sábado, 11 de novembro de 2017

[0099] 19 de Novembro: Dia Mundial do Xadrez

A celebração desta data foi escolhida para coincidir com o dia de nascimento do cubano José Raúl Capablanca (1888 – 1942), talvez o melhor xadrezista natural de sempre: aprendeu a jogar aos 4 anos, vendo como o pai o fazia; venceu, por 7 – 5, um match contra o campeão do Clube de Xadrez de Havana quando tinha 12 anos; e, em 1921, conquistou o título mundial, jogando contra Emanuel Lasker.

Em sentido restrito, o Xadrez é um jogo de competição. No entanto, desde muito cedo, a prática deste jogo também gerou um ambiente de cooperação, de que a problemística é um exemplo: uns poucos propõem, os restantes resolvem, e assim todos melhoram.

Eis um dos mais antigos exemplos de problema, de origem árabe, com cerca de mil anos: as brancas jogam e dão mate em 3 lances:


Segundo a Associação de Xadrez de Setúbal (fundada em 1976), em 2016-17 estavam nela federados doze clubes (metade do concelho do Barreiro; e um de fora do distrito):

ASSOCIAÇÃO DE FORMAÇÃO DESPORTIVA B. LÃNDIA (concelho do Barreiro)
ASSOCIAÇÃO DE XADREZ «A TORRE» (concelho Montemor-o-Novo)
ATENEU POPULAR DE MONTIJO (concelho do Montijo)
CENTRO CULTURAL E RECREATIVO DO ALTO DO MOINHO (concelho do Seixal)
CENTRO CULTURAL E RECREATIVO JUVENTUDE DO LAVRADIO (concelho do Barreiro)
CLUBE PEÕES DA CAPARICA (concelho de Almada)
COOPERATIVA CULTURAL POPULAR BARREIRENSE (concelho do Barreiro)
FUTEBOL CLUBE BARREIRENSE (concelho do Barreiro)
GRUPO DESPORTIVO DO CAVADAS (concelho do Seixal)
GRUPO DESPORTIVO DOS FERROVIÁRIOS DO BARREIRO (concelho do Barreiro)
INDEPENDENTE FUTEBOL CLUBE TORRENSE (concelho do Seixal)
SANTOANTONIENSE FUTEBOL CLUBE (concelho do Barreiro).


Fontes: sobre Capablanca, Penguin Books (1981; pp. 80-81); origem do problema, Penguin Books (1981; pp. 355-356); sobre o distrito de Setúbal, sítio da Associação de Xadrez de Setúbal

Solução do problema:

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

[0098] Construção naval em madeira: a «Muleta» está a renascer em Sarilhos Pequenos

Fr. Nicolau de Oliveira pôde observar no rio Tejo, no início do século XVII, “muitos barcos pequenos a que chamamos moletas”. Mas, perto do fim do século XIX, Ramalho Ortigão já chamava de outro modo a atenção para “as elegantes muletas do Seixal, que infelizmente tendem a desaparecer da nossa baía”.

As Muletas eram embarcações típicas dos pescadores do Seixal e do Barreiro, existindo dela vários modelos à escala, como o seguinte:


Recentemente, a Câmara Municipal do Barreiro encomendou ao Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos a construção de uma Muleta, estando a sua conclusão prevista para a primeira metade de 2018.

A preparação baseou-se nos planos do Museu de Marinha:


Ao fim de cerca de três semanas da construção propriamente dita …


… a Muleta nascente mostrava-se assim:


Fonte para as citações: Nabais (1984; p. 20)

O modelo da Muleta foi construído por Arnaldo dos Reis Cunha e restaurado por Luciana Casanova, estando patente ao público no Núcleo Naval do Ecomuseu Municipal do Seixal (fotografia retirada do sítio da Europeana)

Fotografias da planta e do estaleiro: Eva Maria Blum (em 6 de Novembro de 2017)

sábado, 4 de novembro de 2017

[0097] O Moinho de Maré de Alhos Vedros

Na página da Câmara Municipal da Moita este moinho é descrito assim:


O Moinho de Maré, situado no cais da vila de Alhos Vedros, terá sido construído na primeira metade do século XV, por Pero Vicente, na sequência de uma carta de sesmaria, concedida pelo Infante D. João, Mestre da Ordem de Santiago, a 13 de Fevereiro de 1435, em que lhe dá a posse de um chão e sapal para construir uma azenha.
A propriedade deste moinho transita para a família Mendonça Furtado, através da descendência do irmão de Catarina Lopes Bulhoa, segunda esposa de Pero Vicente e permaneceu na posse dessa família até ao século XIX. Com a instituição do Morgado da Casa da Cova, por Pedro Mendonça, no século XVI, o Moinho de Maré, juntamente com o Moinho Novo e o Palácio, passou a integrar o conjunto dos bens do Morgadio, tal como é referido nas escrituras de arrendamento.
Na primeira metade do século XX, a propriedade do moinho de maré deixou de estar na posse da família Mendonça Furtado e passou a ser pertença de José Gago da Silva. Foi com este proprietário que trabalhou o último moleiro do moinho, Manuel José Moreira, até 1939-1940. Posteriormente, foi vendido a um industrial de cortiça de Alhos Vedros que o transformou num armazém para as caixas da fábrica, altura em que foi construído o piso superior.
Em 1986 foi adquirido pela Câmara Municipal da Moita e entre 2006 e 2007 foi alvo de um projecto de reabilitação que o converteu num espaço cultural polivalente.
Após séculos de laboração, a actividade moageira teve o seu fim de ciclo e hoje o moinho constitui um bom exemplo arquitectónico dos sistemas tradicionais de moagem que se estabeleceram na margem sul do estuário do Tejo.

Este moinho é visitável, mediante marcação prévia (210 817 000; div.cultura.desporto@mail.cm-moita.pt).

Fonte: sítio da Câmara Municipal da Moita

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

[0096] Hoje faz 45 anos: parabéns Centro de Arqueologia de Almada!

Fundado em 1 de Novembro de 1972, o …


… desenvolve um conjunto de actividades ímpar na Nossa Banda:


Eis como descreve a Educação Patrimonial que promove:

As atividades educativas do Centro de Arqueologia de Almada promovem a educação patrimonial das crianças e dos adolescentes. A educação patrimonial é uma ferramenta para a compreensão da história e da paisagem. Através dela desenvolvem-se referências culturais importantes para a vida em sociedade.
As atividades de educação patrimonial dão a conhecer o Património e valorizam-no como marca identitária. Edifícios, memórias, lugares e objectos usados no passado são também recursos de aprendizagem. Com eles, criamos experiências educativas em diversas áreas do saber e das artes.
A acção educativa do Centro de Arqueologia de Almada apoia-se no conhecimento construído pela associação ao longo dos anos e tem três valores básicos: rigor científico; aproximação dos conteúdos aos destinatários; cariz experimental.
Em cada ano letivo vamos alargando o número de atividades disponível, tendo em vista abranger os vários níveis etários e ir ao encontro dos programas escolares.

Fonte: sítio do Centro de Arqueologia de Almada

sábado, 28 de outubro de 2017

[0095] Apresentação do livro sobre a Escola Secundária José Afonso

Da autoria de Alice Santos, Luís Filipe Santos, Madalena Ferreira e Sérgio Contreiras, professores na Escola Secundária José Afonso (Arrentela), o livro Fazes parte desta história será apresentado no próximo dia 9, pelas 18h00, no átrio da escola.

Um esboço da história da José Afonso (antigamente conhecida por Escola das Cavaquinhas) foi divulgado na mensagem «0060».


Fonte: informação dos autores por email 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

[0094] O Grupo Flamingo

O Grupo Flamingo - Associação de Defesa do Ambiente, fundado em 2 de Maio de 2002, adquiriu em 2005 o estatuto de organização não-governamental de ambiente (ONGA), de âmbito regional, devido ao desempenho relevante no domínio do Ambiente, quer na sua promoção, protecção, sensibilização e valorização junto da população, e ainda pelo reconhecido mérito em termos de educação ambiental.

Em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio «Terres de Femmes», da Fundação Yves Rocher, com o Projecto do Viveiro de Plantas Autóctones da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica.


Com sede em Corroios, concelho do Seixal, tem entre as suas actividades mais conhecidas as visitas e observações de aves, tendo-o feito, na Nossa Banda: Sapal de Corroios; Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica; Mata da Machada; Sapal de Coina; Lagoa de Albufeira; Cabo Espichel; Serra da Arrábida; e Reserva Natural do Estuário do Tejo.
E também colabora com as escolas.

Fonte: sítio do Grupo Flamingo

sábado, 21 de outubro de 2017

[0093] 31 de Outubro: Dia Mundial das Cidades

As Nações Unidas estabeleceram este dia em 2013 e iniciaram a sua comemoração em 2014, tendo-lhe associado um tema geral: Melhor Cidade, Melhor Vida.


O subtema escolhido para 2017 é Governança Inovadora, Cidades Abertas, estando ligado a um dos 17 objectivos enunciados na Agenda para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, que tem 2030 como horizonte temporal.

Como encara o movimento das Cidades Educadoras (mensagem «0014») esta comemoração?

Fonte: sítio das Nações Unidas - Habitat

sábado, 14 de outubro de 2017

[0091] Bora Cuidar da Escola!

O Núcleo de Almada e Seixal da Rede Educação Viva vai promover o segundo encontro da série «Bora Mudar a Escola?!» no dia 21 de Outubro de 2017 no Solar dos Zagallos (Sobreda da Caparica):


Na página deste Núcleo no Facebook escreve-se sobre este encontro:

Os «Boras» estão de volta, com nova imagem e novas dinâmicas!
É com imensa alegria que lançamos a 2ª edição dos nossos encontros, agora sob o lema «Bora cuidar da Escola!», em parceria com a Câmara Municipal de Almada.
Convidamos toda a comunidade – crianças, jovens, famílias, escolas públicas e privadas, projetos educativos inovadores, instituições e poder local – a participar proactivamente no movimento de transformação da educação que está a acontecer no nosso país.
O nosso propósito é criar espaços vivenciais de reflexão, escuta e co-criação a partir de temas que emergem de um novo paradigma para uma educação mais humanizada, sensível, integral e globalizante.
Juntos cuidaremos.
Juntos faremos a transição acontecer!

O primeiro encontro desta série, realizado em 2016, foi noticiado na mensagem «0007».


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

[0090] 16 de Outubro: Dia Mundial da Alimentação

Esta celebração foi decidida pelas Nações Unidas em 1979, coincidindo a sua data com a da fundação da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em 1945.


O tema escolhido para 2017 chama a nossa atenção para as pessoas que têm sido obrigadas a deixar as suas casas, o que está a acontecer a um ritmo mais intenso do que em qualquer outra altura desde a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: sítio da FAO

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

[0089] Dois tópicos interessantes do relatório «Education at a Glance» deste ano

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publica anualmente o relatório «Education at a Glance».


Duas informações interessantes salientadas pelo jornalista Samuel Silva no relatório de 2017, recentemente divulgado:

Em média, 39 % das crianças com 2 anos dos países que compõem a OCDE estão já inscritas no sistema de ensino. “Nos países do Norte da Europa, a cobertura é praticamente universal. Na Islândia, 95 % das crianças de 2 anos estão no ensino pré-escolar, ao passo que na Noruega e Dinamarca são 91 %.”
Só há sete países que não têm nenhuma criança de 2 anos no ensino pré-escolar: Arábia Saudita, Canadá, EUA, Irlanda, Letónia, Portugal, Suíça e Turquia.

Entre 2010 e 2014, verificou-se nos países da OCDE um aumento considerável do investimento no ensino superior, que foi até mais elevado do que o crescimento do número de alunos, assinalando a importância que os governos têm colocado no sector.
Na generalidade dos países, os cursos mais procurados são os de Gestão e Direito. Em Portugal a maioria dos alunos diploma-se nas áreas de Engenharia. Só a Coreia do Sul tem uma realidade semelhante.

Fonte: Silva (2017 (d)

domingo, 8 de outubro de 2017

[0088] O MAEDS - Museu de Arqueologia e Etnologia do Distrito de Setúbal

O Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS) foi fundado em Dezembro de 1974, pela Junta Distrital de Setúbal, e abriu ao público, na cidade de Setúbal, em 1976.


Segundo o seu sítio:

A perspectiva teórica que enforma a actividade do MAEDS defende para a instituição museológica um protagonismo não só no plano cultural, mas também no desenvolvimento económico-social regional. Vários programas de mobilização dos bens culturais de carácter material e imaterial, enquanto recursos económicos, têm sido considerados com sucesso, importando implementar esta linha de acção. O museu é aqui entendido como um espaço de liberdade, incentivador da criação, amplamente aberto à sociedade civil, onde a produção e consumo culturais devem ser estimulados.

Possui um valioso acervo arqueológico representativo do distrito de Setúbal: colecções pré-históricas (Paleolítico inferior e médio, Epipaleolítico, Mesolítico, Neolítico, Calcolítico, Idades do Bronze e do Ferro), romanas e pós-romanas.
E possui também colecções de etnografia: artefactos relativos às actividades tradicionais de pesca, recolecção, salicultura, criação de gado, agricultura, construção naval, fiação e tecelagem, arte popular e artesanato rural e urbano.

Fonte: sítio do MAEDS

sábado, 30 de setembro de 2017

[0087] 5 de Outubro: Dia Mundial do Professor

Em diversos países os professores são lembrados nesta data, tendo-a a UNESCO adoptado em 1994. Há no entanto outros países que lembram os professores noutras datas, como o Brasil faz em 15 de Outubro.

Alguns dados estatísticos recolhidos pelo jornalista Samuel Silva sobre os professores portugueses, com base no relatório «Perfil Docente», elaborado pelo Ministério da Educação:





Fonte dos quadros: Silva (2017 c)

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

[0086] Como no Agrupamento de Escolas do Barreiro se encara o Projecto de Autonomia e Flexibilidade Curricular



A Directora Felicidade Maria Fragoso Alves inseriu no sítio deste agrupamento, que dirige, uma mensagem para o corrente ano lectivo intitulada «Inovar e aumentar a qualidade das aprendizagens», na qual se refere assim a adopção do Projecto de Autonomia e Flexibilidade Curricular do Ministério da Educação:

Em termos das aprendizagens integramos o projeto de autonomia e flexibilidade curricular que visa a promoção de melhores aprendizagens indutoras do desenvolvimento de competências de nível mais elevado, assumindo a centralidade das escolas, dos seus alunos e professores, e permitindo a gestão do currículo de forma flexível e contextualizada, reconhecendo que o exercício efetivo de autonomia em educação só é plenamente garantido se o objeto dessa autonomia for o currículo. Mas nenhum órgão de gestão consegue enfrentar um processo de mudança e inovação sozinho. Precisa ter ao seu lado pessoas disponíveis, empreendedoras e capacitadas. Se os professores, os funcionários e os encarregados de educação não se envolverem na melhoria, não será possível refletir essa intenção quando se fecham as portas da sala de aula.

Fonte: sítio do Agrupamento de Escolas do Barreiro (consultado em 20 de Setembro de 2017)

sábado, 23 de setembro de 2017

[0085] 1 de Outubro: Dia Internacional da Música

A celebração deste tema foi proposta pelo músico Yehudi Menuhin (1916 – 1999) à International Music Council (IMC - uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, que agrega vários organismos e individualidades do mundo da música) e por esta instituída em 1975, visando:

a promoção da nossa arte musical no seio de todos os meios sociais”;
a aplicação dos ideais da UNESCO, de paz e amizade entre os povos, de evolução das suas culturas, de troca de experiências e de apreciação mútua dos seus valores estéticos”;
a promoção de actividades da IMC, das organizações dos seus membros internacionais e dos comités nacionais, bem como dos seus programas de intervenção em geral”.

Há, na Nossa Banda, no Pinhal Novo, um museu exclusivamente dedicado à música:

o Museu da Música Mecânica


Fontes informativas: sítios da International Music Council e do Museu da Música Mecânica

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

[0084] Uma exposição de trabalhos dos alunos da Escola Básica António Augusto Louro

Será inaugurada no dia 22 (próxima 6ª feira) às 18h00, no Cinema de S. Vicente (Aldeia de Paio Pires):


Os trabalhos foram realizados no âmbito de um projecto com o mesmo nome da exposição, que também integrou o Plano Educativo Municipal:


Fonte: informação do Ecomuseu Municipal do Seixal

domingo, 17 de setembro de 2017

[0083] Eu sou da Emídio – «História(s) e memória(s) da Escola Secundária Emídio Navarro»




Está no prelo, por iniciativa do seu autor (Carlos Abreu), mais um livro sobre a Escola Secundária Emídio Navarro (ESEN).
O lançamento está previsto para o dia 18 de Novembro (um Sábado), pelas 16h30, no Ginásio «Professor Silva Marques» da ESEN.
Os interessados podem reservar o livro dirigindo-se à Associação dos Antigos Alunos, por email: aaaeena@gmail.com, indicando o nome, um contacto e o número de exemplares que pretendem reservar, devendo o pagamento ser efectuado no dia do lançamento, ou, para os que não poderem participar neste, posteriormente.

O livro analisa 60 anos da escola, com base em investigação documental e em testemunhos de professores e alunos. Tem cerca de 400 páginas e está ilustrado com fotografias de alunos, de professores e de actividades desportivas e culturais, bem como de diversos documentos: manuais escolares, cadernos e trabalhos de alunos, folhetos das iniciativas, actas de reuniões, etc..


Fonte: informação proveniente da Associação dos Antigos Alunos da Escola Emídio Navarro

terça-feira, 12 de setembro de 2017

[0082] Como a Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi encara o Projecto de Autonomia e Flexibilidade Curricular

Uma das escolas da Nossa Banda envolvidas no Projecto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, do Ministério da Educação, é a Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi, de Setúbal.


Eis como no seu sítio desta escola é descrita …

A importância do projeto Flexibilidade Curricular

O Projeto Flexibilidade Curricular do Ministério da Educação conta com 235 escolas, a nível nacional. As turmas de 1º e 5º anos da Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi, uma das poucas escolas de ensino artístico especializado, integram este Projeto inovador.

«Ao participar neste projecto pretendemos a melhoria das aprendizagens dos nossos alunos e a valorização da nossa área de intervenção, as expressões artísticas, com maior incidência na área da música, por acreditarmos que esta área permite aumentar a concentração e o desempenho dos alunos. Será também valorizada a área da cidadania, tentando proporcionar aos nossos alunos a aquisição de competências diversas que ultrapassarão os currículos escolares.»

Este Projeto assenta num processo de participação e flexibilidade, onde cada aluno desenvolverá a sua criatividade, autonomia e sensibilidade, novas formas de saber, de estar, de comunicar e de aprender. Tendo em conta os seus interesses e necessidades, cada aluno será chamado a adotar um papel ativo na construção de aprendizagens significativas, enriquecendo, aprofundamento e consolidando as aprendizagens essenciais, através da aquisição e desenvolvimento de competências de pesquisa, avaliação, reflexão, mobilização crítica e autonomia de informação, com vista à resolução de problemas e ao reforço da auto-estima, em exercícios de cidadania ativa, de participação social, de partilha, de colaboração e de confronto de ideias.

Das várias novidades que este Projeto nos trará destacamos:


No 1º ano:
– criação da área Música Tradicional, em articulação com o clube riBombando.
– acréscimo de um tempo na Expressão Físico-motora
– integração da disciplina de Inglês no Projeto de Coadjuvação da escola

No 5º ano:
a vertente artística reforçada
– criação da disciplina Oficina de Música, em articulação com Oficina Criativa (Oferta Complementar)
– metodologia de projeto, indo ao encontro do interesse dos alunos, assente no tema integrador “Enraiz´Arte”
– ao longo do ano o trabalho assentará na dinâmica do trabalho de projeto, os alunos serão confrontados com a adoção de novas medidas e estratégias através de um planeamento curricular que terá como finalidade a adequação e contextualização do currículo ao projeto educativo da nossa escola e às características das turmas e dos alunos. O tema integrador definido para este ano “Enraiz´Arte”, será também um eixo fundamental para a criação de novos projetos interdisciplinares e transdisciplinares mais específicos.

Nota: mantém-se, nas várias valências da Academia, a criação de Projetos paralelos interdisciplinares e transdisciplinares, baseados nos Planos de Grupo / Turma, tendo em conta as caraterísticas e interesses dos intervenientes.

Lista das escolas da Nossa Banda envolvidas no PFAC: mensagem «0076».

Fonte informativa: sítio da Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi

sábado, 9 de setembro de 2017

[0081] A exposição «Plantas e Povos», do MUHNAC

Uma das exposições de longa duração patente no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa, é a seguinte:


No final é colocado ao visitante este desafio a …


Fonte: sítio do Museu Nacional de História Natural e da Ciência e visita à exposição

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

[0080] O ponto de vista dos directores sobre o «Projecto de Autonomia e Flexibilidade Curricular», do Ministério da Educação

Escreveu o jornalista Samuel Silva em 4 de Setembro passado: Projecto de flexibilidade curricular estreia-se com um mosaico de escolhas por parte das direcções escolares. O PÚBLICO falou com responsáveis de 31 das 235 escolas e agrupamentos envolvidas no projecto. Apostam na aplicação das mudanças às turmas de início de ciclo (1.º, 5.º, 7.º e 10.º anos).




















          O novo ano lectivo começa oficialmente na próxima sexta-feira e há, desde já, uma certeza: as escolas vão ser mais diferentes umas das outras. Os projectos de flexibilidade curricular, introduzidos pelo Ministério da Educação como uma experiência pedagógica, entram em funcionamento. E vão ser usados de forma muito diversa pelos professores. Ainda que a generalidade das direcções escolares que entram na experiência tenha optado por aplicar a mudança a todos os alunos de início de ciclo, há casos em que serão constituídas «turmas de teste» para esta estratégia e há até quem vá ter disciplinas semestrais, à semelhança do que acontece no ensino superior.
A flexibilidade curricular permite, entre outras medidas, que as escolas façam a sua própria gestão de até 25% da carga horária lectiva. Ao longo da última semana, o PÚBLICO falou com responsáveis de 31 das 235 escolas e agrupamentos envolvidos no projecto. Na generalidade dos casos (74% das escolas contactadas), os directores apostaram em aplicar as mudanças a todas as turmas de início de ciclo (1.º, 5.º, 7.º e 10.º anos), que são aqueles em que legalmente é possível usar os mecanismos de flexibilização. Nos restantes casos (8 escolas) é feito algum tipo de selecção, limitando o número de turmas e alunos envolvidos.
Mas mesmo nos estabelecimentos de ensino que optaram por aplicar este projecto a todos os estudantes, a forma como o mesmo será efectivado é muito variável. O retrato que é possível traçar é, por isso, bastante diversificado.
Várias escolas assumem a dimensão de experiência da novidade introduzida este ano. É o caso do Agrupamento de Pedome, em Vila Nova de Famalicão, que optou por aplicar a medida a duas das suas cinco turmas do 5.º ano. A flexibilidade curricular vai ser testada numa turma com «condições para poder ter bons resultados e sucesso educativo de qualidade». A outra turma “poderá não vir a apresentar um desempenho escolar e um sucesso de tanta qualidade”, assume o director Fernando Manuel Lopes. A intenção da escola é que, com «dados de partida diferenciados», possa documentar o impacto do projecto nas aprendizagens.
A experiência da Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, passa por reforçar o número de horas destinadas ao director de turma em apenas uma turma do 7.º ano. A intenção é semelhante: «Vamos querer ver a diferença que essa alteração possa provocar», explica o director, João Andrade.

Convencer os professores

A escolha do Agrupamento de Escolas D. Dinis, em Leiria, teve outra motivação: os resultados dos alunos. A direcção optou por deixar de fora da flexibilidade curricular todos os alunos do 5.º e 7.º anos e também a generalidade dos do 1.º ciclo. Com uma única excepção: a escola EB1 do Arrabalde.
Esta é uma escola pequena — tem 60 alunos e apenas três turmas, já que funciona uma turma mista de 2.º e 4.º anos — que nos últimos anos tem tido maus resultados escolares. A direcção do agrupamento viu na flexibilidade curricular uma possibilidade para inverter essa tendência: «O objectivo desde modelo é ser promotor do sucesso escolar e é nesse sentido que vamos avançar com ele», explica a directora, Madalena Costa.
Há, porém, outros motivos práticos e não pedagógicos a condicionar as opções das escolas contactadas. Por exemplo, o Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora, em Matosinhos, aplicará o projecto em apenas duas de seis turmas do 7.º ano, dada a falta de disponibilidade demonstrada pela maioria dos professores para trabalharem no novo modelo.
O caso mais extremo será, porém, o do Agrupamento de Escolas Grão Vasco, em Viseu. A directora, Inês Campos, é uma entusiasta da flexibilidade curricular — «é um projecto muito válido e estou certa que trará resultados muito positivos» —, mas não encontrou a mesma abertura nos professores do estabelecimento de ensino. Por isso, apesar de estar na lista inicial do Ministério da Educação, não vai integrar esta experiência pedagógica no novo ano lectivo.
A flexibilidade curricular vai ser testada em cerca de 20% dos estabelecimentos de ensino. Há escolas que estão ainda a fechar o processo de constituição de turmas e de definição dos moldes de funcionamento dos projectos, pelo que o número total de turmas envolvidas neste primeiro ano lectivo de experiência pedagógica ainda não está fechado. Ao que o PÚBLICO apurou esse número deverá rondar as 2000 turmas.

A aposta dos privados 

Das 235 escolas envolvidas, 170 são públicas, às quais se juntam quatro das sete escolas portuguesas no estrangeiro. Outras 61 do ensino privado vão também fazer parte da experiência, o que levou a Associação dos Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (Aeep) a criar um grupo de trabalho para que os seus associados possam «partilhar ideias uns com os outros», explica o director-geral da associação dos colégios, Rodrigo Queiroz e Melo.
Um desses casos é o do Grupo Ensinus que tem sete instituições diferentes envolvidas no projecto de flexibilidade curricular, entre os quais o Real Colégio de Portugal, o Colégio de Alfragide e o Externato Álvares Cabral. Aí serão criadas novas disciplinas como o Laboratório de Empreendedorismo e Educação Financeira ou Técnicas Laboratoriais de Física e Química e, na Matemática, passará a ser aplicado o método usado em Singapura — que tem por base a compreensão dos conceitos antes de se ensinar procedimentos, utilizando uma abordagem visual e prática.
A «grande alteração» que a experiência pedagógica implicará, porém, tem a ver com o professor, considera Teresa Damásio, administradora do Ensinus. «Vai ter obrigatoriamente de alterar a sua metodologia de ensino e permitir maior interdisciplinaridade», defende.
Para preparar os docentes para essa alteração, o grupo contratou o especialista em mudanças educativas, Javier Aragay, para uma assessoria de três anos, em que dará tutorias mensais aos professores das várias áreas.
Outra das mudanças que vão ser aplicadas nos colégios do Grupo Ensinus é a passagem de algumas disciplinas para um regime semestral. Por exemplo, no 7.º ano os alunos passarão a ter quatro tempos semanais de Geografia na primeira metade do ano lectivo. Esses blocos nos horários são substituídos, no segundo semestre, por aulas de História.
A opção do Ensinus cruza-se com uma discussão que começa a ganhar força no sector: a possibilidade de o ano lectivo passar a ser organizado em dois semestres em lugar dos actuais três períodos. O Agrupamento de Escolas de Freixo, em Ponte de Lima, apresentou o seu próprio calendário escolar para 2017/18, dividido em dois semestres. O primeiro semestre começa a 13 de Setembro — como a generalidade das escolas, ainda que formalmente o ano lectivo comece na próxima sexta-feira, dia 8 — e prolonga-se até 2 de Fevereiro. O segundo estende-se entre 14 de Fevereiro e 19 de Junho. Os alunos mantêm dez dias de férias na altura do Natal e uma semana no Carnaval e Páscoa.
Esta possibilidade não foi aberta pelo projecto de flexibilidade curricular, mas pelo facto de a escola integrar os Projectos-Piloto de Inovação Pedagógica, destinado a um grupo mais restrito de estabelecimentos de ensino, e que reforça a sua autonomia caso adoptem projectos educativos diferenciadores.
O presidente Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, tem sido um dos defensores desta solução. De resto, pretendia fazer o mesmo na escola que dirige, a Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia, mas a possibilidade foi negada pelo Governo. Ainda assim, dentro das possibilidades que a flexibilidade curricular prevê, na sua escola haverá também algumas disciplinas semestrais.
A mudança para um calendário lectivo semestral teria «vantagens evidentes», defende Filinto Lima. Por um lado, tornaria os dois períodos lectivo equivalentes, acabando com um velho problema de um 3.º período muitas vezes excessivamente curto. Por outro, promoverá o sucesso e terá efeitos positivos na disciplina, acredita: «Hoje em dia, há muitos alunos que chegam ao 3.º período com o destino traçado. Como o tempo é curto sabem que já dificilmente passam ou dificilmente chumbam.»”


Fonte (jornal): Silva (2017b)