um encontro com as memórias colectivas, onde as questionamos à luz do que desejamos para o presente e para o futuro.

Está em exposição no Quarteirão das Artes, em Almada, a exposição Desenho Arqueológico do Centro de Arqueologia de Almada, concebida e organizada pela Associação Cidadão Exemplar:

Capa de Jorge Raposo para o nº 1 da IIª série
da revista «al madan» (Dezembro de 1992),
onde está em destaque o desenho arqueológico de uma peça medieval
recolhida em Almada, feito por Armando Sabrosa (1965 – 2006) e patente nesta exposição

Na apresentação desta exposição pode ler-se:
O desenho arqueológico é uma ferramenta essencial para o arqueólogo durante o trabalho de campo e posteriormente quando o espólio arqueológico é estudado.
A representação gráfica das peças recuperadas nas escavações arqueológicas tem como objectivo ajudar o investigador na interpretação das mesmas e muitas vezes do contexto de proveniência. Essa representação é mais esquemática ou com maior rigor técnico, conferindo textura e perspetiva de acordo com o nível de pormenor e a complexidade do objeto que queremos ver representado. Auxilia na perceção de morfologias, tipologias, padrões decorativos e mesmo funcionalidades.

Fonte: sítio do Centro de Arqueologia de Almada

quarta-feira, 17 de julho de 2019

[0197] Que fazer com os nossos arquivos memoriais?


Queremos “consumi[r os nossos arquivos memoriais] em nome apenas da parasitagem hedonista hodierna ou interrogá-los constantemente, potenciando o seu poder criativo, e já agora conservá-los para aqueles que virão depois de nós?”
Foi para ilustrar esta pergunta que Luís Raposo contou a seguinte estória:

Era uma vez, um homem, José Leite de Vasconcelos, que moveu céus e terra em finais de oitocentos para fazer um museu que contasse as origens remotas do «ser português», muito mais do que do ser Portugal. Conseguiu finalmente instalá-lo em Belém, na ala recém-reconstruída do Mosteiro dos Jerónimos, que na altura e por influência do positivismo e do evolucionismo progressistas se preferiu politicamente consagrar a tal narrativa, em detrimento da que contasse a grandeza imperial. Passaram os anos, as décadas, os regimes, caminhou-se da Monarquia para a República, desta para a Ditadura Militar e o Estado Novo… e o «Museu de Belém» (assim simplesmente chamado porque não havia outro nas redondezas) foi singrando, reunindo arquivos da terra, promovendo ou até criando novos campos de estudo e novos oficiais dos mesmos. Chegou a Democracia e com ela todo um novo entusiasmo pelo estudo libertador do passado, como condição da libertação do presente e da garantia da liberdade no futuro.
É aqui que o contador da estória entra em cena. Nesse museu, no museu onde trabalho faz agora precisamente quatro décadas, havia, quando entrei, guardas de dia e de noite, estes com cães e licença de porte de arma, havia auxiliares de limpeza (as primeiras cuidadoras das colecções, como enfaticamente dizia Adília Alarcão, uma das pessoas com quem, mesmo sem disso me ter dado conta, mais aprendi a amar os museus pelas pequenas coisas do dia-a-dia), havia conservadores para várias colecções, havia arqueólogos com actividade de campo ao serviço do museu (eu próprio, era um deles), havia telefonistas, havia técnicos de laboratório (inclusive uma engenheira química, isto para além do sector de arqueociências, com diferentes especialidades, como a geologia ou a paleobotânica), havia secretaria com chefia própria, havia bibliotecária, havia fotógrafo, havia almoxarife, havia marceneiro e havia carpinteiro, havia, havia… éramos quase uma centena e apenas recorríamos a aquisições de serviços externas quando realmente justificadas, em situações técnicas (caso do transporte de peças para o exterior) ou para alargar o leque da criatividade (caso dos projectos de exposições).
Havia também desenhadores (no plural), conforme a longa, secular, tradição de uma Casa por onde passaram Guilherme Gameiro, Francisco Valença, João Saavedra Machado, Dario de Sousa … E até o grande Stuart aí colaborou, ocasionalmente. Em algumas décadas do século XX, especialmente durante o Estado Novo, era no «Museu de Belém» (ou «Museu Etnológico», que ainda ostentava no nome, conforme o baptismo que lhe deu o fundador) que se reuniam alguns destes mestres e aí conversavam, trocavam experiências, talvez também ideias, como o demonstram numerosas caricaturas do Sempre Fixe, resistentes dentro dos limites que o lápis azul e a tesoura (repetidamente representados por Valença) o deixavam. Diversas técnicas de representação gráfica em arqueologia foram testadas, desenvolvidas, no que constituiu uma escola prática. Os álbuns desses mestres, que no museu se guardam, constituem por si sós tesouros nacionais. E nunca é demais lembrar que, em Arqueologia, seja de campo seja de gabinete, incluindo registo de peças em museu, o desenho é muito mais importante do que a fotografia: esta, para usar a expressão de Mortimer Wheeler, «é mentirosa», porque dá a errada (e ingénua) sensação de autenticidade; aquele é verdadeiro, porque expõe sem filtros a interpretação do autor, desenhador e arqueólogo.

Desenho humorístico, de Francisco Valença, na capa do “Sempre Fixe”, em 1956. A resistência das colecções do “Museu Etnológico” à decisão governamental da entrega de Belém e dos Jerónimos à celebração do Império e à Marinha, patrocinada ao mais alto nível do regime pelo então ministro daquele ramo das Forças Armadas, Américo Thomaz, “eleito” dois anos depois Presidente da República, na célebre golpada contra a candidatura de Humberto Delgado.

Conto tudo isto porque se reformou por estes dias a Helena Figueiredo, aquela que poderá talvez ter sido a última desenhadora do Museu Nacional de Arqueologia, já que não se vê no horizonte nenhuma possibilidade de inverter a caminhada para o abismo em que os Museus Nacionais se encontram em matéria de pessoal. Abismo que não é só pela falta do mais aparente (vigilantes-recepcionistas), mas pela efectiva falta de pensamento estratégico quanto ao que é ser museu e mormente museu nacional. Éramos próximo de uma centena há quatro décadas, a grande maioria com contratos de trabalho estáveis; cobríamos quase todos os sectores de especialidade necessários à realização da missão do museu e confiávamos na perenidade intergeracional da instituição. Hoje seremos pouco mais de três dezenas, recorremos a torto e a direito a externalidades, à exploração dos mais jovens (bolseiros, estagiários…), à precariedade em geral e até, cada vez mais, ao «voluntariado» …

Vaso neolítico do Monte da Vinha (Santiago do Cacém). 5º milénio antes de Cristo. Doação do escritor Mário de Carvalho ao Museu Nacional de Arqueologia, de cujo Grupo de Amigos é membro. Desenho de Helena Figueiredo do vaso neolítico do Monte da Vinha. Repare-se que a análise inteligente da desenhadora foi ao ponto de ter detectado, e representado, a forma dos instrumentos ou estiletes usados na execução dos motivos impressos.

Pergunto-me o que virá a seguir. A privatização mercantilista dos museus nacionais que possam gerar receita, convertidos em negócios destinados a distribuir lucro; ou, mais pudicamente, a sua semi-privatização, entregues a sociedades de capitais públicos assentes em sistemas de bilhética agressivos (insensíveis à dimensão cidadã), capazes, no melhor dos cenários, de potenciar essas «ilhas de abundância», conservando e promovendo os bens à sua guarda – ou meras centrais de emprego de «amigos» e «correligionários», rodízios de mãos que se lavam mutuamente, no pior dos casos?
E pergunto-me sobre tudo o resto, o que inexoravelmente «não dá dinheiro». Ficará simplesmente ao abandono, entregue à sua apagada e vil tristeza? Deixará o País de possuir arquivos de memória capazes de executarem as suas missões, verdadeiros museus nacionais desde logo, geridos com sentido de entrega à causa pública, com respeito por todos os que nos precederam, todos os que hão-de vir … e para nossa própria felicidade, afinal?
Ou tudo isto não passa de inquietações sem sentido, inerentes à idade, à velhice, à aproximação da reforma e decorrentes de um sentido de patriotismo emancipador, porventura fora de moda?

Fonte (jornal): Raposo (2019)

sábado, 6 de julho de 2019

[0196] Abrem muito em breve as inscrições no «Ciência Viva no Verão» de 2019

Nas férias de Verão haverá centenas de acções de participação gratuita em todo o país, organizadas por centros ciência viva, instituições científicas, autarquias, empresas e associações científicas:


O programa será disponibilizado para consulta no dia 8 de Julho (2ª feira) a partir das 17h e as inscrições serão abertas no dia 9 de Julho (3ª feira) às 15h, em www.cienciaviva.pt/veraocv/home/.

Fonte: sítio da Ciência Viva